5 de maio de 2015

Libertadores começa de novo



Por Éder Moura - @eder_sp88

As oitavas de final marcam o início de um novo campeonato na Copa Libertadores. A partir de agora, tudo o que foi feito anteriormente praticamente não vale mais nada e surge o momento que separa aqueles que realmente têm bola para conquistar a América dos demais.

Cicinho comemora gol de placa em pleno Parque Antárctica, em 2005 (Portal Terra)
A fase de abertura dos mata-matas é marcada por boas lembranças aos tricolores, com vitórias inesquecíveis, supremacia implacável sobre um de nossos maiores rivais, início de campanha para de título e até classificação sem jogar.

É impossível falar de oitavas de final sem falar dos jogos contra o Palmeiras. O São Paulo enfrentou seu vizinho de CT nesta fase em três oportunidades, e venceu em todas: 1994, 2005 e 2006 (São Paulo e Palmeiras também se enfrentaram na primeira fase de 1974, com o Tricolor novamente eliminando o rival).

Em 1994, o São Paulo de Telê tentava de todas as formas manter sua soberania, mas sofria a forte concorrência da parceria Palmeiras/Parmalat. O tira-teima veio na Libertadores daquele ano. No jogo de ida, com mando alviverde e disputado no Pacaembu, o goleiro Zetti teve brilhante atuação e, apesar de ser dominado pelo rival, o São Paulo conseguiu segurar o 0x0. Na partida de volta, no Morumbi, grande atuação de Euller, vitória são-paulina por 2x1 e passaporte garantido para as quartas de final.

O duelo mais marcante foi, sem dúvidas, o de 2005. Após fazer uma fase de grupos razoável, o Palmeiras resolveu se mexer e fez boas contratações, como o ex-tricolor Juninho. Para aumentar a adrenalina, o time verde não aceitou levar a partida de ida para o Pacaembu e mandou o jogo no seu Parque Antárctica. De nada adiantou, pois Cicinho, em uma Libertadores inspiradíssima, acertou um chute da intermediária, fez 1x0 e decretou a vitória são-paulina em pleno território inimigo. Na semana seguinte, nova vitória, desta vez no Morumbi: 2x0, com Cicinho marcando outra vez e Rogério Ceni, como de costume, mandando Marcos ir buscar no fundo das redes.

No ano seguinte, em 2006, o cenário parecia ser até mais favorável, já que o Palmeiras viva um crise terrível na época. Mas a classificação foi suadíssima, após empate em 1x1 no Parque Antártica e dura vitória por 2x1 no Morumbi, com o Mito marcando um gol de pênalti já quase nos acréscimos da etapa final.

Além dos gloriosos Choque-Rei, as oitavas tiveram outras lembranças marcantes para o São Paulo. Em 1992, contra o Nacional (vitórias por 1x0 no Centenário e 2x0 no Morumbi), o lateral Nelsinho foi afastado antes do primeiro jogo, o que gerou um clima bastante pesado, mas que não  foi suficiente para prejudicar a caminhada daquele fabuloso time. Em 1993, talvez a grande virada do São Paulo de Telê que, após perder para o Newell's Old Boys por 2x0, em Rosário, goleou por 4x0 no jogo de volta, no Morumbi, e partiu rumo ao bicampeonato. Em 2004, os dois gols de Grafite no tempo normal e as defesas de Rogério Ceni  na disputa por pênaltis ficaram na memória de todos os são-paulinos que estavam com a equipe naquele dia.

Um caso curioso foi o de 2009, quando o São Paulo se classificou sem entrar em campo. O Tricolor deveria enfrentar o Chivas Guadalajara, mas, à época, o México estava assolado pela pandemia da gripe suína. Se recusando a colocar em risco a saúde de sua delegação, o São Paulo (juntamente com o Nacional, que enfrentaria outro mexicano, o San Luís), decidiu que não iria ao país da América do Norte. Como forma de contornar a situação, a Conmebol decidiu realizar partida única, no Morumbi. O Chivas (assim como o San Luís) não concordou e abandonou a competição, com o Tricolor avançando por W.O.

Abaixo, você confere todas as oitavas de final disputadas pelo São Paulo na Libertadores:

1992: Classificado contra o Nacional-URU (1x0; 2x0)
1993: Classificado contra o Newell's Old Boys-ARG (0x2; 4x0)
1994: Classificado contra o Palmeiras (0x0; 2x1)
2004: Classificado contra o Rosario Central (0x1; 2x1 - 5x4 nos pênaltis)
2005: Classificado contra o Palmeiras (1x0; 2x0)
2006: Classificado contra o Palmeiras (1x1; 2x1)
2007: Eliminado pelo Grêmio (1x0; 0x2)
2008: Classificado contra o Nacional-URU (0x0; 2x0)
2009: Classificado contra o Chivas-MEX (W.O.)
2010: Classifcado contra o Universitario-PER (0x0; 0x0 - 3x1 nos pênaltis)
2013: Eliminado pelo Atlético-MG (1x2; 1x4)




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2 de maio de 2015

Saúde financeira do São Paulo está nas mãos do empresário Jorge Mendes



Não é segredo algum as várias complicações financeiras que enfrenta o São Paulo nos últimos anos. O final da era Juvenal Juvêncio e o início do mandato do atual presidente Carlos Miguel Aidar são questionáveis de diversas formas, principalmente quando falamos sobre gestão e grana. Assim como aconteceu com a venda do meia Lucas, em 2012, a saúde financeira do São Paulo - que parece não ter sido capaz de gerir o montante arrecadado nas vendas das últimas peças Made in Cotia; Oscar, Piazon, Lucas, Uvini, Casemiro, etc - está novamente na dependência de uma transferência base-Europa. Não que vender jogador seja absurdo, pelo contrário, faz parte do processo, todavia, gerir bem as receitas também é fundamental. Depender da venda é o problema, a consequência dos erros. Popularmente diríamos que o buraco é mais embaixo. 

Ao telefone, Jorge Mendes, empresário (Foto: Paulo Pimenta)
E quem tem, hoje, a solução para amenizar os problemas são-paulinos é o empresário português Jorge Mendes, que desde 2013 é o responsável pela carreira do defensor Rodrigo Caio, que segundo nos conta a imprensa, está na mira do Atlético de Madrid, da Espanha. Rodrigo, que voltou a jogar nos últimos meses após se recuperar de uma cirurgia no joelho, tem recebido propostas tentadores do futebol europeu desde antes de sua estreia pelo profissional do Tricolor.

Segundo informações colhidas por este colunista, Rodrigo Caio já recebe sondagens para deixar o São Paulo há algum tempo, como disse, desde seus tempos de base. Sem dúvida, ter assinado com Jorge Mendes para ser seu representante abriu ainda mais esse leque de ofertas. 

R. Caio: atuações pela Seleção e São Paulo
  despertaram interesse europeu  (Foto: Zimbio)
Para quem não sabe, Jorge Mendes é considerado o "melhor empresário do mundo". Dono de vários atletas de renome internacional - como Cristiano Ronaldo -, o português também possui vários acionistas no Brasil. Segundo informações do jornalista Paulo Vinicius Coelho, comentarista dos canais Fox Sports e blogueiro do UOL, Mendes está, inclusive, envolvido com o grupo Doyle Sports, responsável por agitar o mercado brasileiro com contratações de impacto, como Leandro Damião pelo Santos e Marcelo Cirino pelo Flamengo.

O que podemos concluir disso tudo é que a recente proposta de 15 milhões por Rodrigo Caio, recusada pelo São Paulo, como confirmou Aidar à imprensa na última semana, não será, com toda certeza, a derradeira pelo defensor. Vale lembrar que antes de sofrer a lesão que interrompeu sua carreira no ano passado, Rodrigo Caio estava com a venda engatilhada para o Monaco, da França, por uma quantia próxima aos 20 milhões de euros, justamente o valor que o São Paulo julga ser justo pelo direitos do atleta.

A direção do São Paulo sabe que precisa vender jogadores para amenizar as dívidas que se acumulam, entretanto, espera conseguir valorizar seu patrimônio da melhor forma possível. Para a iminente venda do jovem jogador se concretizar, resta, agora, saber se os espanhóis estão dispostos a aumentar a oferta e quão predisposto está Jorge Mendes para atrair compradores e cifras maiores à mesa do clube. A saúde financeira do São Paulo passa por isso.

Este colunista entende que é preciso agir racionalmente e tentar fazer o melhor negócio possível para o clube, todavia, alerta para a dificuldade enfrentada pelo jogador em recuperar espaço entre os titulares - o que pode ocasionar desvalorização -, assim como sua leve tendência às lesões. No futebol, nem sempre é possível sair ganhando, às vezes é preciso abrir mão do duvidoso e optar pelo certo. Na imprensa, já surgem as informações sobre insatisfação do estafe do jogador pelo "jogo duro" do presidente, o que pode gerar complicações e rusgas futuras. Eu, em sã consciência, não me indisporia com Jorge Mendes, principalmente sabendo que sua influência pode salvar o clube que comando da falência moral. A única coisa que podemos ter certeza nessa história é que a obrigação de reorganizar o clube é de quem o bagunçou. Ter um gigante chamado São Paulo na mãos é, além de um privilégio, uma enorme pedreira. As decisões precisam ser acertadas. A margem de erro é zero!


Sérgio Ricardo Jr.

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29 de abril de 2015

São Paulo vai além do futebol



Por Samara Roque - @saahroque

Saudações Tricolores! Se no futebol as coisas não vão tão boas, talvez no vôlei seja diferente. Isso porque esta semana o São Paulo anunciou parceria com o time Funvic Taubaté, vencedor do Campeonato Paulista do ano passado, terceiro lugar na Superliga Masculina e uma das potencias do vôlei nacional. O Tricolor emprestará apenas a sua marca ao Taubaté, que usará o uniforme com as cores do clube do Morumbi, sendo inclusive da marca Penalty.

Com a fusão, o nome oficial da equipe será Funvic Taubaté; São Paulo FC. A apresentação do time acontecerá ainda este mês na sede do São Paulo. Entre os nomes que jogaram vestindo a camisa do Tricolor na temporada 2015/2016 estão Dante, Raphael, Lucarelli, Lipe, Sidão e Felipe, todos jogadores da seleção brasileira de vôlei.

O Funvic Taubaté abandonará o uniforme tradicional para
vestir as cores do Tricolor. Foto: Alexandre Arruda/ CBV
Apesar da parceria, quem quiser acompanhar os jogos terá que viajar para Taubaté. As partidas ainda serão disputadas no Ginásio Abaeté, porém não foi descartada a possibilidade de alguns jogos serem realizados no Morumbi.

O contrato entre os dois clubes tem duração de um ano. Na parceria, o São Paulo conta com um patrocinador que bancará 25% do investimento anual no projeto, avaliado em cerca de R$ 2 milhões pela Folha de S.Paulo. A empresa patrocinadora ainda não foi anunciada, mas sabe-se que a mesma nunca investiu na modalidade esportiva. Há ainda uma especulação sobre uma renovação de três anos no contrato.

Esta não é a primeira vez que o São Paulo investe no vôlei! Em 2009/2010 o Tricolor acertou parceria com a UCS (Universidade Caxias do Sul) e disputou a Superliga. Além de voltar à modalidade no setor masculino, o clube do Morumbi visa ter seu nom estampado na Superliga feminina, como continuação do seu projeto olímpico.

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28 de abril de 2015

Renê tem razão: quem muito fala dá bom dia a cavalo



Por Éder Moura - @eder_sp88

Os mais antigos já diziam que "quem muito fala da bom dia a cavalo". Nunca entendi perfeitamente o que isso significava, mas creio que seria uma orientação para falarmos menos e fazer direito. A diretoria tricolor, porém, não parece conhecer esse velho dito popular.

Gestão de Carlos Miguel Aidar é marcada por uma unanimidade: presidente fala bem mais do que deveria (Lancenet)

Convidado do "Bem Amigos", do canal SporTV, na última segunda-feira, o técnico Renê Simões, ex-coordenador da base tricolor e atualmente no comando do Botafogo, soltou o verbo contra a gestão de Carlos Miguel Aidar: "O São Paulo está se esquecendo da grandeza dele. Quando eu fui visitar o Barcelona, fiquei impressionado ao ser recebido lá com os elogios e as palavras que ouvi a respeito da grandeza do São Paulo. O clube tem que ter esse cuidado de não deixar nada vazar. O trabalho que conseguimos fazer no Botafogo hoje é porque não vazou nada, nenhuma informação, sobre nenhuma contratação. Isso ajuda, porque quando vaza o nome de alguém em quem o clube está interessado o preço já sobe, e desperta a atenção de outros times também". A declaração se deveu ao fato de o Tricolor falar abertamente sobre os técnicos desejados para assumir o clube. Em suma, o que Aidar, Ataíde e cia. deveriam fazer é falar menos e trabalhar mais.

Não é de hoje que o São Paulo vem sendo fortemente atrapalhado pela língua solta dos membros de sua cúpula, desde o desgaste com o Palmeiras na negociação por Alan Kardec (é bem verdade que o presidente alviverde chorou sem razão, mas Aidar, pelo cargo que ocupa, tinha a obrigação de adotar um tom mais político, ao invés de encarnar o espírito do torcedor de grita e pula na arquibancada laranja do Morumbi). Depois, pressionou Muricy de modo totalmente inoportuno durante a pré-temporada e ainda acirrou os ânimos de Luís Fabiano recentemente. Já tentou arrumar rusgas com o Corinthians, falando mal do Itaquerão na época de sua inauguração, algo que só não foi adiante porque Mario Gobbi não embarcou no falatório, e já teve problemas até com o Cruzeiro, quando disse que o clube mineiro contratou o zagueiro Manoel - então sondado pelo Tricolor - porque a Raposa não pagava ninguém, algo que, até onde se sabe, está longe de corresponder com a realidade. Por falar em não pagar, é difícil acreditar que a falta de honestidade da diretoria perante ao público em relação aos imperdoáveis atrasos nos direitos de imagem dos atletas não tenha interferido no pífio rendimento são-paulino neste início de 2015. Qualquer trabalhador se sentiria desrespeitado ao não receber o que lhe foi prometido e ainda ter que ouvir o chefe dizendo que está tudo bem.

Ataíde Gil Guerreiro também tem dado suas derrapadas, embora em menor escala. Criticar a torcida, como fez após o clássico contra o Corinthians (por mais que eu realmente não discorde de suas palavras) é inaceitável para alguém que ocupa o posto de vice-presidente do São Paulo Futebol Clube. Concordo que a nossa torcida, de um modo geral, pensa mil vezes antes de tomar o caminho do Morumbi, inventa mil desculpas para não ir ao estádio (conheço vários que diziam não ir aos jogos do Paulistão por causa do ingresso a 120 reais, sendo que esse preço valia só para a Libertadores - no estadual era 40 reais). Mas quem está no comando é quem tem de trabalhar para reverter esse quadro. Ele quis dar um chacoalhão na torcida? Desviar o foco para cima dele, poupando o time e o Muricy (versão que ouvi na época)? Qualquer que tenha sido a intenção, a execução foi, no mínimo, pra lá de infeliz.

Além das falas, a diretoria tricolor se atrapalha também nas ações. Conversei com alguns entendidos no assunto e eles são quase unânimes em afirmar que um dos motivos pela dificuldade do São Paulo em conseguir um patrocínio master se dá pela saída conturbada da Penalty. Rusgas externadas, presidente (de novo ele...) dando entrevista propositalmente com uma jaqueta da Reebok, negociação com outras empresas e forçação de barra para quebrar o contrato, tudo isso jogou a imagem da fornecedora lá embaixo, mas também afetou negativamente a imagem do clube. Afinal, se aconteceu com a Penalty, qual a garantia de que não aconteça com outras empresas, ainda mais se lembrarmos também o caso Puma? Patrocínio de futebol é investimento alto e não pode ter muitos riscos envolvidos. E, nesse caso, o São Paulo ficou marcado como um clube que não honra nem o que assina, o que é extremamente preocupante.

Enfim, fato é que teremos, pelo menos, mais dois anos de gestão Aidar no São Paulo. Ainda há tempo para que o atual presidente mude os rumos de seu mandato e recoloque o Tricolor nos trilhos. Caso contrário, a casa da mãe Joana que se transformou o Morumbi pode cada vez mais ganhar ares de circo dos horrores.

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25 de abril de 2015

São Paulo ganha dois reforços



Na semana em que derrubou tabus, quebrou expectativas e avançou às oitavas de final da Libertadores, o São Paulo ganhou dois reforços para a sequência da temporada. Com diversas coisas em comum, os atacantes João Paulo (18 anos) e Joanderson (19 anos) devem ser integrados de forma oficial ao elenco profissional do Tricolor. 

Joanderson renovou contrato com São Paulo e
 passa a ser opção para vaga de Kardec no elenco (Foto: CBF)
A lesão do atacante Alan Kardec, que passou por cirurgia no joelho e só deve voltar a jogar em um prazo de seis meses, abriu uma lacuna no elenco do São Paulo. Logo pensou-se que a diretoria iria buscar no mercado alguém para ocupar a vaga deixada pelo camisa 14. No entanto, a semana trouxe duas novidades que pintam como solução na Barra Funda. João Paulo, destaque da Copinha, está em fase final de recuperação de uma lesão sofrida ainda durante a participação do time na competição de juniores e deve, finalmente, ser opção para Milton Cruz. Joanderson, outra promessa de Cotia, resolveu na última quarta-feira (22), suas pendências contratuais e renovou seu vínculo, passando a ser mais uma opção de ataque.

Obviamente que a contratação de um novo jogador não está descartada. O presidente Aidar e a direção de futebol são sempre imprevisíveis. Fora isso, a chegada de um treinador também pode mudar o cenário atual. Enquanto isso não acontece, o time trabalha com aquilo que tem. Formados em Cotia, João Paulo e Joanderson têm características diferentes, mas nem tanto.

João Paulo, que agora sabe o que aconteceu, vira opção de ataque no São Paulo
(Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)
Se Joanderson é parte da geração campeã da Copa do Brasil Sub-17 junto com Boschilia e Ewandro, João Paulo é de outra turma, todavia, ambos carregam além da pouca idade, uma canhota perigosa em comum. Habilidoso, veloz e franzino, Joanderson foi parceiro de ataque de Ewandro por algum tempo, e os dois se entendiam muito bem, principalmente quando se alternavam para jogar dentro da área, algo que foge da alçada de ambos. João Paulo é oposto, forte fisicamente e com potência no chute. Além de ter muita disposição em campo, gosta mais do lado direito, de puxar pra dentro e soltar a perna. Apesar de ter jogado como centroavante na Copinha deste ano, ser nove não é a dele.

Assim como Joanderson, João Paulo passou por algo parecido em relação a renovação contratual, quando recebeu propostas para sair do clube depois do destaque no início da temporada. João resolveu a situação de forma rápida, o que lhe rendeu uma promoção e a inscrição entre os 30 na lista da Libertadores. Joanderson demorou mais a aceitar a renovação com o Tricolor e a situação tornou-se complicada e enfadonha para todas as partes. No fim, ambos cederam, assim com o São Paulo, que agora terá os garotos por um longe período.

Claro que João Paulo e Joanderson estão atrás na corrida por uma vaga no time são-paulino, no entanto, é bom que jogadores promissores permaneçam no clube e tenham a chance de brigar pelo espaço de forma justa, assim como Boschilia e Ewandro, que já cavaram seu lugar entre os profissionais. Chegou a vez dos dois canhotos buscarem um lugar entre os grandes. A partir de agora, a disputa por um lugar no ataque são-paulino ganha mais dois concorrentes, e dos bons. Olho na perna esquerda dos moleques!

Sérgio Ricardo Jr.

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24 de abril de 2015

Boca, Galo, Corinthians? Saiba quem pode estar no caminho Tricolor na Libertadores




Por Adhemar Juan - @adhemarjuan

Caros tricolores,

Com a classificação conquistada diante do Corinthians na última quarta, ficaram definidos os confrontos das oitavas de final e, além disso, o chaveamento da competição até a final. Ao menos na teoria, o Clube da Fé está no lado mais complicado. 

O vencedor de São Paulo x Cruzeiro enfrenta, nada mais, nada menos, do que o ganhador do confronto entre Boca Juniors x River Plate. Vale ressaltar que a equipe xeneize terminou a fase de grupos com 100% de aproveitamento. Já os millonarios, apesar da péssima campanha no certame até o momento, possuem um histórico de grandes decisões contra o Tricolor.

Imaginando que o São Paulo se classifique tanto nas oitavas como nas quartas de final, as semis podem  reservar outro confronto com um time argentino, nosso arquirival Corinthians  eou até mesmo Atlético-MG ou Internacional. Ficou confuso? Explico abaixo:

O vencedor de Corinthians x Guaraní (PAR) enfrenta quem sair de Racing (ARG) x Montevideo Wanderers (URU). Todos esses estão do lado de São Paulo, Cruzeiro, River e Boca na chave.

Então, caso os favoritos Corinthians e Racing se classifiquem, o vencedor do confronto entre essas duas equipes enfrentaria o São Paulo em uma possível semifinal.

Reprodução: ESPN
O problema é que, apesar de este ser o chaveamento definido atualmente, uma regra da Libertadores muda as chaves caso duas equipes de um mesmo país se classifiquem para as semifinais, a fim de evitar uma final entre clubes conterrâneos, o apenas poderia ocorrer caso três times da mesma federação estivessem entre os quatro melhores. 

Assim, nossa possibilidade de enfrentar Atlético-MG ou Internacional em uma semifinal se deve exatamente a essa regra. Imaginando que São Paulo e Racing estejam nas semis e, do outro lado da chave, o Galo, por exemplo, tenha avançado também, inverte-se o chaveamento para que São Paulo e Atlético-MG disputem uma vaga na finalíssima.

Sabemos que o caminho até o Tetra será árduo, mas, em caso de conquista, terá sido uma das mais épicas da história.


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23 de abril de 2015

Divisor de águas, provação e renascimento



Por Thaís Fernandes

Toda a mídia desacreditava, os rivais zombavam, a torcida com o grito preso na garganta. O time recém eliminado, sem ganhar sequer um clássico, e correndo riscos na competição mais valiosa do clube... enfim, todos apáticos e de cabeça baixa. 

Um cenário completamente hostil pra se jogar um clássico decisivo, ainda que dentro da nossa casa...

Mas nós somos o SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE, nós somos o clube da fé e nos momentos difíceis nos fortalecemos, ainda mais se tratando de Copa Libertadores da América, a verdadeira obsessão tricolor, o que faz o coração bater mais forte e os sentimentos serem externados da forma mais sincera e profunda.


Ontem vimos tudo o que pedíamos há meses, raça, vontade, garra, honra e fé. Pudemos lavar a alma, soltar o grito, calar a mídia, recuperar o respeito e levantar a cabeça, pra enxergar um horizonte bem mais promissor, que até então parecera impossível.

O time realmente jogou com o lema "um por todos, todos por um", lema esse sempre gritado minutos antes de todos os jogos.

Temos ótimos jogadores, outros nem tanto (pra ser educada), mas ficou provado que jogo se ganha com grupo, se os menos favorecidos tecnicamente tiverem vontade e os bons jogadores brilharem (sem estrelismo) podemos vencer qualquer time, afinal houveram comentários de que o Small Club tinha bola pra jogar a Champions League, mas foram engolidos pelo tricolor.

Nos últimos anos passamos por muitas provações e somente o torcedor que ama o São Paulo não o abandonou, ainda não ganhamos nada, existe muito trabalho pra ser feito e muitos jogos que precisam ser vencidos se quisermos chegar na final, mas a esperança de um renascimento agora se fortificou.

Esse pode ter sido o nosso divisor de águas e o elenco ter entendido que se buscarem a vitória até a ultima gota de suor a torcida com certeza estará ao lado deles, nós precismos deles e eles de nós.

O São Paulo FC é maior que qualquer coisa e o peso dessa camisa é indescritível, somente quem ama sabe o que representa.

Dentro da nossa casa nós que mandamos, de Libertadores a gente entende. Então tem que respeitar.







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O Craque da Rodada: São Paulo 2 x 0 Corinthians - Libertadores 2015



Michel Bastos comemora o segundo gol
Foto: Neson Almeida/AFP
Finalmente! Depois de péssimas artuações em 2015, a noite desta qurta foi para lavar a alma. Uma vitória com autoridade sobre o Corinthians, que valeu a nossa classificação para as oitavas de final e ainda serviu para quebrar um tabu de 8 anos sem vencer nossos rivais no Morumbi, além de quebrar sua invencibilidade no ano.

Uma partida marcante, de um time que, quando jogou com raça, mostrou que pode dar trabalho. Que seja assim nas partidas contra o Cruzeiro pelas oitavas.

O destaque do jogo foi o coletivo, mas nosso craque da rodada não poderia ser outro que não Michel Bastos. Além do golaço, o camisa 7 partiu pra cima, participou de quase todos os lances ofensivos e confirmou que é o nosso principal nome na temporada até aqui.

Confira os comentários de Marcelo Doente sobre a grande partida no Morumbi:


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21 de abril de 2015

Ao Mestre, com carinho




Por Éder Moura - @eder_sp88

21 de abril. Há exatos nove anos, perdíamos uma das maiores lendas do futebol mundial e que, orgulhosamente, é também um dos maiores ícones da história do São Paulo Futebol Clube: Telê Santana da Silva.

Telê após a vitória sobre o Barcelona, em 1992: de "pé frio" a maior técnico brasileiro na história (Revista Placar)

Poucos se recordam, mas o Mestre Telê teve uma rápida passagem pelo Tricolor em 1973, dois anos após ter sido campeão brasileiro com o Atlético-MG numa disputa com o próprio São Paulo. Naquela oportunidade, porém, a experiência não foi das melhores. Há quem diga, inclusive, que Telê foi "fritado" por jogadores como Toninho Guerreiro e Pedro Rocha, que supostamente não concordavam com os métodos do Mestre.

Dezessete anos se passaram até Telê Santana desembarcar no Morumbi novamente, em 1990. Não é nem preciso descrever aqui o desfecho dessa trajetória, marcada até mesmo nos são-paulinos que não tiveram o privilégio de ver aquele time jogar (dentre os quais eu me incluo). Dois títulos mundiais, duas Libertadores, um Brasileiro, dois Paulistas, uma Supercopa, duas Recopas e mais várias outras taças, que totalizaram nada menos que dezessete em apenas cinco temporadas e meia.

Telê Santana não foi apenas o técnico que transformou o São Paulo em uma potência internacional. Foi, provavelmente, o técnico mais emblemático do futebol brasileiro. Vicente Feola (recordista de jogos da história tricolor), Aymoré Moreira, Zagallo, Carlos Alberto Parreira e Luís Felipe Scolari foram os cinco treinadores que tiveram a honra de vencer uma Copa do Mundo com a Seleção Brasileira, mas ouso dizer que nenhum deles jamais foi reverenciado como o Mestre. O futebol envolvente e cativante das seleções de 1982 e 1986 ficaram na memória de todos que puderam ver esses esquadrões em campo, sendo que a primeira é, de forma unânime, mais lembrada até que as formações campeãs de 1994 e 2002. Pela maldade típica do torcedor brasileiro, o fato de o Brasil não ter vencido nem 1982 e nem em 1986 fez com que Telê Santana recebesse a patética alcunha de "pé frio", algo que só foi apagado com as conquistas no Tricolor.

O Mestre sempre foi uma pessoa apaixonada pelo bom futebol. Dizia que se fosse para mandar um jogador seu parar um adversário na falta, preferiria perder o jogo. Em 1990, comentou a Copa do Mundo para o SBT e ficou com indignado com a Argentina, que chegou à final com míseras duas vitórias em seis jogos. Fico aqui imaginando o que ele pensaria vendo o São Paulo atual, com Paulo Miranda numa lateral, Reinaldo ou Carlinhos na outra e um  e um insosso, omisso e descompromissado Paulo Henrique Ganso vestindo a camisa 10 que já pertenceu a Raí, Pedro Rocha, Gérson e tantos outros...

Por fim, gostaria de dizer que acho estranho esse negócio de prestar homenagem no aniversário de falecimento. Sou daqueles que preferem o aniversário de nascimento (no caso do Mestre, 26 de julho). Mas qualquer data que envolva Telê Santana serve como desculpa para prestar uma justa homenagem. Por isso, só gostaria de dizer uma única coisa ao Mestre Telê Santana, onde quer que ele esteja: MUITO OBRIGADO POR TUDO!



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CINCO ANOS sem vergonha na cara. Acabou a paciência. Só rezo pela camisa...



Mais um dia normal no atualmente patético mundo são-paulino: ressaca pós-eliminação vexatória, afinal nunca vi dignidade em perder sem lutar, e nenhuma cobrança é feita, muito pelo contrário, os jogadores "estão de parabéns", segundo Milton Cruz. Já faz tempo que passamos a conviver com derrotas e com a maneira como elas acontecem. Algo em torno de uns cinco anos, eu diria. Desde a eliminação para o Internacional, em 2010. De lá para cá, tivemos incontáveis vexames e passamos a conviver com um novo tipo de decepção: o descaso de todos que estão dentro do São Paulo. Portanto, quando chegarmos em 5 de agosto, dia da nossa última derrota marcante, mas digna, compre um bolo, um nariz de palhaço e ofereça a um personagem marcante dessa época. Não adianta querer oferecer a todos porque vai faltar bolo...

Não citarei nomes, porque certamente serei injusto com muita, muita gente incompetente e indecente que ficaria de fora. Citarei apenas um para fazer um "mea culpa" e corrigir um erro que cometi ainda em 2015: acreditei no Ganso. Estou há alguns dias inconformado comigo mesmo por ter sido enganado por um sujeito desse. Fui enganado porque ele tem, sim, talento, mas dentro de campo é um dos jogadores com o pior caráter que já vestiu a camisa do São Paulo. Uma lástima, um irresponsável, um sujo (isso para ser muito, muito, muito educado).

Imagem criada pelo amigo Alexandre Giesbrecht, o @jogosspfc, com a frase do torcedor Renato Thibes. Retrata bem
Em algum desses "gloriosos" dias durante os cinco anos, um rapaz veio questionar no Twitter: "Mas você sempre pede raça, vontade... só sabe falar isso!". Respondi que o dia que tivessem o mínimo disso, pararia de pedir. Mas eu o entendo. É um discurso repetitivo de meia década. O problema é que esse discurso segue atual e isso é insuportável. Se tem uma frase que eu odeio é que "perder é do jogo", apesar de estar correta. O que não é do jogo é ter um bando de vagabundo desalmado não dando a mínima para a instituição e nada acontecer, porque a pilantragem vem desde o topo até o gramado.

O clube foi contaminado. Dominado por pessoas que só querem tirar proveito do São Paulo em benefício próprio. Dominado por pessoas que só pensam em si e ignoram o clube. Dominado por vagabundos que não têm o mínimo de vergonha na cara para mudar isso e não respeitam absolutamente nada. Dominado até por uma torcida incrivelmente irritante, mimada, esquizofrênica e fraca. Fora o outro pedaço que é "gargantão" e nesse período gritou cerca de 162 vezes "é quarta-feira", em diferentes ocasiões, chamou 72 campeonatos de "obrigação", disse 30 vezes que "acabou a paz e o Morumbi viraria um inferno" e chegou até a entoar que "se não ganhasse, não voltaria para o Brasil". O resultado disso foi... nenhum. Credibilidade igual a dos que estão dentro do Clube (se bem que... ah, deixa para lá).

Eu não tenho mais paciência. Chegamos a um ponto que sabemos que não é mais acaso ou "daqui a pouco melhora", como os engravatados que estão acabando o SPFC querem passar. O São Paulo virou um SPA, um resort. As pessoas lá fazem o que querem, quando querem, da forma como querem e está tudo bem. Minha paciência acabou e pior: minha esperança está só na camisa e também porque ainda temos nosso maior ídolo em campo. Não sei como será depois, mas muito me assusta...

Mais uma do Alexandre. O São Paulo atual virou motivo de piada. E só a (verdadeira) torcida se importa...
O São Paulo está agonizando, sofrendo, sendo brutalmente torturado. Não digo que morreu porque a situação pode ficar muito, muito pior na quarta-feira. Nos meus 22 anos, talvez nunca tenho visto, em vida, uma mancha tão grande quanto a que está se desenhando: Eliminação na nossa casa, da nossa competição, para o nosso maior inimigo, com uma das piores campanha da história. Não vou dizer que espero que os jogadores mudem isso, porque não espero, apenas confio na camisa, na "caixinha de surpresas" que é o futebol e, honestamente, em uma dignidade uruguaia vinda do Danúbio. De resto, apenas que apareça algum anjo dentro do clube para mudar os rumos dessa orgia, porque tenho um medo absurdo de que uma eventual eliminação na quarta-feira possa virar fichinha do que vem pela frente...

Para finalizar: hoje, 21 de abril, faz nove anos que nosso grande, eterno, saudoso e gigante Mestre Telê se foi desse mundo. Independentemente de religião, acho que vale rezar por ele e pedir para que nos ajude. Que o senhor esteja bem, Mestre! E que olhe por nós...

P.S.: Serei honesto com quem merece: Rogério, Rodrigo Caio, Hudson, Boschilia, Michel Bastos, Centurión e Ewandro. Nunca amoleceram, sempre mostraram dignidade e vontade. Uma pena que dê para contar quase que nos dedos de uma mão os que se salvam, não os "podres". Resiste, São Paulo!

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18 de abril de 2015

Ganso deve ter dificuldades para jogar com Sabella




"Enganche", Ganso veste a 10 do São Paulo (Foto: Reprodução Wikipédia)
Como não é mais novidade para ninguém, Alejandro Sabella é o plano A para substituir Muricy Ramalho como treinador do São Paulo. Ainda aguardando resposta definitiva do técnico argentino, o Tricolor segue fazendo partidas confusas taticamente e, mesmo assim, vencendo, o que alivia um clima incendiário nos bastidores.

Quem não deve ter facilidades em jogar com a possível chegada do argentino ao São Paulo é Paulo Henrique Ganso. Sabella, apesar de quando jogador (e dos bons) ter sido um meia semelhante ao atual camisa 10 do São Paulo (sofria as mesmas críticas em relação a velocidade), não é fã daquilo que os seus semelhantes chamam de "enganche" em seus times. 

Veron foi a experiência mais próxima de um
10 que teve Sabella em seus times (Foto: Olé)
Entre 2009 e 2011, Sabella dirigiu o Estudiantes e poucas vezes utilizou um meia como Ganso entre os onze titulares. O mais próximo disso foi a participação extremamente decisiva de Veron no título do treinador em 2009, quando venceu a Taça Libertadores da América de forma coesa e indiscutível, calando, inclusive, um Mineirão lotado de cruzeirenses. 

Todavia, mesmo com Veron em campo, Sabella não considerava o meia argentino como 10. Veron sempre foi um jogador completo, que conseguia, dentro de campo, completar espaços e olhar de frente a partida. Veron nunca jogou de costas como seu compatriota Riquelme. Sabella já declarou ser fã do meia ex-Boca, mas que se pudesse escolher somente um para seu time, seria Veron. 


Declarações do treinador argentino sobre futebol foram agrupadas pelo globoesporte.com em 2011, quando um blog hospedado pelo portal, especializado em futebol argentino, decidiu apresentar um perfil daquele que seria, no momento, o novo técnico da Seleção Argentina. Segue o link: Conheça Alejandro Sabella, novo treinador da Seleção Argentina.

Nesse compilado, Sabella aponta que para um 10 como Ganso jogar em seus times, ele precisa ser muito desequilibrante, algo que Paulo Henrique não vem sendo nos últimos meses, principalmente em 2015. Se esse enganche como Ganso não for muito diferenciado e mostrar isso em campo (não só na parte da projeção), não joga. Sabella prefere, então, jogar com meias abertos ou rechear a equipe com atacantes de velocidade. 

Sabella comanda Argentina na final
  da Copa do Mundo no Brasil
(Foto: globoesporte.com)
Óbvio que não dá pra saber nada sobre como Sabella enxerga Ganso, muito menos se será ele mesmo o novo técnico do São Paulo. O que dá para fazer são projeções. Como setorista da Argentina na Copa do Mundo, pude ver a evolução da equipe comandada por Sabella durante o Mundial e preparação. Novamente, nenhum meia como Ganso no time. 

O maior mérito de Sabella na Seleção Argentina durante a preparação e a Copa do Mundo no Brasil foi a capacidade de autocorreção. Se Muricy pecou muitas vezes em demorar a corrigir-se, Sabella não tem esse mesmo perfil. A troca constante de esquemas durante os jogos do Mundial são a prova cabal de que Sabella não teme errar, e sabe consertar aquilo que foge do controle. Essa talvez seja a melhor virtude do treinador. 

É difícil esperar que um técnico estrangeiro chegue mudando a cara de um time no futebol brasileiro, principalmente porque não existe tempo suficiente para isso. Não há tempo para treinar, muito menos para se trabalhar de forma gradativa, pois os resultados imediatos são levados muito em consideração, tudo isso parte de um sistema de futebol que está cada vez mais falido. Definitivamente, o contexto não joga a favor do estrangeiro técnico de futebol no Brasil.

Contudo, se Sabella vier mesmo a se confirmar como novo técnico do São Paulo, é melhor que Paulo Henrique Ganso esteja preparado para evoluir e decidir, desequilibrar. Caso contrário, a chance do camisa 10 do Tricolor parar no banco como opção é muito grande. 


Sérgio Ricardo Jr.


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16 de abril de 2015

Champions League x Libertadores da América





Esse assunto gera uma tremenda discussão, alguns são apaixonados pela UCL (Uefa Champions League) e outros enlouquecidos pela Libertadores. Mas será que tem como comparar as duas competições?

O abismo entre elas é tão grande que chega a ser injusto compará-las, é o mesmo que comparar um carro de luxo com um carro popular. A única semelhança entre elas é o modo de disputa, já as diferenças são diversas a começar pelas federações.

A responsável por gerir a Champions League é a UEFA, entidade que esbanja uma ótima gestão no marketing, na organização das competições e boa administração financeira.

A nossa gestora é a CONMEBOL, que se pode definir como o oposto da federação anterior, por vezes beira o amadorismo na gestão do futebol sul-americano. Não bastando à desorganização da federação, ainda há a falta de planejamento dos próprios clubes.

Muitos colocam exclusivamente o fator financeiro como responsável por essas diferenças, principalmente a diferença técnica dentro de campo, alguns dizem até que a Libertadores é uma várzea profissionalizada.

Realmente a diferença de capital entre as duas competições são gigantescas, vejam:

Se um time chegar à fase de grupos da competição europeia e perder todos os jogos, ainda receberá no mínimo € 12 milhões, enquanto o campeão da competição sul-americana ganhará € 4,93 milhões.

Esse contraste faz com que as nossas promessas “fujam” rumo ao continente velho e os nossos clubes fiquem sem armas para mantê-los aqui por mais tempo. Vejamos Neymar, que ficou no Santos por sentimento ao clube, já o São Paulo não teve como negar a proposta do PSG por Lucas, que se tornou a transação mais cara do futebol brasileiro.

E o que nos resta? Esperar várias temporadas passarem, até essas promessas voltarem como medalhões sem mercado na Europa, mas ainda custando um montante elevado diante as nossas condições.

Não havendo essa mesma realidade financeira nos continentes, seria "normal" que os cartolas buscassem outras formas de trazer dinheiro para a competição, com bons patrocínios e até mesmo a comercialização dessa competição tão importante fora da América, afinal ela nos leva para o mesmo lugar que a Champions, nos leva ao mundial de clubes.


Mas o marketing da CONMEBOL é praticamente impercebível, nenhum país fora do nosso continente tem interesse de acompanhar jogos da Libertadores, muitas vezes os próprios torcedores sul-americanos somente assistem as partidas de seu respectivo clube.

O site da CONMEBOL chega a ser vergonhoso, a página em português não é totalmente traduzida. O mesmo conta apenas com noticias superficiais, sem interação com o torcedor e... só!

Já a página da UEFA, tem estatísticas, reportagens sobre os clubes, o ranking geral dos times europeus, calendário das competições, história dos clubes, completa interatividade com o torcedor na votação dos melhores jogadores da competição, um game fantasy com premiação para os melhores colocados e a globalização da competição continental com a tradução para diversos idiomas do mundo.

Em resumo a UCL é vista como um evento mundial, um espetáculo que enche os olhos de qualquer amante ou simpatizante de futebol. Os jornais esportivos pelo mundo fazem uma cobertura detalhada da mesma, as televisões lutam pra ter os direitos de transmissão, a média de público nos estádios se aproxima dos 50 mil torcedores, estádios esses, ou melhor, arenas essas modernas, confortáveis, gramado impecável, calendário bem elaborado, sempre buscando a melhor experiência para os times e torcedores.

Contudo, do outro lado do Atlântico temos o inverso. Um torneio que interessa somente os torcedores dos clubes que participam, com estádios de difícil acesso, gramados vergonhosos, baixa média de público, sem falar dos clubes de lutam contra o regulamento para jogarem em verdadeiras “arapucas” como diria –e disse– nosso ex-presidente Juvenal Juvêncio, se isso já não fosse muito transtorno ainda temos um calendário confuso e mal elaborado que compromete toda a preparação do time.

Portanto é bonito esse discurso de que Libertadores é raça, garra, amor, emoção, “sangue nos olhos”, mas imagina quão mais bonito seria mesclar toda essa tradição de garra sul-americana com mais técnica e organização. Cada uma com as suas peculiaridades são belas competições que mexem com profundamente com o coração dos torcedores.


Apesar dos seus defeitos, nós te amamos Libertadores e queremos tê-la quantas vezes forem possíveis! 




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O Craque da rodada: Danubio 1 x 2 São Paulo - Libertadores 2015



Michel comemora o gol de empate com Pato
Foto: Miguel Rojo / AFP
Que sufoco! Depois de uma partida sofrível no Uruguai o Tricolor conseguiu uma importante virada nos acréscimos. Sosa abriu o placar em chute de fora da área para os uruguaios, mas Pato e Centurión, este nos acréscimos, fez o Time da Fé respirar na Libertadores.

Confira os comentários de Marcelo Doente sobre a partida, em que também elege quem foi o Craque da Rodada:


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14 de abril de 2015

No Uruguai, Tricolor se sente em casa



Por Éder Moura - @eder_sp88

Todos sabem da forte ligação entre o São Paulo e o futebol uruguaio. Pablo Forlan, Pedro Rocha, Dario Pereyra e Diego Lugano vieram do país vizinho e se tornaram imortais com o sagrado manto das três cores. Mas não é só por causa deles que o Tricolor se sente em casa quando vai a Montevidéu.

Tricolor em ação contra o Defensor em 2009: retrospecto no Uruguai é amplamente favorável

Até hoje, o São Paulo realizou apenas cinco partidas de Libertadores no Uruguai, com retrospecto muito bom: foram três vitórias, um empate e apenas uma derrota.

As primeiras visitas aconteceram na edição de 1982. Na época, os grupos da primeira fase eram montados no sistema “país contra país”, e colocou os times brasileiros para jogar contras os representantes uruguaios. Desse modo, o São Paulo teve como adversário Grêmio, Peñarol e Defensor. Jogando no estádio Centenário, o Tricolor venceu o Defensor por 3x1 (dois gols de Serginho e um de Getúlio) e, dois dias depois, perdeu por 1x0 para o Peñarol, que terminaria campeão naquela edição e ainda levaria o título mundial no final daquele ano.

Dez anos depois, foi a vez de o São Paulo enfrentar o Nacional, pelas oitavas de final. Novamente no Centenário, o Tricolor ganhou de 1x0, gol de Elivélton. Nesse jogo, Zetti acabou expulso e o São Paulo terminou a partida com o goleiro Alexandre, que morreria meses depois num acidente de trânsito. No segundo jogo, o São Paulo fez 2x0 e seguiu firme rumo ao primeiro título.

O mesmo Nacional apareceria no caminho são-paulino 16 anos mais tarde, em 2008, novamente nas oitavas. Dessa vez, o palco foi diferente, e o Nacional resolveu mandar a partida em sua casa, o Parque Central, que o clube ostenta orgulhosamente como “o estádio mais antigo do mundo localizado fora das ilhas britânicas”. O jogo, bastante truncado, terminou empatado em 0x0, e o Tricolor confirmou a classificação fazendo 2x0 no joga da volta, no Morumbi.

Na, por enquanto, última vez que esteve no Uruguai, o São Paulo venceu o Defensor por 1x0 em 2009, gol de Borges. Curiosamente, o Tricolor já enfrentou a equipe violeta duas vezes, mas ambas no Centenário, e sua primeira visita à casa do Defensor, o estádio Luiz Franzini, será numa partida contra outro clube, o Danubio.

Historicamente uma potência, o futebol uruguaio há tempos vem capenga a nível de clubes. Tanto que depois de a Taça Libertadores ficar em Montevidéu por dois anos seguidos em 1987, com o Peñarol, e 1988, com o Nacional, o máximo que se viu das equipes cisplatinas foi o vice-campeonato do Peñarol, em 2011, e as semifinais de Nacional, em 2009, e Defensor, em 2014. Ainda assim, o futebol uruguaio merece respeito sempre, pela raça que seus jogadores demonstram em campo seja qual for a situação. Coisa que nós são-paulinos, convenhamos, conhecemos muito bem.

Abaixo, você confere a vitória mais emblemática do Tricolor em Montevidéu, diante do Nacional, na histórica campanha do título de 1992.



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Rogério está a um gol de alcançar Rei Raí no Top 10 da história. Deveriam valorizá-Lo mais...



No último sábado, o São Paulo bateu o Red Bull por 3 X 0, no Morumbi, e garantiu vaga na semifinal do Paulistinha. Quem viu o jogo sabe que o placar não retratou exatamente a partida, que estava complicada até por volta dos 40 minutos do primeiro tempo, quando uma falta próximo à área surgiu. O resto vocês já sabem e, a partir disso, o jogo ficou tranquilo. No intervalo, Ganso disse: "Ainda bem que a gente tem o Rogério para fazer gol de falta". O curioso (e irritante) é: o são-paulino parece ter cada vez menos paciência com o M1TO e mais tesão de criticá-Lo e, pasmem, até xingá-Lo.

O caso retratado acima foi apenas um dos inúmeros que temos desde que nosso camisa 01 chegou ao Tricolor. Para quem não se lembra, antes do gol, Ele já tinha feito duas defesas espetaculares. Não vou entrar em um campo subjetivo, onde cada um tem seu ídolo por motivos particulares. Estou falando de algo objetivo, de todos os feitos que Ele já fez com e para a camisa do Clube que amamos (ou dizem amar).

Eu gostaria apenas de entender de onde vem essa vontade fora do comum de ofender, denegrir e criticar à toa O ídolo que tanto deu e dá ao nosso time de coração. Ou fazer força para ver uma falha onde não existe e por aí vai. Constatar o erro é uma coisa, ofender um ídolo é algo que não entra na minha cabeça.

Uma falha do Rogério é maximizada por todos e, infelizmente, pela própria torcida do São Paulo. Um exemplo? O jogo contra o Palmeiras repercute até hoje. Afinal, no último sábado, vi um comentário assim: "Pois é, ele vinha falhando muito, mas hoje foi bem". Um jogo é falhar muito? "Ah, mas teve o pênalti contra o Corinthians!". Justo, mas bater por causa de uma cobrança de pênalti é complicado. Apenas para efeito de comparação, antes do pênalti contra o São Bento, que Ele converteu, o Rogério perdeu pouco menos de 23% das penalidades que cobrou pelo São Paulo (contando disputa por pênaltis), enquanto Lionel Messi perdeu pouco mais de 21% pelo Barcelona.

Imagem dos amigos do AT após o jogo contra o Santos. Pena que a memória de muitos é absurdamente curta
Imagem: Arquibancada Tricolor
Uma coisa me chamou atenção na última semana: na véspera do duelo contra a Portuguesa, no Morumbi, os relacionados foram divulgados sem nosso capitão e a reação de muitos foi... comemorar! Encarei a partida contra a Lusa como um jogo "histórico": foi a primeira vez na história do futebol que uma torcida comemorou a ausência do maior ídolo, que nem sequer estava em má fase. Nossa torcida chegou ao ponto de criticar uma lenda que trabalha e faz de tudo para estar todo jogo à disposição. Talvez queiram o Valdívia...

E o que mais leio desse pessoal é que Ele é "fominha" e "só pensa em marcas pessoais". Vamos por partes: primeiramente, Ele tem 42 anos. Ou disputa todas as partidas possíveis e mantem o ritmo de jogo, ou corre o risco de falhar nas partidas seguintes, ainda mais na posição de goleiro. E "marcas pessoais"? Me falem: QUAL MARCA ELE AINDA NÃO ALCANÇOU? Todas são Dele!!! Eu admito os rivais inventarem e forçarem situações constrangedoras como esses argumentos, mas da nossa própria torcida é algo extremamente incômodo.

Repito: não vou discutir questões subjetivas. Há quem ame o Luis Fabiano e quem odeie. Há quem ame o Palhinha e quem o odeie. Mas é incrível como uma torcida possa pegar tanto no pé daquele que é, sem dúvidas, o maior ícone da história. Sugiro, de verdade, que procurem a repercussão em jornais internacionais a cada gol Dele. Jornais espanhóis, italianos, franceses... todos O tratam com enorme respeito, admiração e devoção. Palavras como "gênio" e "lenda" são comuns. Para quem não sabe, o futebol daqui não é tão divulgado lá fora, salvo exceções, como Rogério.

Print do jornal mais lido na Espanha, o Marca, exaltando o 127º gol do M1TO. E fazendo outra matéria, colocando-o como maior cobrador de faltas em atividade das Américas, à frente de Ronaldinho, Marcos Assunção e Juan Arango (veja aqui)
Imagem: Reprodução
E ah! Para não dizer que é apenas nos gols: um jornal chinês (!), em uma terça-feira como qualquer outra, no último 10 de fevereiro, publicou um fantástico artigo sobre nosso goleiro, fazendo uma comparação com o ápice da temporada (e provavelmente da carreira) de David De Gea, goleiro do Manchester United (clique aqui e leia em inglês). Na matéria, o jornalista exalta o M1TO e diz o quanto Louis van Gaal, técnico dos Red Devils, desejaria nosso goleiro-matador. É muita, muita coisa.

Pararei o desabafo por aqui com um pedido e uma lembrança: pensem antes de falar. Parafraseando meu amigo Fly Garcia, que tem em Raí seu maior ídolo na vida "o Rogério está salvando o São Paulo lá atrás e resolvendo lá na frente há uns 15 anos. Isso no mínimo, e o pessoal continua falando groselha Dele". Ele nunca disse ser a favor de aposentar a camisa 10, mas defende veementemente que aposentem a número 1 (escrevi sobre o tema ano passado - leia aqui). Isso é reconhecimento. Agora, o M1TO está a um gol de entrar no Top 10 da artilharia histórica do São Paulo, igualando O Terror do Morumbi. E, honestamente, se você não entender o tamanho de mais esse feito sem alguém precisar explicar, sugiro que repense seus conceitos sobre o São Paulo e futebol de uma maneira geral. Isso, claro, sem sair por aí fazendo coro com torcida rival contra nosso maior ídolo.

Print também da Gazzetta Dello Sport, jornal italiano referência na Europa, perguntando: "Que goleiro é Ceni?!?"
Imagem: Reprodução


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9 de abril de 2015

Alejandro Sabella: a melhor opção?




Bem sabemos que os problemas, hoje vistos no São Paulo, se estendem por muito mais do que somente a falta de um padrão tático, uma jogada ensaiada ou bom posicionamento dos jogadores em campo. Estão no vestiário ou no Reffis.

Há má vontade, desmotivação dos jogadores (apesar de eu não conhecer motivação maior do que estar disputando uma Libertadores num time como o SPFC, mas isso é conversar pra outra semana) e torcedores, desunião do grupo e até mesmo falta de sorte.

Para isso, a diretoria são paulina busca um comandante que se imponha diante dos jogadores, que tenha boa experiência internacional e seja mais "moderno", aceitando, por exemplo, a implantação de um sistema de scout, que é interpretar os dados para a melhoria do desempenho da equipe, movimentação do time, tendências da equipe adversária, lacunas estratégicas, etc.

Entre todos esses desejos e necessidades para a equipe embalar de uma vez por todas o nome preferido de Aidar e Ataíde é: Alejandro Javier Sabella, 60 anos.

Vamos conhecê-lo um pouco mais?

De poucas palavras, estudioso, estrategista, e motivador, começou sua trajetória como técnico dirigindo a equipe de aspirantes do River Plate no inicio dos anos 90, depois foi auxiliar técnico na seleção argentina (1994-98), na seleção uruguaia (2000-01), no Parma da Itália (2001), no Monterrey do México (2002-04), no Corinthians (2005) e pela segunda vez, no River Plate (2006-07). Por vezes, já sendo visto como um nato estrategista, Sabella era o escolhido para estudar os adversários.

Comandou a equipe do Estudiantes de La Plata durante as temporadas de 2009 a 2011 e obteve 67% de aproveitamento, sendo campeão invicto da Libertadores de 2009, em seguida dirigiu a seleção da argentina, sendo vice campeão da Copa do Mundo 2014.

Experiência ele já mostrou ter, qualidade também e quem sabe ter um argentino na beira do gramado não dê uma injeção de ânimo nos jogadores, quem sabe ter um atual vice campeão da Copa do Mundo não faça a esquipe ter mais respeito com ele do que alguns demonstraram ter por Muricy, quem sabe e chegada dessas tecnologias não faça o desempenho físico melhorar e também facilite em campo, já que poderão conhecer mais a fundo quem estão enfrentando. 

Alguns temem pela adaptação, mas ele conhece bem o Brasil e deu alguns declarações onde deixou claro que esta a par de tudo que esta acontecendo no São Paulo, até mesmo das brigas políticas.

Seria esse gringo a melhor opção?



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8 de abril de 2015

Os 4 jogadores do Tricolor entre os 500 + do mundo



Por Samara Roque - @saahroque

Em meio ao caos instalado no São Paulo, o time recebeu destaque na semana por meio de seus jogadores. Na edição de abril, a revista "World Soccer", da Inglaterra, divulgou uma lista com os 500 jogadores mais importantes do futebol na atualidade. Entre eles, o São Paulo tem quatro representantes no elenco atual e outros nomes que já passaram pela história do clube. Com esses números, o Tricolor está entre os três times com mais jogadores na lista, junto com Cruzeiro e Corinthians.

Eu sei, é difícil elogiar ou ficar "orgulhoso" com os jogadores nessa lista diante da atual situação do São Paulo. Ainda mais pelos nomes citados na lista serem Luis Fabiano, Ganso, Pato e Rogério Ceni - o último sem surpresas. O critério utilizado pela revista para selecionar os jogadores foram: estar atuando e ser manchete, ter jogado na seleção do seu país, ser de importância fora dos gramados, ter recebido reportagens com seu desempenho e aparecer na seleção mensal feita pela própria revista. Estes quatro nomes tem peso em todos os requisitos, mesmo que não tão merecidos atualmente. 

Ceni, Luis Fabiano, Pato e Ganso estão na lista. Foto: Divulgação/ São Paulo

O São Paulo ainda tem como representantes que já vestiram a camisa Tricolor: Casemiro (Porto), Diego Tardelli (Shandong Luneng), Cicinho (Sivasspor), Hernanes (Inter de Milão), Kaká (Orlando City), Lucas (PSG), Miranda (Atlético de Madri) e Jadson (Corinthians).

Ao todo são 54 representantes brasileiros na lista, entre os que atuam no Brasil e em times estrangeiros. O Campeonato Brasileiro ocupa o sexto lugar entre as ligas com mais jogadores na lista (21), ficando atrás apenas do Inglês (76), Alemão (70), Espanhol (63), Italiano (46) e Francês (4).

Diante dessa lista e os nomes que atuam no São Paulo nessa crise atual, o posto deveria servir para inspirar os jogadores para se manterem com tamanha visibilidade e por seus pontos positivos, não negativos como só lemos hoje. E vocês, torcedor, concorda ou colocaria outro jogador do São Paulo ou da atualidade em sua lista?








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6 de abril de 2015

Muricy saiu. E agora, o que fazer?



Como todos sabem, no meio da tarde de hoje, Muricy, em comum acordo com a diretoria, deixou o São Paulo. Vai cuidar da saúde, fazer uma cirurgia, descansar e ficar com a família nesse momento. Os planos, para o nosso, agora, ex-comandante, estão bem definidos e claros. E os nossos?

O Tricolor e as pessoas que lá estão parecem perdidas. As atitudes mostram isso e as circunstâncias intensificam. O Clube está uma bagunça e o momento é o pior possível. O São Paulo entrou em uma rua sem saída, o popular “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Com Muricy, não havia esperança de melhora. Ele estava desgastado, cansado e sem saber o que fazer. Os próprios jogadores já não confiavam mais no trabalho dele. E sem o Muricy... quem trazer? Com tantos medalhões no elenco e em um momento tão conturbado, não dá para trazer uma aposta ou alguém inexperiente. E os experientes são altamente contestáveis.

A direção (e o próprio Muricy, pela sua condição física) optou pela segunda opção. Saiu de um fracasso certo para uma dúvida, mas isso tem um preço que já foi pago imediatamente: a hipótese de um técnico estrangeiro foi por água abaixo, como disse o Ataíde Gil Guerreiro em entrevista coletiva. O projeto, aparentemente, era ótimo. O técnico que viria seria de ponta e com novas ideias, além de respaldo para trabalhar. A princípio, não vai mais acontecer.

Muricy estava abatido há bastante tempo. Não faltou vontade, mas faltou qualidade. Uma pena.
Foto: Marcello Zambrana/Agência Estado
Após a saída de Muricy, Ataíde deu entrevista coletiva garantindo Milton Cruz pelos próximos “dois, três ou quatro jogos”. Não custa nada lembrar que o terceiro jogo é de Libertadores e o quarto pode ser uma semifinal de Paulistinha, contra o Corinthians, no Itaquerão. A fase realmente não é boa. Ainda na coletiva, nosso vice-presidente foi praticamente jogando “cara a cara”, aquele jogo infantil em que você tem uma série de personagens e, com perguntas, vai eliminando cada um até chegar na resposta. Se cumprir tudo que declarou, só há uma resposta possível: Abel Braga. E isso me dá muito medo.

É fato de todos os técnicos disponíveis no momento possuem extrema rejeição (e com motivos). No quesito nome, não há o que fazer. Mas há como piorar: trazer Mano Menezes, após o trabalho para lá de contestado que fez em Flamengo e Corinthians, seria um tiro no peito, não é nem no pé. Traríamos um técnico caro, em má fase, digamos assim, e que não teria a menor tranquilidade para trabalhar, porque não teria apoio de absolutamente ninguém.

Meu pensamento é o seguinte: hoje, dizer que o São Paulo está uma várzea é falar mal da essência do nosso futebol varzeano. Cartolas que só pensam em benefício próprio, que só querem tirar proveito do clube, e um bando de pessoas incompetentes que lá estão. Um exemplo? Um diretor ter afirmado para o André Plihal, um dos mais confiáveis repórteres, que Muricy Ramalho teria, novamente, entregado o cargo logo após a derrota de ontem. Isso nunca aconteceu. Tem gente querendo o mal da instituição, seja por briga política, seja para se beneficiar de alguma forma.

Ganso e Alexandre: maiores símbolos da falta de vontade e passividade em 2015. Isso precisa mudar. Agora é só com eles e precisa haver cobrança nesse sentido
Foto: France Press
O que fazer, então? Enquadrar os jogadores. O termo é esse mesmo: enquadrar! Eles estão em campo e podem mudar isso, só que, até agora, estão tão patéticos quanto a cartolagem. O time era, de fato, mal treinado, mal montado, e a saída de Muricy era necessária. Ele saiu, então não tem mais escudo para jogador vagabundo e sem alma. É hora de dar um choque nesses caras e avisar que, a partir desse momento, a responsabilidade deles é muito, muito maior. E que serão cobrados por isso. Esperemos que o técnico que venha saiba motivá-los e dar um padrão tático para o amontoado que virou o time.

Para finalizar: obrigado, Muricy. Gostem dele ou não, é um dos grandes ídolos da história do São Paulo Futebol Clube. Um eterno. Que vá se cuidar, descansar e ficar com sua família. Que trate da sua saúde e fique 100%. Infelizmente, o ano de 2015 foi péssimo, mas sua imagem, pelo menos comigo, não passou perto de ser arranhada. É indescritível o respeito e a gratidão que tenho por ele. Fica a certeza de que, apesar de tudo, nunca foram medidos esforços para que o Clube estivesse bem. Se cuida, Muricy! Você sempre terá o carinho do torcedor e, quem sabe, até breve, talvez em outra função.

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