22 de agosto de 2014

Ganso vive seu melhor momento desde que chegou ao São Paulo



Quando chegou ao São Paulo, Paulo Henrique Ganso era uma das principais apostas da equipe para que o time voltasse aos tempos de glória. Com a transferência de Lucas, protagonista do São Paulo em 2012, a responsabilidade de Ganso, que já era grande, se tornou ainda maior. 

Mas a adaptação à equipe do Morumbi não veio tão rapidamente. Ganso oscilou entre boas e más atuações e passou a ser questionado, chegou a ficar entre os reservas em alguns momentos. Mas, apesar do momento vivido pelo São Paulo em 2013, Ganso teve boas atuações, principalmente, após a chegada de Muricy e durante a recuperação no Campeonato Brasileiro.

Em ótimo momento, Ganso tem sido fundamental no São Paulo.
(Foto Site Oficial)

Em 2014, Ganso evoluiu, principalmente pela presença de jogadores de maior qualidade do setor ofensivo. O jogador se tornou mais participativo e em diferentes setores do campo. No meio, Ganso tem um papel fundamental que não de restringe apenas ao ataque. Na equipe, o meia é o terceiro jogador com o maior número de desarmes, ficando atrás apenas de Souza e Douglas, que são jogadores de posições mais defensivas.

O papel de 'Maestro', tão esperado e cobrado, também vem sendo desempenhado. Ganso é o líder em assistências do Campeonato Brasileiro. São sete, mas o número poderia ser ainda maior, já que o camisa 10 deu 32 assistências que resultaram em finalizações. 

As cobranças insistes de Muricy, pela presença mais assertiva na área, também tem surtido efeito. Na última partida, Ganso apareceu bem posicionado e livre de marcação para marcar o gol da vitória diante do Internacional, no Beira Rio.

A evolução de Paulo Henrique Ganso nessa temporada tem sido notável. O meia se tornou mais participativo, objetivo e vive seu melhor momento com a camisa tricolor. Se manter o ritmo, tende a evoluir ainda mais e, consequentemente, levar o São Paulo no embalo.

Adendo 
Por curiosidade e, também complemento da matéria, compartilho um link de uma lance separado pelo argentino Sorín (veja aqui). Nele Ganso desempenha o papel de marcador até o desarme e, em seguida, já se apresenta para a armação e criação da jogada ao lado da Kaká.


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De quarta pra quarta…



Que diferença! Que vontade! Que determinação! Que vitória!


Não há nada mais cíclico e apaixonante que o futebol. Há exatos 7 dias, eu (e todos os cidadãos tricolores pelo mundo que assistiram a vexatória eliminação frente ao Bragantino) pedia explicações para o ocorrido.

Após a partida de ontem, sou obrigado a compartilhar da mesma opinião que Muricy Ramalho sempre pregou: “Nem tudo é maravilhoso após uma vitória, e nem tudo é desesperador após uma derrota”.

Imagino um rapaz do Camboja, que não tem muito contato com o futebol brasileiro, e por ventura veio passar uns dias no Brasil. Sem muita programação na semana passada, acabou ligando a TV e assistindo uma partida de futebol entre dois times chamados São Paulo e Bragantino. Dormiu na metade do segundo tempo e sequer lembrou do jogo na manhã seguinte.

Passados alguns dias de intensas festas na noite brasileira, este mesmo rapaz, de ressaca acumulada, resolveu descansar na noite passada. Deitou em sua cama, procurou um bom filme, mas acabou se rendendo à programação da TV que transmitia mais um jogo de futebol.

Este, por sua vez, tinha Kaká em campo. Famoso também no Camboja. Isso, por si só, já chamou a atenção naquele jogo. Bem disputado, bem marcado, bem jogado. Sem conseguir pregar os olhos, assistiu uma bela partida de futebol, da forma como diziam sobre o tal futebol brasileiro.

Ao final do jogo, antes de dormir, exalava um bom sentimento após aquela noite ‘debutante’ no futebol brasileiro: “Gosto desse tal de São Paulo, time do Kaká. Vai ser meu time no Brasil. Nem se compara com aqueles times horríveis que assisti na semana passada.”

É. O time com Kaká em campo parece mesmo outro completamente diferente. Tira o peso de fracos e medianos, contagia todos pela vontade e determinação e ainda transmite uma confiança incomparável aos companheiros e à torcida. Poupar, suspender ou se machucar, NUNCA MAIS!

E assim vamos chegando! E atraindo olhares pelo Brasil e fora dele…

Por: Cassio Alves
Coluna do Torcedor
http://www.porbaixodaspernas.com.br

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Gangorra Tricolor



Com duas vitórias consecutivas no Brasileirão após o fiasco diante do Bragantino, em casa, pela Copa do Brasil, a palavra de ordem no São Paulo deve ser estabilidade

Nunca entendi muito bem a ficção de meus amiguinhos na pré-escola para brincar na gangorra. Soava o sinal do recreio e era uma correria até o brinquedo e logo formavam filas e filas para aquele sobe-e-desce que, na minha visão, não tinha qualquer propósito. Além disso, sempre havia um Joselito-mirim que, por maldade, saía de uma vez de seu apoio para nos derrubar.



À época, brinquei pouco na gangorra. Mas agora, especialmente neste ano de 2014, passados trinta anos, me preparo para acompanhar os jogos do São Paulo e a analogia me parece óbvia: não consigo prever se a minha euforia irá às alturas ou despencará.

O pós-Copa tem sido emblemático. O São Paulo voltou com tudo. Dois a zero, com apresentação à la futebol alemão, sobre o Bahia, fora de casa, e a torcida tricolor ainda vivia a expectativa da reestreia de Kaká, agora ao lado de Ganso, Alan Kardec, Luís Fabiano e Pato. Euforia às alturas.

No jogo seguinte, 43 mil são-paulinos vão ao Morumbi esperando um espetáculo e vitória fácil diante da inexpressiva, e recém promovida à série A, Chapecoense. O que viram foi uma atuação insossa, sem brilho ou vibração, e voltaram para casa com o gosto amargo de uma derrota por um a zero . Lá estava o São Paulo, como o Joselito da pré-escola, saltando de sua base e fazendo com que a expectativa de sua torcida despencasse.

O sabor amargo, que se repetiria na derrota diante de Goiás – reestreia de Kaká – e no empate diante do Criciúma, em casa, foi intercalado pela vitória sobre o 18º colocado da série B do Campeonato Brasileiro, o Bragantino, no interior de São Paulo. Não foi nada que animou muito o seu torcedor. Era obrigação de um clube com a estrutura, investimento e elenco que tem o São Paulo eliminar com facilidade o, hoje, capenga Bragantino.



 Sob os olhares céticos de 30 mil torcedores, que de quebra acompanharam a volta de Kaká à sua casa, o Morumbi, o time fez uma apresentação de gala – principalmente pela primeira etapa – contra o Vitória: 3 a 1; com um gol infantil sofrido na conta, é verdade, mas a confiança de seu torcedor voltava. Para cima a euforia.

A classificação para a próxima fase da Copa do Brasil – único troféu que falta na galeria tricolor – estava garantida. De olho no Choque-Rei válido pelo Brasileirão, o São Paulo poupou alguns titulares do frio Morumbi (com pouco mais de 7 mil pagantes) e oferece à sua torcida uma de suas eliminações mais bisonhas de sua história. A derrota da soberba. A derrota de um clube que após o inédito tricampeonato consecutivo brasileiro, intitulou-se Soberano e “dormiu” sob o título.

Despenca euforia.
Do dia para a noite, ou melhor, da noite para o dia, o São Paulo ofereceu ao Palmeiras o status de favorito para o clássico e, de quebra, estava por vir um duelo duríssimo diante do Internacional, no Sul.  Seis pontos que nem o mais cândido e otimista tricolor colocaria em sua conta.

Provavelmente, o São Paulo conta com o elenco mais estrelado do Brasil. Embora não tenha nenhum jogador chamado pelo Dunga, em sua linha ofensiva qualquer jogador poderia vestir a camisa amarela da seleção. Mas montar e fazer este time ser taticamente disciplinado e eficiente, exige afinidade e entrosamento entre os jogadores. Qualidades que só se conquista com o tempo.

A diretoria, com as suas recorrentes “contratações de oportunidade”, montou o atual elenco no decorrer da temporada. Com o Kaká foi assim. O São Paulo passou 40 dias treinando de um jeito e, quando vai voltar a se apresentar, tem que remodelar o time para que Kaká e Ganso possam jogar juntos.

O Muricy merece algumas críticas, mas não neste caso. Ele vem tentando modernizar seu estilo como técnico – abrindo mão do “Um a Zero Futebol Clube” –, mas precisa que seus jogadores entendam o que ele quer e se entendam entre eles. Precisa de tempo. Neste cenário, a gangorra tricolor encontra uma justificativa. Uma justificativa, no entanto, que jamais irá justificar perder por 3 a 1 do Bragantino, em casa.
Com as duas vitórias consecutivas, você, torcedor tricolor, está de que lado dessa gangorra?

Por: Gustavo Novo


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21 de agosto de 2014

Defesa consistente, ataque eficiente



Nação Tricolor, que show foi o duelo contra o Internacional na briga direta por uma vaga no G4. Foi um jogo emocionante, que o torcedor espera ver sempre ao decorrer do ano. Vitória exemplar, com bela atuação tática da equipe do São Paulo.

Destaque para o sistema defensivo, que foi eficaz e sólido. A atitude e postura, tão cobrada nos últimos jogos, enfim apareceu. O time jogou de forma equilibrada, com atuações ótimas atuações de todos titulares.

A tão contestada defesa mostrou segurança, com noite inspirada de Denilson. O volante cresce de produção a cada confronto, o que faz a vaga de Maicon ficar bem disputada. Excelente estreia de Hudson, que não comprometeu e ainda apareceu alguns lances ajudando na armação do ataque. Os zagueiros e laterais fecharam os espaços, em sintonia. E a defesa do M1TO? E alguns ainda pedem pra ele se aposentar logo...

Imagem - site oficial
O fato é: quando a defesa funciona, o ataque se destaca. Com dois meias de qualidade incontestáveis, mais o ataque formado por dois atacantes de características diferentes é fundamental haver entrosamento. E a noite de ontem, este entrosamento funcionou perfeitamente. Ganso, em noite inspirada, correu demais, buscou o jogo, marcou o tempo todo e ainda apareceu na área para fazer seu terceiro gol na competição. Líder de assistências do Brasileiro, o camisa 10 volta a mostrar bom futebol.

Poderia comentar facilmente sobre Pato, Kardec, Kaká (que se movimentou bem e buscou o jogo o tempo todo), mas desta vez não é necessário fazer uma avaliação individual. O coletivo foi o ponto forte, e todos tiveram participação exemplar. O forte Internacional, que vinha de cinco vitórias seguidas, não superou o sistema adotado pelo Tricolor e sofreu um gol decisivo para o decorrer da partida.

Muricy começa a achar a equipe ideal. Além de contar com peças chaves, tem um belo plantel em mãos para buscar títulos. Com um elenco desses, é o mínimo que podemos esperar do nosso Tricolor, este ano.

Avante, meu Tricolor!

Por: Victor Antonini
@VictorAntonini_

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