28 de março de 2015

Ataíde Gil Guerreiro e Gustavo Vieira erraram no planejamento são-paulino



Quando decidiu vetar todos os nomes de jogadores mais experientes, incluindo pedidos especiais de Muricy Ramalho, segundo circula na imprensa, Ataíde Gil Guerreiro trouxe para si uma responsabilidade muito grande sobre a sequência da temporada. Junto à Gustavo Vieira, Ataíde montou um elenco qualificado, jovem e com potencial. Na teoria, tudo lindo. É o planejamento perfeito. Todavia, futebol não é simples, e fórmulas exatas costumam falhar. Apesar de bem intencionados, ambos erraram.

Ataíde Gil Guerreiro
(Foto: globoesporte.com)
Não é de hoje que falamos sobre as enormes fragilidades emocionais desse elenco são-paulino, fragilidades essas que são transformadas em omissão nos jogos de grande porte. A verdade é que no São Paulo há, hoje, um grupo de garotos. Alguns mais velhos, outros muito novos, todos, em comum, são garotos. As duas principais referências do elenco são, ainda sim, figuras incomuns. Vemos a figura de um goleiro quarentão que sempre foi líder pelo símbolo que representa, pela capacidade de comandar impondo respeito, por ser ídolo, não por ser "parceiro", fazer piada, tocar instrumento no ônibus, não por ser aquele que provavelmente vai perder horas e horas conversando em grupos de resenha e perguntando a cada um como estão as coisas em casa com os filhos e a patroa. O artilheiro, dono da 9, é um líder deficiente, um líder que precisa ser liderado, uma referência que passa longe de ser boa, alguém que aos trinta e tantos anos não conseguiu, sequer, ter autocontrole.

É preciso entender que a montagem de elenco do São Paulo tecnicamente foi perfeita, contudo, falha. Falta experiência ao grupo, sobra técnica, falta gente cascuda, sobra gente frouxa, falta Kaká e não sobra mais nada. E não falo exclusivamente do Kaká, pois Kaká, aqui, é apenas um nome, estamos a falar sobre a figura. Logicamente não seria possível fazer com que o ex-camisa oito permanecesse, mas seria e passou perto de ser possível a possibilidade de trazer um, dois, três caras com capacidade de impregnar-se nesse elenco de forma a suprir as necessidades humanísticas do grupo. 

Gustavo Vieira (Foto: Lance!)
Vetando nomes de peso, com experiencia, Ataíde Gil Guerreiro e companhia se apoderaram do monopólio da juventude e renegaram a rodagem de gente que passou por diversas situações na carreira e venceu. Enquanto sobram jogadores inertes no São Paulo, nos rivais há grupos diferentes, com jogadores calibrados, prontos, preparados para entrar em campo e vencer qualquer jogo, principalmente aqueles grandes. Não há dúvida, portanto, que os erros na montagem do elenco são-paulino aconteceram. Sobrou boa intenção, mas faltou a mescla, faltou equilíbrio, justamento isso que vemos na própria dupla responsável pela escolha e contratação dos jogadores. Um senhor de cabelos brancos e um cara jovem que já respirava futebol no útero materno. Somados, são ótimos, separados, apenas bons. Mescla, São Paulo! Vencedores com perfis diferentes precisam estar em meio aos aspirantes!


Sobre o autor:  Sérgio Ricardo Jr. é acadêmico em jornalismo na UFRN e colunista do SPFC1935 aos sábados desde 2012.

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27 de março de 2015

4 anos do CENItenário: O Gol 100 contra o Corinthians



Por Adhemar Juan - @adhemarjuan


O momento atual é péssimo, até mesmo para o nosso lendário arqueiro. Mas jamais podemos esquecer das enormes glórias e alegrias que o M1TO trouxe para nós. Esse é um dos motivos pelo qual devemos lembrar do dia 27 de março de 2011, há exatos quatro anos, em que Rogério Ceni atingiu a marca do centésimo gol contra nosso maior rival.

Em 2011, o São Paulo começou vacilante, como tem sido regra nos últimos anos. Vitórias contra times fracos, como Mogi Mirim e Bragantino e derrotas para Ponte Preta e Santos, além de um empate contra o Palmeiras em casa. Nosso capitão, porém, começou a temporada marcando gols. Foram três logo no início do Paulistão, contra Mogi, de pênalti, e diante de Linense e Portuguesa, de falta. Assim, ele chegava a 98 gols marcados na carreira.

M1TO cobra falta magistral para fazer o centésimo gol
O São Paulo seguia instável e sem convencer no Campeonato quando enfrentou o Paulista, em Jundiaí, no dia 24 de março. Na ocasião, mais uma péssima partida e derrota por 3 a 2 para a equipe do interior. Dagoberto foi autor do primeiro gol, enquanto o segundo foi anotado pelo M1TO, convertendo penalidade máxima. Era o 99º gol do camisa 01 são paulino.

Após ser derrotado pelo Paulista na quarta, o desafio do fim de semana era nosso maior carrasco, o Corinthians, que preservava um tabu de quatro anos (11 jogos) sem ser derrotado pelo Tricolor. Para piorar a situação, por conta do show do Iron Maiden no Morumbi, o clássico teria que ser disputado na Arena Barueri. Tudo parecia conspirar contra a equipe comandada por Paulo César Carpegiani.

Eis que o dia 27 de março chega. Na Arena Barueri, o público de 17 mil pessoas assiste a uma partida muito disputada, mas de pouco brilho, sem muitas chances para ambas as equipes. Quem mais tentava algo pelo São Paulo era Dagoberto, que havia arriscado alguns chutes de fora da área. Pois aos 38 minutos, em mais uma de suas tentativas, o então camisa 25 tricolor acerta um petardo da intermediária no canto esquerdo de Júlio César. Placar aberto e o jogo começava a se desenhar favorável à equipe do Morumbi.

Rogério tira a camisa e celebra seu gol histórico
Logo no início do segundo tempo, Rogério Ceni fez defesa espetacular em bola dividida entre Miranda e Jorge Henrique que quase resultou no gol corinthiano. Milagre feito alguns minutos antes da falta que Ralf cometeu em Fernandinho na entrada área.




Era sua primeira tentativa ara o centésimo gol. A torcida, já eufórica, aguardava ser agraciada com um momento histórico em Barueri nos momentos seguintes. Rogério e Carlinhos Paraíba estavam posicionados para a batida. Ao apito do árbitro, o M1TO partiu com a confiança e concentração que lhe são peculiares. O resultado foi a pintura, a bola magistral que passou pela barreira, triscou nos dedos de Júlio César e morreu no seu ângulo direito, estufando as redes da Arena Barueri e levando os presentes ao estádio à loucura.

Veja os melhores momentos da partida:



Camisa 01 vai para a galera após o gol 100
Estava muito próximo de onde foi batida a falta e tenho aquele momento na memória como se tivesse visto ontem. Alguns segundos após o gol, estava no alambrado (vidro, na Arena Barueri) celebrando a poucos metros de Rogério Ceni e cia. aqueles instantes mágicos. O que aconteceu depois da partida pouco importou, pois, além de tudo, conseguimos sair com a vitória e quebrar o incômodo tabu diante de nossos rivais de Itaquera.

Aproveitando-me desta data que marca o aniversário de quatro anos do centésimo gol, deixo uma mensagem a todos, que assim como eu, estão decepcionados e muito irritados com o momento da equipe: acreditem; não deixem a raiva momentânea aflorar a ponto de chegar a ofender o maior ídolo e figura de um clube do futebol mundial. Sim, não existe outro ser que represente tanto para alguma agremiação o que Rogério Ceni representa para o São Paulo.

Rogério merece nada menos que a veneração. Erra como qualquer outro espetacular jogador também erra. E ele vai conseguir ajudar a levantar o time e dar a volta por cima para terminar sua carreira em um momento vitorioso, e não lamentável como neste exato momento.



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26 de março de 2015

4 anos de CENItenario: Os 11 gols mais importantes do M1TO




Na próxima sexta, 27, completam-se 4 anos do Centésimo gol do M1TO. Para celebrar, durante toda a semana você verá posts especiais.

Como já indica o título, para o texto de hoje selecionei os 11 gols mais importantes do Rogério Ceni para o São Paulo, levando em consideração gols classificatórios, em finais ou de que nos deu vitórias importantes em campeonatos de pontos corridos. Vamos lá!

GOL 5: São Paulo 2 x 1 Santos - 28/03/1998



O São Paulo venceu a disputa contra o Santos por 2 a 1, no Morumbi, pela 2ª Fase do Campeonato Paulista 1998. Com este resultado, o São Paulo aumentou o tabu para 12 jogos sem perder contra o rival no Campeonato Paulista.


GOL 16: São Paulo 2 x 2 Santos - 18/06/2000

Na final do Paulistão de 2000, Rogério deixou o dele. Foi contra o Santos, em pleno Morumbi. O empate em 2 x 2 deu o título ao Tricolor e foi o terceiro título de Rogério como titular do gol são-paulino.



GOL 29: São Paulo 2 x 1 Alianza Lima - 11/02/2004

Na volta do São Paulo à Libertadores, depois de 10 anos, marcou o primeiro gol, de falta, em Leao Butrón.



GOL 41: São Paulo 2 x 0 Palmeiras Libertadores 25/05/2005

De pênalti, convertido no amigo Marcos, abriu o caminho para a vitória que levou o tricolor para as quartas de final da Libertadores.


GOL 46: São Paulo 2 x 0 River Plate - 22/06/2005

Semifinal da Libertadores 2005. De pênalti, marcou o segundo gol da importante vitória tricolor rumo ao tri da Copa, sobre o goleiro Franco Constanzo.


GOL 54: São Paulo 3 x 2 AL ITTIHAD - 14/12/2005

De pênalti, contra o goleiro Mabrouk Zaid, o terceiro gol da sofrida vitória tricolor, rumo à final contra o Liverpool. O último gol do melhor ano de Rogério Ceni. O capitão marcou nada menos do que 21 gols na temporada 2005 – muitos, pra lá de decisivos – e levantou três taças: Paulistão, Libertadores e Mundial.


GOLS 65 e 66: São Paulo 2 x 2 Cruzeiro - 20/08/2006

Logo depois de defender um pênalti, faz um gol, em cobrança de falta contra Fábio. No mesmo Cruzeiro 2×2 São Paulo, empata o jogo, pelo campeonato Brasileiro de 2006. Ganhou nota 10 da Bola de Prata de Placar nessa partida.


GOL 85: São Paulo 2 x 2 Palmeiras - 19/10/2008

O pênalti convertido em Marcos abriu o 2×2 no Choque-Rei emocionante, pra lá de nervoso, na reta final do terceiro nacional conquistado por Rogério, Muricy e cia.


GOL 100: São Paulo 2 x 1 Corinthians 27/03/2011

O sonho de voltar a vencer o arquirrival Corinthians após quatro anos de jejum, com direito ao centésimo gol de Rogério Ceni, virou realidade.



GOL 111: São Paulo 2 x 0 Atlético/MG - 18/04/2013

O pênalti que abriu o placar desta partida jamais será esquecido pelos são paulinos, isto porque o time se encontrava numa situação complicadíssima na competição e mais uma vez o mito estava lá para nos salvar.



Rogério Ceni, indispensável nas nossas conquistas das ultimas décadas com as suas defesas milagrosas, mas ele é mais que isso! Nós sabemos o que o tornou um M1TO do futebol mundial, na verdade nós e as mais de sessenta equipes que já sofreram gol seu... foram seus recordes como goleiro-artilheiro, que muito improvavelmente serão ultrapassados.

São belas defesas, admirável liderança e perfeitos e decisivos gols.

Parabéns pelo CENItenário!

Faltou algum gol nesta lista? Comente qual :)


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25 de março de 2015

4 anos do CENItenário: Top 10 gols mais bonitos do M1TO



Por Samara Roque - @saahroque

Na próxima sexta, 27, completam-se 4 anos do Centésimo gol do M1TO. Para celebrar, durante toda a semana você verá posts especiais. Até agora já listamos os recordes de Rogério Ceni e as camisetas mais icônicas do goleiro Tricolor. Hoje vim com a missão de selecionar um TOP 10 dos gols mais bonitos de Rogério Ceni. Uma seleção difícil diante das 125 vezes que o goleiro-artilheiro já balançou as redes. Acompanhe e escolha o seu preferido.

O 100º gol 

1 - São Paulo 2 x 2 Santos (Paulista - 2000)

No título do Campeonato Paulista em 2000, Rogério Ceni deixou sua marca. Em um jogo acirrado, o São Paulo viu a chance de ser campeão ser salva após uma belíssima cobrança de falta do M1TO que empatou o jogo. Na conversão, a bola passou por cima de barreira e acertou o travessão, entrando em seguida no gol. A conquista do título veio e a marca de 16 gols foi marcada na carreira de Rogério Ceni.



2 - São Paulo 1 x 1 Internacional (Copa João Havelange - 2000)

No dia 17 de outubro de 2000, Rogério Ceni marcou seu 19º gol na carreira. E que gol! O adversário? O Internacional. Em cobrança de falta, o M1TO acertou uma bomba no gol de João Gabriel sem dar chances do goleiro ver a cor da bola. Mais uma pintura do nosso goleiro-artilheiro no Morumbi.



3- São Paulo 2 x 2 Palmeiras (Torneio Rio-SP - 2002)

E como hoje é dia de Choque Rei, não poderia deixar de fora o maior freguês de Rogério Ceni! Em 2002, no Torneio Rio-SP, o M1TO marcou seu terceiro gol no campeonato, e o 25º na carreira, exatamente contra o Palmeiras. Em uma cobrança de falta aos 5 minutos do primeiro tempo, o goleiro Tricolor chutou no meio da barreira, a bola atravessou e nem Marcos e o zagueiro embaixo da trave conseguiram tirar. Confira o segundo gol da carreira de Rogério Ceni no Palmeiras:


4 - São Paulo 4 x 3 América/SP (Paulista - 2005)

O 34º gol de Rogério Ceni veio no início de um ano histórico, mais precisamento no dia 23 de janeiro de 2005. No Campeonato Paulista, o M1TO balançou as redes do América/SP e desempatou um jogo acirradíssimo, empurrando o Tricolor para a vitória. Na conversão da falta, Rogério Ceni acertou o ângulo esquerdo do goleiro sem chances de defesa. Confira abaixo (1m5s):


5 - São Paulo 4 x 2 Universidad do Chile (Libertadores - 2005)

Ainda em 2005, pela Libertadores, o M1TO apareceu mais uma vez para marcar seu 36º gol. Em outra cobrança de falta, Rogério Ceni converteu a falta com perfeição e acertou a bola na lateral direita do gol (1m34s) para ampliar o placar em 2 x 1. O goleiro-artilheiro ainda balançou a rede mais três vezes na Libertadores daquele ano.


6 - Al-Ittihad 2 x 3 São Paulo (Mundial de Interclubes - 2005)

Se o Mundial de Interclubes tem uma importância especial para o torcedor, não poderia deixar de fora o gol do M1TO no campeonato. Contra o Al-Ittihad, Rogério Ceni marcou seu 54º gol na carreira e o terceiro na partida. Na cobrança de pênalti, o goleiro mostrou tranquilidade e chutou firme no lado direito do gol. O goleiro adversário até tenta, mas o M1TO deixou marcado o seu em um dos jogos mais importantes da história do São Paulo.

7 - São Paulo 5 x 1 Vasco (Brasileiro - 2006)

Mais uma goleada do Tricolor com gol Dele. A vítima dessa vez foi o Vasco no Brasileirão. O São Paulo já estava passando o carro com um placar de 4 x 1, porém o jogo sempre tem um gostinho especial quando tem gol de Rogério Ceni. Para encerrar a partida com estilo, o M1TO acertou uma bomba após cobrança de falta e anotou seu 68º gol na conta.



8 - Portuguesa 2 x 3 São Paulo (Paulista - 2011)

Clássico Paulista e um dos gols mais bonitos de Rogério Ceni. No dia 13 de fevereiro de 2011, no Canindé, o M1TO assinou mais uma pintura em uma cobrança de falta. Aos 39 minutos do primeiro tempo, o goleiro Tricolor marcou seu 98º gol na carreira com um chute de velocidade no ângulo esquerdo do gol.



9 - GOL 100 - São Paulo 2 x 1 Corinthians (Paulista 2011)

Não demorou muito para um dos gols mais especiais de Rogério Ceni se concretizar. Motivo da nossa comemoração durante esta semana, o gol 100 do M1TO não poderia ficar de fora do TOP 10 mais bonitos de sua carreira. Na Arena Barueri, no dia 27 de fevereiro de 2011, o maior goleiro-artilheiro da história marcou o seu centenário e contra um de seus maiores rivais. Deixo livre a descrição deste gol, todo São Paulino que se preze tem a imagem gravada na cabeça. Para reviver, vale conferir o vídeo:


10 - São Paulo 2 x 0 Cruzeiro (Brasileiro - 2014)

Por último e, talvez nem um dos mais bonitos em todo este copilado de gols, mas especial para mim, fica o gol 120 de Rogério Ceni (o primeiro meu no estádio). Casa lotada, sensação de 'final' de campeonato e a chance de continuar na disputa pelo título do Brasileirão de 2014. Em cobrança de pênalti, Rogério Ceni chutou a bola firme e convicto no centro do gol e fechou o placar do Tricolor na partida. 


Como disse no início deste post, a missão de escolher os 10 gols mais bonitos de Rogério Ceni é difícil e (quase) impossível. Você concorda com a lista? Deixe nos comentários os seus gols favoritos!

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4 anos do CENItenário: Emoção em dose dupla



Por Éder Moura - @eder_sp88

Na próxima sexta, 27, completam-se 4 anos do Centésimo gol do M1TO. Para celebrar, durante toda a semana você verá posts especiais falando sobre feitos da lenda tricolor.

Uma das coisas que mais causam orgulho no são-paulino é ter a oportunidade de ver um gol de Rogério Ceni. Costumo dizer que estamos tão acostumados com isso que nem percebemos o privilégio que  temos. E o privilégio torna-se ainda maior quando o Mito marca duas vezes na mesma partida.

Contra o Tigres, em 2005, Rogério quase se tornou o único goleiro hat-trick da história (Portal Terra)

Ao longo dos anos, foram apenas cinco partidas nas quais isso aconteceu, o que torna esses momentos ainda mais especiais.

Inter de Limeira 1x2 São Paulo: o primeiro dublete do Mito aconteceu no Campeonato Paulista de 1999, jogando no interior contra a Inter de Limeira. O futuro maior goleiro-artilheiro do planeta ainda engatinhava no ofício: foram apenas o 8º e o 9º gols  na carreira de Ceni. O primeiro, em cobrança de falta, saiu aos 12 minutos do segundo tempo e contou com um desvio na barreira. O segundo, poucos minutos depois, foi marcado em cobrança de pênalti.

Primeiro gol:


Segundo gol: 



São Paulo 2x1 Figueirense: depois da vitória em Limeira, seriam cinco anos de espera até Rogério Ceni voltar a marcar duas vezes em um mesmo jogo, mas o momento foi crucial. O São Paulo ainda buscava se reerguer, após a traumática eliminação da Libertadores 2004. Pela 16ª rodada d Brasileirão, o Tricolor recebeu o Figueirense, no Morumbi, e o Mito simplesmente resolveu o jogo. No primeiro tempo, aos 12 minutos, cobrou pênalti com perfeição, no canto direito do goleiro Edson Bastos. Na etapa final, uma falta cobrada com categoria encaminhou a vitória tricolor.

Primeiro gol: 

Segundo gol:


São Paulo 4x0 Tigres: alguns meses depois, uma partida emblemática. São Paulo e Tigres foram a campo no Morumbi pela rodada de ida das quartas de final da Libertadores, em confronto entre os únicos invictos até ali. Tudo para ser um jogo difícil, mas quem teve o prazer de ver o time de 2005 lembra muito bem do que ele era capaz. Aos 28 minutos, falta de média distância. Não dá para o Mito? Que nada! Rogério cobrou de forma magistral, quase no ângulo do goleiro, e abriu o placar. Aos 12 do segundo, quando o Tricolor já vencia por 2x0, Ceni cobrou falta frontal no contrapé de Compagnolo, que não pôde alcançar e sofreu o gol 44 do Mito. E poderia ter feito história onze minutos depois, quando teve a chance de se tornar o primeiro goleiro na história a marcar três gols num jogo só, mas cobrou um pênalti por cima do travessão. E quem se importou? Aplausos foi o que se ouviu no Morumbi.



Cruzeiro 2x2 São Paulo: no ano seguinte, o Tricolor foi ao Mineirão enfrentar o Cruzeiro, apenas três dias depois da perda da Libertadores. O clima, que já era péssimo, ficou pior quando a Raposa abriu 2x0 e ainda teve um pênalti a favor, aos 38 minutos de jogo. Foi aí que ficou nítido o porquê de Rogério Ceni ser Mito: ele defendeu a cobrança de Wagner, marcou após cobrança de falta quatro minutos depois e anotou outro, de pênalti, aos 15 minutos do segundo tempo. Atuação nota 10, segundo a Bola de Prata da Placar. O primeiro gol ainda teve dois detalhes especiais: pelas contas da IFFHS, foi o gol 63, que o fez superar  o paraguaio Chilavert como o maior goleiro-artilheiro do mundo (65, considerando os dois gols que o instituto não valida). Além disso, foi o primeiro - e único, até o momento - de bola rolando, após cobrança de falta ensaiada. Pior para o ótimo goleiro Fábio, sua vítima favorita.



São Paulo 4x0 Vasco: até o momento, a última vez que Rogério Ceni marcou duas vezes no mesmo jogo foi no Brasileiro 2008. Pela 17ª rodada, o São Paulo recebeu o Vasco no Morumbi, ainda sem convencer na busca pelo terceiro título seguido. Após ir para o intervalo vencendo por 2x0, o Tricolor conseguiu uma falta perigosa aos 34 minutos. Ceni, que ainda não havia marcado de falta naquele ano, cobrou por fora da barreira e saiu da "seca", chegando ao gol 83. Aos 42, aconteceu o que era rotina naqueles tempos: Aloísio caiu, gol de Rogério Ceni. O camisa 14 foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti. Cobrando no canto esquerdo do goleiro Tiago, o Mito chegou a gol 84 e definiu os 4x0 para o Tricolor



Passados quase sete anos, fica a dúvida: ainda veremos Rogério Ceni marcar dois gols num mesmo jogo novamente? É a expectativa da torcida tricolor. Seria, afinal uma verdadeira saída de gala na carreira dessa lenda da bola.

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23 de março de 2015

4 anos do CENItenário: Goleiro-matador



Semana especial no mundo são-paulino! No próximo dia 27, sexta-feira, completam-se quatro anos do 100º gol Dele. E por isso, o SPFC1935 fará uma semana especial sobre essa data, começando hoje e terminando no dia do aniversário. Serão cinco especiais relacionados ao gol 100! E, já que a música diz que “todos têm goleiros, só nós temos Rogério, o goleiro matador”, começaremos a semana falando de feitos relacionados a gols. Alguns recordes, marcas e curiosidades que Ele alcançou e ajudaram a construir, passo a passo, essa marca ÚN1CA.

Vamos começar pelo recorde mais importante e conhecido na área dos gols feitos. Como todos sabem, Rogério é o maior goleiro-artilheiro da história do futebol mundial com 125 gols, mais que o dobro do paraguaio Chilavert, que tem 62. O gol que o colocou na posição número 01 em si tem duas curiosidades: foi marcado contra o Cruzeiro, no Mineirão, em 2006. O jogo foi 2 X 2. Rogério pegou um pênalti, fez excelentes defesas e marcou duas vezes. O gol do recorde veio com seu único tento de bola em jogo, após jogada ensaiada com Souza. Porém, nessa época, o São Paulo ainda não contava os dois gols marcados em amistosos (o 4º, em 1998, e o 12º, em 2000), algo que só foi feito quatro anos e meio mais tarde, em 2011.

Rogério comemora seu 63º gol. Ele admite que, na hora, se esqueceu do recorde e só lembrou no vestiário
Foto: André Brant
Nesse jogo contra o Cruzeiro, como dito, ele marcou duas vezes. Isso aconteceu outras três oportunidades: Em 1999 (2 X 1 contra a Internacional de Limeira), em 2005 (4 X 0 contra o Tigres, do México) e em 2008 (4 X 0 contra o Vasco da Gama). Outra curiosidade: o goleiro do Tigres na ocasião era o argentino Campagnuolo, que já havia tomado o 10º gol de Rogério, em 1999, pela Copa Mercosul. Na ocasião, o jogo também foi no Morumbi, o gol também foi de falta e o São Paulo também venceu fazendo quatro gols, porém, por 4 X 1.

Com tantos gols, é impossível que não haja alguns únicos. E eles existem. Em 2005, no Mundial de Clubes, Ele bateu e converteu o pênalti na semifinal do torneio, contra o Al-Ittihad (SAU). Até hoje, é o único goleiro a marcar em um jogo de Mundial de Clubes, contando todas as edições. Como se não bastasse, há um feito ainda maior. Em 2000, o São Paulo foi campeão paulista após um empate por 2 X 2 contra o Santos, no Morumbi. Ambos os gols do Tricolor saíram em cobranças de faltas, até parecidas. O segundo foi de Marcelinho Paraíba e o primeiro... de Rogério, claro. Até hoje, é o único goleiro da história do futebol a fazer gol em uma final de campeonato. E há um “bônus” nesse gol: o São Paulo perdia por 1 X 0 e a cobrança do M1TO empatou o duelo. Como a equipe de Levir Culpi poderia perder por até um gol de diferença, pode-se considerar este o gol do título!

Atualmente, o São Paulo possui 1870 gols pelo Campeonato Brasileiro. Ou seja, até o momento, temos 18 gols “exatos”. Rogério é o autor de três deles, sendo um muito, muito especial: o milésimo! Foi em 2000, no empate por 1 X 1 contra o Internacional, em uma belíssima cobrança de falta. Fora esse, Ele também é autor do gol 1500 e 1600, em 2008 (em cobrança de pênalti, contra o Botafogo, na vitória por 2 X 1) e em 2009 (em cobrança de falta, contra o Sport, na vitória por 4 X 0), respectivamente. Os três gols foram marcados no Morumbi.

Placar eletrônico do Morumbi homenageia Rogério por fazer o 1000º gol do Clube em Campeonatos Brasileiros
Foto: Site Oficial
Os 125 gols também O colocam simplesmente como 11º maior artilheiro da história do São Paulo. Ele tem apenas três gols a menos que o Rei Raí e está à frente de lendas como Pedro Rocha (13º, com 119 gols), Careca (14º, com 115 gols) e Remo (16º, com 107 gols). Em outras palavras, Ele tem tudo para passar o eterno “Terror do Morumbi” e entrar no Top 10 da artilharia histórica do Clube. Porém, um dado é interessante: se contarmos apenas os jogos oficiais, Rogério já é o 7º maior artilheiro da história do SPFC, com 121 gols feitos!

Em competições específicas, há outros destaques também. Ele é o maior artilheiro do Clube na Copa Libertadores, com 14 gols, e o terceiro maior artilheiro em Campeonatos Brasileiros, com 62 gols. Em resumo, o Rogério tem o mesmo número de gols do segundo maior goleiro artilheiro da história... só com os tentos em Campeonatos Brasileiros.

Se tratando de Rogério Ceni, praticamente todos (para não dizer todos) os quesitos são dignos de destaques e possuem uma enormidade de feitos inacreditáveis. Não é novidade que Ele conquista grandes marcas com uma frequência incrível. Então fica a homenagem de apenas alguns dos mais importantes no campo dos “gols marcados”. E já vai separando sua camisa do M1TO: sexta-feira é dia de usá-la o dia inteiro! Até lá, nosso especial continua para ir aquecendo (mais) essa importante data  no calendário são-paulino e “cenista”.

Fontes: Site Oficial do São Paulo Futebol Clube e Arquivos Pessoais
Colaboração: Michael Serra, historiador do São Paulo FC

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22 de março de 2015

O Craque da rodada: São Paulo 3x0 Marília - Paulistão 2015




Em seu segundo ano como profissional é nitido o quanto Gabriel Boschilia vai evoluindo, tendo mais oportunidades de jogar esse ano o meia vai conseguindo ter uma boa sequencia de jogos e tirar a pressão de jogar nos profissionais, na vitória deste domingo o camisa 8 fez uma bela partida e ajudou o tricolor a sair com a vitória, ainda que tenha oscilado durante o jogo e em determinados momentos prendendo demais a bola é nitido o quanto o seu jogo vem fluindo.

Boschilia foi muito efetivo no jogo de hoje, se movimentou bem alternando entre a faixa central e e o flanco direito, muitas das jogadas ofensivas do São Paulo passam pelos seus pés e duas efetivamente tiveram contribuição da sua parte. No primeiro lance após tabela com Kardec a bola sobrou para Ewandro que encheu o placar, momentos depois o jogador achou Kardec livre que driblou o goleiro e ampliou o placar, muito ativo no jogo o meia ainda protagonizou lances de efeito e ainda conseguiu dar bom passe para Centurión que não aproveitou.

No Segundo tempo o ritmo da joia são-paulina caiu um pouco e o meia prendeu demais a bola em determinados lances para desespero de Muricy, na sua melhor jogada no segundo tempo o meia fez linda fila na ponta esquerda e tocou para Cafu que foi outro que desperdiçou mais um gol, Boschilia ainda acertou um belo chute de fora da área que tirou tinta da trave do goleiro adversário.

Boschilia é um jogador que me agrada muito e um dos jogadores da sua geração que podem ter um grande futuro, o são-paulino vem em ascensão e não seria de se estranhar se nos próximos jogos o camisa 8 figurasse entre os titulares. 

Acompanhe a opinião do Marcelo Doente sobre a vitória contra o Marilia em mais um podcast.

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21 de março de 2015

Dupla deu vitória ao São Paulo diante do San Lorenzo




A importante vitória do São Paulo diante dos argentinos do San Lorenzo na última quarta-feira pela Libertadores da América parece ter servido ainda mais consolidar Michel Bastos como atual "cara" do Tricolor. O gol aos 44 minutos do segundo tempo lavou a alma do torcedor que esteve presente no Morumbi e precisou ver seu time ser garfado com a má anulação de um gol legítimo do meia-atacante Centurion. Contudo, nem tudo que parece ser, de fato, é. Michel não foi protagonista, apesar de ter estado no lugar certo e na hora certa. A vitória do São Paulo só aconteceu por causa da dupla Souza e Denílson.

Volante Souza em ação diante do San Lorenzo (Foto: VEJA/Grupo Abril)
Quando as críticas são justas, não adianta fugir. Denílson e Souza, importantes durante o segundo semestre de 2014, não começaram bem a temporada atual. O volante cria do clube principalmente, tanto que tornou-se um dos maiores alvos perante a instabilidade do time. Denílson demorou a sentir que a temporada desse ano é uma das mais importantes do clube na história. Souza, como disse, também esteve bem longe do ideal durante os primórdios de 2015, entretanto, diferente do seu parceiro, é mais sensível ao seu ambiente, consegue ter clareza em relação ao que está ocorrendo dentro e fora de campo, todavia, isso não o impede de ter momentos ruins. 

No chão, Denílson disputa jogada contra jogador do San Lorenzo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters) 
Tudo isso levantado e contado por este colunista parece ter ficado para trás quando o apito do árbitro deu início ao jogo do último meio de semana. Denílson e Souza foram, de longe, os que mais se entregaram em campo. Espírito, luta, precisão nos passes e desarmes, atenção redobrada. Souza e Denílson seguraram uma equipe aguerrida, porém ainda falha. Os volantes acertaram praticamente tudo, fizeram a melhor partida do ano e uma das melhores enquanto dupla, beiraram a perfeição. Sem dúvida, determinantes no resultado final.

Como nem tudo é justo no futebol, poucos foram aqueles que deram aos volantes a importância merecida ao apito final. As tv's preocuparam-se em mostrar lances polêmicos em troca da audiência, claro, sabemos como o jogo funciona. Aos outros poucos analistas que ainda se pode parar e ouvir, coube uma análise mais passional, factual no sentido de ressaltar aquilo que parece ser mais fácil. Nenhum quebrou a correnteza, pois Michel Bastos não foi destaque, pelo contrário, fez talvez seu pior jogo da carreira. Se não foi em toda sua vida de jogador, com certeza foi o pior jogo com a camisa de três cores. E isso prova que jogador bom como ele também tem estrela, pois saiu de sua cabeça o toque na bola que balançou as redes, saiu de sua cabeça aquilo que insistiu em não aflorar nos pés.

Em seu pior jogo, Michel Bastos decidiu e mostrou ser mesmo o "cara" do São Paulo (Foto: FOLHA)
Entre jogos enfadonhos e aguerridos, o São Paulo enquanto time vai se moldando. Claro, deveria estar em outro ponto de evolução, demorou a engrenar e agora tem mais uma vez a chance de ir no tranco, na marra, como foi a vitória que deu ao clube a enorme vantagem de depender apenas dos seus próprios esforços para seguir adiante na competição que mais mexe com sua torcida. Souza e Denílson mantiveram a vida do São Paulo na Libertadores e merecem elogios, assim como Rafael Toloi, outro que foi imprescindível. O São Paulo ainda tem um "cara" chamado Michel Bastos, mas na última quarta-feira a vitória foi além da bola na rede. 

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O vexame que nunca aconteceu



Por Éder Moura - @eder_sp88

Todo são-paulino está mais do que acostumado com lendas urbanas relacionadas à história tricolor. De falência e rebaixamento no estadual a cobiça de estádio alheio e esmolas de rivais, encontra-se tudo quanto é baboseira por aí. Mas um fato que chamou muito a atenção na época em que aconteceu, embora totalmente desconhecido nos dias atuais, é uma suposta derrota para o Milan, durante excursão para a Europa em 1951.

Combinado São Paulo - Bangu antes do empate em 0x0 contra a Lazio, em Roma: Leônidas, técnico, é o primeiro em pé (Site Terceiro Tempo)
Finalizada a vitoriosíssima década de 40, na qual o fabuloso time com Ruy, Bauer, Noronha, Sastre, Teixeirinha, Luizinho, Remo e Leônidas, dentre outros monstros, ganhou cinco títulos paulistas em sete anos (numa época em que o estadual era o torneio mais importante de todos) e recebeu o apelido de "Rolo Compressor", o Tricolor entrou em um momento de transição. O Diamante Negro, inclusive, encerrou a carreira de jogador profissional e assumiu o cargo de técnico  da equipe.

No referido ano de 1951, o São Paulo resolveu formar uma parceria com os cariocas do Bangu para jogar uma série de partidas no Velho Continente. Dentre um dos jogos disputados, segundo arquivos da época, está uma goleada sofrida diante do Milan. A história é  tão fabulosa que nem o placar em si é um consenso, sendo que algumas fontes falam em 4x0 e outras dizem que a tragédia foi ainda maior: 8x1! Mas o fato é que tudo não passou de uma simples brincadeira de 1º de abril.

Naqueles tempos, com a TV ainda engatinhando no Brasil (a pioneira TV Tupi tinha apenas um ano de existência), o rádio era o grande veículo de comunicação no país. Em São Paulo, destacava-se a Rádio Panamericana, atual Jovem Pan, então comandada pelo lendário Paulo Machado de Carvalho. Incomodado com veículos que apenas repassavam informações veiculadas pela rádio, Carvalho resolveu pregar uma peça e obrigá-las a se meterem numa bela saia justa. A transmissão, inclusive, foi anunciada com uma publicidade no jornal Folha da Manhã, um dos antigos braços da atual Folha de S. Paulo.

Antes de embarcar rumo a Europa para narrar os jogos da excursão tricolor, o locutor José Geraldo de Almeida gravou a partida fictícia na própria garagem de Carvalho, a fim de manter o sigilo e fazer com que todos acreditassem que o vexame contra o Milan fosse de verdade.

A transmissão foi levada ao ar alguns dias após o empate em 1x1 com o Genoa - esse sim, um jogo que, de fato, aconteceu. De acordo com o livro "A bola no ar: o rádio esportivo em São Paulo", da autora Edileuza Soares (leitura obrigatória para qualquer um que queira se enveredar pelo jornalismo esportivo), o sigilo foi tão eficaz que até mesmo o irmão do locutor José Geraldo de Almeida passou mal durante a transmissão, tamanho fora o impacto para o seu coração tricolor. A transmissão, aliás, teve todo um efeito de sonoplastia, que incluiu sons de apito, torcida e das batidas na bola. Até uma queda na linha de transmissão, fato comum naqueles tempos, foi simulada. O locutor Aurélio Campos, que narrava uma outra partida no Pacaembu, pelo Paulistão, para uma emissora concorrente, defendia que os governantes deveriam punir severamente o São Paulo por "envergonhar o futebol brasileiro". No tradicional bairro paulistano do Bixiga, de forte colônia italiana, muitas pessoas comemoraram a suposta vitória rossonera.

Fato é que, como Paulo Machado de Carvalho previa, vários jornais noticiaram a partida como sendo real. Só depois disso é que a Panamericana resolveu admitir que tudo era apenas uma pegadinha de 1º de abril e só se divertiu com os veículos que tinham de fazer a mea culpa.

A excursão

Para aquela viagem, o São Paulo fez uma parceria inusitada com o Bangu: ambas as delegações iriam à Europa e montavam um combinado. Os jogadores, em tese, usavam a camisa carioca no primeiro tempo e o manto são-paulino no segundo, mas isso nem sempre foi cumprido pelo Tricolor, causando o descontentamento dos banguenses . Embora já técnico do São Paulo, Leônidas chegou a jogar algumas partidas. Detalhe curioso é que Zizinho esteve presente como atleta do Bangu. Dessa forma, foi a primeira vez que o Mestre Ziza vestiu as sagradas três cores, com as quais ele se destacaria anos mais tarde, entre 1957 e 1958.

Ao todo, o combinado realizou, oficialmente, treze partidas, embora os jogadores do Bangu tenham se ausentado nas duas primeiras, totalizando nove vitórias, dois empates e duas derrotas.

p.s.: Agradecimento especial ao ótimo "Doentes por Futebol", que serviu de inspiração a essa pauta.

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20 de março de 2015

Interesse por jogador em briga judicial com Atlético-PR não deve fazer do SPFC o vilão



Nathan tenta sair do Atlético-PR; São Paulo poderia ser seu destino
Foto: Getty Images
Por Adhemar Juan - @adhemarjuan

Caros tricolores,

Surgiram, nesta semana, especulações de que o São Paulo estaria interessado em contratar o jovem e talentoso meia Nathan, do Atlético-PR, que está com em meio a um imbróglio judicial com o clube paranaense.

O garoto de 19 anos, que disputou o Sul-americano sub-20 pela seleção brasileira, é uma das maiores promessas do Atlético-PR, clube no qual foi revelado e com quem assinou um contrato, aos 16 anos, válido por três temporadas.

Eis que este contrato de Nathan chega ao fim no próximo mês de abril. Havia, porém, segundo o Atlético, uma cláusula que determina renovação automática por mais dois anos se assim quisesse ao menos uma das partes (clube ou jogador). O jogador não aceitou e o clube entrou na justiça para continuar com o atleta. O jovem, inclusive, havia conseguido uma liminar que o liberava ao fim de março, alvará que foi derrubado nesta semana. Uma nova audiência na Justiça do Trabalho acontecerá no dia 26 e deve trazer novidades sobre o caso.

Jogador atuou no Sul-Americano sub-20
De acordo com reportagens de Terra e UOL, dirigentes ligados ao São Paulo afirmaram que o clube acompanha a situação a fim de contar com o jogador caso ele consiga se desvincular de seu atual time. De acordo com eles, até Muricy já estaria contando com a chegada de Nathan pata atuar como meia-armador ou jogar pelas pontas.

Alguns veículos de comunicação comparam o caso atual vivido por Nathan com o de Oscar, que gerou uma longa briga judicial que terminou com ganho de causa a favor do São Paulo. Ao estabelecer semelhanças entre as duas situações, já começaram a colocar o São Paulo do outro lado da moeda: se antes foi a presa, hoje é o predador.

O fato do clube ter sido acusado de ser aliciador de atletas das divisões de base de outros times e de ter participado de negociações polêmicas, como a de Alan Kardec, geraram uma péssima fama ao São Paulo. 

Neste cenário de Nathan x Atlético-PR, porém, se o Tricolor realmente estiver de olho na situação do jogador para eventualmente contratá-lo, caso ele obtenha vitória na justiça, não há nada de anti-ético nisso.

Quando Oscar saiu do São Paulo de graça, com sua vitória judicial em primeira instância, ninguém colocou culpa no Internacional, clube que foi o destino do jogador na época. Nem havia motivo para isso, o problema era de Oscar com o São Paulo e só, assim como o de agora diz respeito apenas a Atlético-PR e Nathan.

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19 de março de 2015

PH Ganso: Amor e Ódio




Paulo Henrique Ganso...

Esse nome desperta diferentes emoções em cada torcedor são paulino, isto porque alguns o idolatram e outros já não aguentam mais vê-lo jogar, sendo assim uma relação de amor e ódio com a torcida, que ora aplaude outrora vaia. Mas porque? Para tentar entender vamos relembrar sua trajetória.

Ganso foi revelado pelo Santos e logo, junto a Neymar, virou o nome do momento, dito como o jogador que poderia ser o craque da Copa de 2014, era visto como uma promessa do futebol brasileiro para o mundo.

O fato culminante, que pode ter sido o responsável por mudar o rumo de sua carreira, foi sua lesão no joelho no meio da temporada de 2010 que o deixou fora dos campos por seis meses, mesmo depois de voltar e conquistar títulos importantes a torcida santista pegava no pé dele. 

Desta forma sua relação com os santistas foi de potencial ídolo à inimigo mercenário. 

Ganso então veio para o São Paulo -depois de uma novela- em Setembro de 2012, mesmo ano em que registrou seu nome no título Sul Americano, porém não como titular, já que o camisa 10 de Ney Franco era o meio campista Jadson.

E as polemicas já existiam ali, uns queriam o ver jogando ao lado de Jadson, outros o queriam como o meio campista titular e outros acreditavam que ele nunca recuperaria o futebol de 2010, o auge de sua carreira antes da lesão.

Boatos surgiram até mesmo com o nome de Rogério Ceni que, de acordo com Ney Franco, não gostava de Ph Ganso no time.

Com a chegada de Muricy Ramalho o jogador passou a ter mais oportunidades, já que como ele sempre diz, não desiste de jogador, pois acredita que quem sabe jogar bola não esquece.

Ganso passou a ser questionado pela torcida por não demonstrar garra nos jogos, aparentemente sempre acomodado, principalmente depois da saída de Jadson, já que não teria mais com quem disputar posição. 

Em alguns jogos mostra toda a genialidade vista em 2010 com seus dribles e por achar espaços dentro do campo que apenas jogadores muito acima da média conseguem ver, isto ainda sem falar dos seus gols, por vezes escassos, mas que quando aparecem deixam os torcedores boquiabertos. 

No entanto, em outras partidas simplesmente some de campo, foi assim que recebeu o apelido de "Gansono", por não criar, não correr e não ajudar na marcação, que sempre é um pedido de Muricy para todos os jogadores. Outro grande apelo de Muricy para Ganso é para que ele se aproxime mais da área e quando surgir a oportunidade não exite em arriscar o chute a gol.

Por essas e muitas outras fica essa discussão: ajuda ou prejudica o time?
Deste questionamento vem mais um: Boschilia merece sua chance?

Boschilia é cotado como grande promessa de Cotia. Está no time profissional desde a temporada passada e quando entra mostra seu futebol e sua vontade.

De repente o banco poderia fazer Ganso refletir um pouco sobre se doar mais em campo. Que tal irmos para os números e avaliar seu desempenho no Santos e no São Paulo:

Média de gols no Santos: 0,23 gols/jogo
Média de gols no São Paulo: 0,09 gols/jogo*

Média de assistência no Santos: 0,26 assistências/jogo
Média de assistência no São Paulo: 0,24 assistências/jogo*

*Jogos no São Paulo até a data 08/03/2015.

Ganso declarou ao final da temporada passada que estava em seu melhor momento físico e técnico desde sua lesão no joelho, mas o inicio desta temporada decepcionou muita gente.

Agora é a hora de Muricy entrar em ação, e a melhor ação seria deixá-lo por alguns jogos no banco. Sua qualidade é indiscutível, mas ele precisa entender que não tem lugar garantido no time e precisa correr como todos.

E vocês, o que pensam sobre o tema?


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O Craque da rodada: São Paulo 1 x 0 San Lorenzo - Libertadores 2015




Uma cabeçada na trave e uma cabeçada que morreu no fundo do gol, esse foi o resumo do Michel Bastos no jogo dessa quarta-feira, o jogador que é o mais regular do São Paulo desde o ano passado não jogou bem, errou muitos passes e até foi displicente em algumas jogadas. Foi um Michel atípico de se ver jogar no entanto ainda que o camisa 7 não tenha estado em uma noite, tecnicamente, boa o seu espirito guerreiro e a sua onipresença em campo há de ser notada. Quando as pernas não deixaram mas o são-paulino jogar Michel usou o coração e conseguiu forças para lançar para Carlinhos na esquerda e correr para cabecear a bola que mantém o São Paulo vivo em uma vitória que veio a ferro e fogo e que poderia ter sido mais tranquila não fosse a enorme desorganização no primeiro tempo e a um erro ridículo do auxiliar no segundo onde anulou gol legitimo de Centurión.

Michel Bastos é daqueles jogadores especiais que andava em falta no São Paulo, Michel sabe o clube que joga e sabe o que é a dimensão de jogar aqui, sabe que vai ser pressionado e sabe que enfrenta uma torcida impaciente, Michel é um batalhador em campo ainda que não seja o craque que Ataíde Gil Guerreiro falou tempos atrás, mas nem só de craques vive o futebol, tantos jogadores com pompa passaram aqui e nada fizeram e tantos jogadores que não tinha tais rótulos acabaram honrando a camisa tricolor e com certeza Michel vai acabar entrando nesse seleto grupo que como já falei anda em falta pelos lados do Morumbi e ajuda a explicar essa crise de identidade que o clube tem hoje.

A direção luta para renovar o contrato do camisa 7 e não perder o maior acerto dessa gestão do outro lado vemos a declaração de alguém que quer ficar e ser vencedor aqui talvez até se aposentar vestindo nossa camisa e convenhamos que o São Paulo realmente lute para ficar com ele assim como o jogador vem lutando para ajudar o São Paulo.

Acompanhe mais um podcast do nosso Marcelo Doente que analisa a dura vitória tricolor diante do time do Papa



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17 de março de 2015

Aidar, jogue a nosso favor. Não dê continuidade ao terceiro mandato



Depois da vitória de domingo, de virada, contra a Ponte Preta, os são-paulinos pensaram que teriam paz pelo menos até a decisão contra o San Lorenzo. Engano. Mais uma vez, o presidente Carlos Miguel Aidar e seus aliados decidiram polemizar, gerando revolta imediata de praticamente toda a torcida. Mas afinal, que vontade é essa de jogar contra o próprio time que nosso presidente tem?

Dr. Aidar está no cargo há menos de um ano e o problema já começa aí. Com a quantidade de declarações infelizes, decisões erradas e incapacidade de deixar o Clube organizado e livre de brigas políticas e de egos, a impressão que temos é de tê-lo como mandatário há muito mais tempo. Sequência de péssimas declarações, turbulência política desde a primeira semana, escândalo atrás de escândalo, racha dentro do Clube, cobranças aos funcionários sendo feitas de maneira equivocada, polêmica (se é que podemos chamar assim) com sua namorada, jogadores e comissão técnica descontentes com ele (e as entrevistas deixam isso claro), criar caso com a música a qual o time entra em campo, briga com ex-presidente, Palmeiras, Cruzeiro e até com o Napoli!!! Isso sem falar nos defeitos do departamento de Marketing (faz parte da gestão), no programa ST, na promoção de pessoas incompetentes e na brilhante ideia de aumentar o valor dos ingressos que tirou o público do estádio (já escrevi sobre esse tema e disse que a culpa não é só da diretoria, mas também dela – clique aqui e leia). Isso sem contar boatos que vêm de dentro do clube e um eventual esquecimento de alguma outra bobagem. Ufa...

Aidar chegou com uma conversa moderna. Queria fazer, acontecer e revolucionar a forma de gestão. Trouxe consultores, estipulou metas, demitiu funcionários, cortou gastos e... nada. Se aquele plano dito por ele de “sinal vermelho” estivesse mesmo sendo colocado em prática, muita gente já não estaria mais lá. A conversa é moderna, mas a atitude é antiga. E deficitária.

Juvenal e Aidar. Antes e depois. Brigados, mas tão diferentes assim?
Foto: Davi Ribeiro/Veja
Desde o terceiro mandato do ex-presidente, afastado em um dos poucos acertos de sua gestão (mas que desencadeou um dos problemas), tenho comigo que os erros do São Paulo passam muito pelo que acontece fora de campo. Algo como uma bola de neve descendo a ladeira e ficando maior. Essa bola de neve, claro, começa lá de cima.

Com toda essa incompetência escancarada pelos pouco mais de 16,5 mil torcedores em um jogo de Libertadores, o pior público desde 1992 (!), nosso presidente tentou consertar. E qual foi uma das ideias cogitadas? Pegar o último jogo da fase de grupos da competição continental, que tem tudo para ser decisivo, e aumentar a quantidade de rivais no Morumbi! Um absurdo assim não pode ser sem querer.

Imaginando que o estádio possa não encher, ele pensou em dar mais vagas ao inimigo em nosso território??? Em uma decisão??? Eu poderia escrever um texto do tamanho da bíblia que jamais conseguiria descrever o crime que isso é. De diversas maneiras!

Em resumo, o São Paulo está uma bagunça. E isso afeta muito o time dentro de campo, principalmente porque os salários estão atrasando com certa frequência e, querendo ou não, isso gera um desconforto. Não é o único motivo para um futebol fraco, mas passa por isso também, principalmente quando os defeitos são tão grandes e contínuos.


Ao presidente, fica o pedido: pare de pegar os defeitos do tão atacado antecessor e reproduzi-los com mais pose. Pare de colocar as brigas e os egos acima do Clube. Nada é maior que o Clube. Preocupe-se apenas em arrumar a bagunça e o estrago deixados na gestão passada, porque se continuar assim, nós vamos acabar pagando caro. E não falo dos ingressos ou coisas que se resolvam com uma Nota Oficial...

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