23 de maio de 2015

São Paulo já teve vários técnicos estrangeiros. Você se lembra deles?



Na semana onde foram descobertas as conversas avançadas entre São Paulo e o técnico colombiano Juan Carlos Osorio, atualmente no Atlético Nacional, também da Colômbia, para ser o novo técnico do clube do Morumbi, relembro nesta coluna todos os doze treinadores gringos que, em algum momento da história, estiveram empoderados de comandar o São Paulo.

Português Joreca foi o treinador estrangeiro que mais conquistou títulos pelo São Paulo
(Foto: Reprodução do site Mais Futebol)
Além das conversas com Osorio, que se for contratado, será o primeiro técnico colombiano da história do Tricolor, o São Paulo, segundo o repórter Guilherme Palenzuela, do portal UOL, tem conversado com o português José Peseiro, ex-Sporting e que fez seu último trabalho no Al-Wahda, dos Emirados Árabes. Se um técnico colombiano é novidade pelo Morumbi, um técnico luso, não. Inclusive, o gringo que mais venceu como treinador do São Paulo é justamente um patrício. Trata-se de Jorge Gomes de Lima, ou Joreca, como era conhecido. À frente do Tricolor, Joreca venceu três Campeonatos Paulistas, nos anos de 1943, 1945 e 1946.

Além do português Joreca, mais 11 gringos estiveram no comando são-paulino. Abaixo, com dados colhidos no site oficial do São Paulo, eis a relação de técnicos gringos e os títulos que eles conquistaram. Será que a lista vai aumentar? Terá uma pitada de Colômbia e o 13° nome? Ou veremos mais um portuga? Resta-nos esperar.

A relação completa de treinadores estrangeiros no São Paulo;

ARGENTINA - 3 treinadores

JIM LOPES. Alejandro Galan. 
06/07/1912. Buenos Aires, Argentina
Comando de 1953 a 1954 e 1965
Título: Campeão Paulista de 1953

POY. Jose Poy
16/04/1926. Rosario, Argentina
Várias passagens entre 1964 e 1983
Título: Campeão Paulista de 1975

RENGANESCHI. Armando Federico Renganeschi
10/05/1913. Capitán Sarmiento, Argentina
Comando de 1958 a 1959
Título: nenhum

CHILE - 1 treinador

ROJAS. Roberto Antonio Rojas Saavedra
08/08/1957. Providencia, Chile
Comando em 2003
Título: Nenhum

HUNGRIA - 3 treinadores

AMSEL. Ignác Amsel (Ignaz Angyal)
17/01/1899. Kispest, Hungria
Comando em 1939
Título: nenhum

GUTTMANN. Béla Guttmann (Béla Gárdos)
13/03/1900. Budapest, Hungria
Comando de 1957 a 1958 
Título: Campeão Paulista de 1957

MARINETTI. Eugenio Medgyessy (Jenõ Medagyensky)
1891. Szolnok, Hungria
Comando de 1932 a 1933
Título: nenhum

PORTUGAL - 1 treinador

JORECA.  Jorge Gomes de Lima
07/01/1904. Lisboa, Portugal
Comando de 1943 a 1947
Títulos: Campeão Paulista de 1943, 1945 e 1946

URUGUAI - 4 treinadores

DARÍO PEREYRA. Alfonso Darío Pereyra Bueno
19/10/1956. Sauce, Uruguai
Comando de 1997 a 1998
Título: nenhum

FORLÁN. Pablo Justo Forlán Lamarque
14/07/1945. Mercedes Soriano, Uruguai
Comando em 1990
Título: nenhum

PLATERO. Ramón Platero
31/12/1894. Canelones, Uruguai
Comando em 1940
Título: nenhum

ROSS. Conrado
08/08/1908. Montevidéu, Uruguai
Comando de 1942 a 1943
Título: Campeão Paulista de 1943


Dados retirados do site oficial do São Paulo.



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21 de maio de 2015

A sétima edição da campanha “Sangue Vermelho, Branco e Preto” acontece dia 30 de maio



Desde 2011 o site SPFC1935 promove a campanha "Sangue Vermelho, Branco e Preto". A iniciativa conta com a parceria da Pró-Sangue e apoio do São Paulo Futebol Clube e Passaporte FC (a agência de viagens do clube). O objetivo é usar a união da torcida tricolor para conscientizar a sociedade – não apenas torcedores do São Paulo - sobre a importância da doação de sangue. Até quatro vidas podem ser salvas com apenas uma doação.


Nesta sétima edição que será realizada no dia 30 de maio, o portal SPFC1935 comemorará 11 anos no ar, repercutindo notícias do clube, informando os torcedores do São Paulo e emitindo opiniões em textos autorais e entrevistas produzidas pela equipe de colaboradores. Há mais de uma década nos preocupamos em levar o nome do nosso clube do coração em diversos canais de informação.

A campanha terá a participação especial do grupo de artistas “Clown at Work” que irão animar os doadores durante todo o dia e outras atrações serão confirmadas em breve. Além disso, as musas do São Paulo em 2012 e 2014 – Jéssica Nunes e Hollympia Fortunato, respectivamente - também estarão presentes no evento. Fernanda Saldanha, musa do São Paulo em 2009 e madrinha da “Sangue Vermelho, Branco e Preto” também estará conosco. Outras atrações serão confirmadas em breve.


Na última edição (em dezembro de 2014), recebemos 109 torcedores, coletando assim, 86 bolsas de sangue. Com isso, cerca de 344 vidas foram salvas. Já a 5ª edição da campanha (realizada em julho de 2014) bateu o recorde de presenças e doações. Os números finais indicaram que 253 pessoas foram cadastradas pela campanha e o resultado, após triagem, foi de 197 bolsas coletadas, salvado cerca de até 788 vidas.

Nas edições anteriores, a campanha contou com a participação de nomes importantes do meio esportivo, como os ex-goleiros Zetti, Marcos Bonequini e Waldir Peres, Weber Lima da Rádio Estadão e o ex-dirigente tricolor, Marco Aurélio Cunha.



A união e apoio que a torcida tem demonstrado pelo clube nos estádios pelo Brasil, também deverá se repetir nesta 7ª edição da campanha. A campanha “Sangue Vermelho, Branco e Preto” acontece na capital paulista e tem início a partir das 9h do dia 30 de maio.










O posto Pró-Sangue Clínicas está localizado na Rua Doutor Enéas de Carvalho Aguiar, 155 - 1º andar(Metrô Clínicas).

Vá uniformizado, leve bandeiras e chame seus amigos e familiares. Faça desse dia uma verdadeira arquibancada são-paulina!

INFORMAÇÕES:
Para doar, o doador precisa:
- Estar em boas condições de saúde.
- Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, clique para ver documentos necessários e formulário de autorização).
- Pesar no mínimo 50kg.
- Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).
- Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
- Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Impedimentos temporários
- Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas.
- Gravidez - 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana.
- Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses).
- Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.
- Tatuagem nos últimos 12 meses.
- Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses.
- Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos
- Hepatite após os 11 anos de idade*
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas.
- Uso de drogas ilícitas injetáveis.
- Malária.
* Hepatite após o 11º aniversário: Recusa Definitiva; Hepatite B ou C após ou antes dos 10 anos: Recusa definitiva; Hepatite por Medicamento: apto após a cura e avaliado clinicamente; Hepatite viral (A): após os 11 anos de idade, se trouxer o exame do diagnóstico da doença, será avaliado pelo médico da triagem.

Respeitar os intervalos para doação: - Homens 60 dias: até 4 doações por ano. - Mulheres 90 dias: até 3 doações por ano.
Honestidade também salva vidas. Ao doar sangue, seja sincero na entrevista.

* A Pró-Sangue se preocupa com a segurança das crianças. Se alguma delas vier com você no dia da doação, traga um outro adulto para acompanhá-la.

Vista a camisa da solidariedade e marque um golaço a favor da vida. Participe da sétima edição da campanha “Sangue Vermelho, Branco e Preto”.

Aguardamos todos vocês!

Somos apaixonados pelo São Paulo Futebol Clube. Somos apaixonados pela vida! 


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19 de maio de 2015

Qual rumo tomar?



Por Éder Moura - @eder_sp88

Depois de uma frustrante saída da Libertadores, seguida de um jogo horroroso pelo Campeonato Brasileiro, é difícil para o torcedor são-paulino ter ânimo. Mas o fato é que o ano ainda reserva muita coisa e a vida tem que continuar.

Mito está perto do adeus, mas aposentaria em pleno mês de agosto não faz sentido (ESPN)

Para que a sequência não seja das mais assombrosas, é preciso que a diretoria do São Paulo defina o que quer da vida. É completamente inadmissível para qualquer clube de futebol profissional – ainda mais quando colocamos à mesa a grandeza do clube em questão – essa coisa de empurrar o técnico com a barriga. Interino, por concepção, é um quebra-galho. Pois bem, já estamos com um quebra-galho há cerca de dois meses e, de lá para cá, com ele disputamos os jogos mais importantes da temporada, jogando fora um Paulista e uma Libertadores. Dizem que vão esperar até o final da Copa América, em julho, para TENTAR trazer o argentino Jorge Sampaoli, que comanda a seleção chilena, anfitriã do torneio. Além do absurdo de se esperar tanto tempo por um treinador (planejamento? Dane-se o planejamento!), ainda há o fato de que não existe a menor garantia de que Sampaoli irá mesmo assumir o Tricolor. No fim, poderemos fazer o mesmo papel de idiotas que fizemos com Alejandro Sabella – com o agravante de agora perdermos muito mais tempo. Agora, fala-se no colombiano Juan Carlos Osório, do Atlético Nacional de Medellín. Mais uma vez, nome vazado antes da hora, o que pode atrapalhar as negociações e gerar novas frustrações.

Outra questão que me incomoda bastante é sobre o Mito Rogério Ceni. A postura de todos é se debruçar sobre o oficial, o contrato válido até 6 de agosto. Quando esse dia chegar, estaremos entre a 16ª e 17ª rodadas do Brasileirão, ou seja, praticamente na virada de turno. Quem em sã consciência aceitaria perder um jogador titular, certamente o mais importante de todos, bem na metade do campeonato e de modo besta? Se o cara sai porque recebeu proposta de fora, é normal, mas sair porque o clube não estendeu seu contrato e o deixou se aposentar, aí já é algo totalmente insano. A questão é simples: se vamos contar com Rogério Ceni no Brasileirão, que contemos até o final. Não faz o menor sentido vê-lo sair de cena na metade do torneio.

Olhando para as laterais, o cenário é desolador. Contratações nesses setores são imprescindíveis, inclusive para compor o banco. É inadmissível que um clube do tamanho do São Paulo disponha de jogadores como Bruno, Reinaldo e Carlinhos, que sabe-se lá se conseguiriam se firmar em algum clube intermediário da Série B. As opções no mercado são escassas, é verdade, mas com o que temos não dá para sobreviver.

De resto, vêm os tais “medalhões”. Sinceramente, há séculos que já desisti de Paulo Henrique Ganso. Com a crise financeira que assola o Tricolor, deveriam fazer todo e qualquer esforço para vendê-lo. Seria uma bela forma de dar um fôlego às finanças, mas sem resultar em perda técnica para a equipe. Afinal, peso morto não faz falta alguma. Pato é exatamente isso o que vemos. Quando encontra um adversário frágil, deita e rola. Mas quando tem pela frente uma defesa com um mínimo de dedicação, o jogador com jeitão de ator global simplesmente desaparece. Ainda o prefiro em relação a Ganso, mas não tem condições de exercer o papel de jogador importante que lhe impõem na marra. E há a esfinge Luís Fabiano. Há quem o ame, há quem o odeie. Num momento ele quer ficar, no outro deixa no ar que vai sair. Gostando ou não, um jogador que marcou mais de 200 gols com camisa do São Paulo deve ser respeitado sim, independentemente de títulos importantes que não ganhou (Poy, Gino, Roberto Dias e Canhoteiro também não ganharam muita coisa, só como exemplo). Mas o outrora Fabuloso precisa decidir o que quer da vida. Quando teve a chance de se reerguer, marcando contra o SCCP pela Libertadores, jogou tudo por terra ao cavar (mais uma) expulsão infantil. Se ele ainda tiver um pingo de vontade de jogar bola de verdade, terá de demonstrar ao longo do Brasileirão. Mas do jeito que está, é melhor mesmo seguir para os EUA e levar as filhas para brincar com o Mickey.

Enfim, no próximo sábado, a vida seguirá diante do Joinville. Estarei lá no Morumbi, juntamente com aquela meia dúzia de todo jogo. Realista que sou, espero estádio vazio e partida melancólica. Com o que temos aí, é o que dá para esperar. Resta saber até quando Carlos Miguel Aidar e cia. vão seguir assistindo a esse circo dos horrores e achando que está tudo bem.

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18 de maio de 2015

Eu te amo, Rogério



Antes de começar, acho importante dizer que o texto não tem a menor intenção e não vai ser algo para exaltar o Rogério sem maiores contextualizações ou ter um ar de "está acabando". Já foram feitos inúmeros nesse estilo por aí e eu ficaria muito frustado em tentar fazer, já que, para falar Dele, nunca ficaria bom o suficiente. Pretendo fazer um desabafo (bem) longo sobre a mais recente eliminação que tivemos, a qual sofri de perto.

Eliminação essa que estou longe de digerir e, talvez, por todo o contexto, tenha sido a pior da minha vida. Ter que voltar do estádio ouvindo a torcida adversária comemorar, em uma Libertadores, e precisar dar soco em lixeira pública para não dar nos outros e, consequentemente, não estar aqui para relatar isso, é uma das piores sensações pela qual já passei.

Ainda dói demais lembrar do jogo e ficar corroendo isso no dia a dia. Dói ainda mais lembrar como tudo aconteceu. Como o meu São Paulo se transformou em um time tão sem caráter? Como podem fazer o que fizeram em um mata-mata de Libertadores? Com raras exceções, todos têm culpa: do presidente ao centroavante. Todos nós, torcedores, sabemos (ou todos nós deveríamos saber, porque é bem óbvio) a culpa de cada um. Está chato repetir e não vou fazer isso mais uma vez.

Sou apenas mais um. Dois dias após a classificação, comprei as passagens para Belo Horizonte, como muitos compraram. Corri atrás de ingresso, planejei tudo para não correr o risco de passar nenhum tipo de sufoco. Sempre com a companhia de um grupo de amigos que também foram. Mesmo assim, mesmo sendo um zero à esquerda (significado esse que apenas Ele conseguiu mudar), jamais irei perdoar alguns jogadores pelo que fizeram. Jamais irei perdoar outra pipocada fabulosa, outra esqu1zofren1a ou mais uma displicência acima da média. Muito menos o descaso coletivo, em especial desse trio.

Os problemas começam de cima e vêm descendo. E não é de hoje. Ah, mas cadê a novidade?
Foto: Maurício Rummens/Foto Arena
Prometi para mim mesmo que nunca mais voltaria a discutir o tema "Luis Fabiano" com ninguém. Eu não aguento mais esse sujeito. River Plate (2003), Rosário Central (2004), Libertad (2011), Bragantino (2012), Sul-Americana (2012), simbolizada na final contra o Tigre, Corinthians (2013), Arsenal de Sarandí (2013) e Cruzeiro (2015). Certamente ainda estou esquecendo de muita coisa, mas vamos apenas no que marcou mais. Esse sujeito é a cara do fracasso, ele simboliza o fracasso, ele atrai o fracasso. Ele é um fracasso. Não consigo pensar em alguém que tenha tanto a cara do fracasso, da derrota, na nossa história quanto ele. Um dos maiores pipoqueiros que vi em vida (talvez o maior). A história está aí para comprovar e citei alguns exemplos, não há discussão.

Fazem muitas contas e usam muitos números absolutos para dizer: "ah, olha como ele é importante". Vão precisar fazer muito mais que isso. Dos 204 gols que esse cidadão possui com a camisa do São Paulo, eu trocaria uns 150 para que ele fosse só um pouquinho mais decisivo. Nem precisa ser tanto. No caso de alguns dos exemplos acima, nem precisaria fazer gol que entrasse na conta, era só ter convertido o pênalti na disputa. Ou pelo menos ter ido bater, ao invés de "preferir ajudar na briga" (e tem que ache o máximo!!! E não, não é torcedor do River Plate).

Na sua primeira passagem, em 2002, eu tinha 9 anos. O adorava. Era uma referência dentro do clube que eu já amava. Em 2004, quando ele foi embora, fiquei triste e guardei as memórias de criança sobre ele. Na sua volta, em 2011, festejei. Fui o primeiro a comprar duas camisas, uma de jogo e uma casual, com seu nome. Hoje, essas camisas estão, literalmente, à venda por um valor praticamente simbólico. Apenas minha inocência mirim daquela época poderia me cegar de tal maneira. 

Para encerrar sobre esse cidadão: chamar de ídolo alguém que a cada seis meses diz não saber se quer ficar, diz ter propostas, diz pensar em sair, estar insatisfeito, que vai pensar no futuro... além de criar intrigas e agir como se o São Paulo devesse a ele sua história é marco negativo para o maior clube do Brasil. Em sua mais nova declaração, atacou um companheiro de equipe após a derrota. O companheiro em questão certamente merece críticas, mas não dele. E muito menos pelo que nosso "ídolo" argumentou. Provou ser burro não apenas dentro de campo, não conseguindo entender uma declaração protocolar do nosso camisa 11, assim como TODAS as declarações que Alexandre dá, que simplesmente não acrescentam nada. Estava mais preocupado com o seu ego naquele momento. 

A cara da pipocada. A personificação do fracasso. A banalização do conceito de "ídolo".
Foto: Douglas Magno/AFP
Por falar no camisa 11, só tem uma coisa mais irritante que vê-lo atuar: vê-lo atuar ao vivo. Eu uso muito esse termo e sei que preciso de outro, mas esquizofrenia se encaixa perfeitamente no atacante. Ele não vive no mesmo mundo que todos. Ele está ali, mas apenas de corpo. Ele não sabe o que está acontecendo, não tem ideia, não imagina a magnitude de onde está ou da camisa que veste. Em um lance, durante o primeiro tempo, em um dos raros momentos em que o São Paulo tentava trocar passes dentro do campo adversário, ele ficou parado, estático, sequer olhando para a jogada (!!!), cerca de dois metros (!) impedido, atrás dos zagueiros. Só acreditei porque estava vendo. Vamos só dar mais um exemplo: após o jogo de ontem, ele declarou: "Tomamos o gol no fim e aí complicou". O gol saiu aos 14 minutos do primeiro tempo. Precisa falar mais?

Como um clube enorme, gigantesco e QUEBRADO como o São Paulo fala em pagar milhões de euros (!) para comprar um cara assim? Como que o presidente declara que "não serão medidos esforços para ficar com ele"? Como ele é um dos jogadores que falam ser aceitável receber acima do teto do clube? Quando fizeram um trabalho diário, pesado, fortíssimo assim que chegou para tentar desvincular sua imagem com a do rival, pensaram em fazer algo menos fantasioso e mais real? Algo que realmente fosse útil diretamente dentro de campo? Mas se não pensaram nem no Centurión...

E, por fim, o acima da média. Sigo querendo me enforcar por ter defendido tanto um cara assim. Talvez nunca tenha sido tão ingênuo depois de "velho". Sua determinação e vontade são parecidas com a minha para sair da cama após quarta-feira. Ele parecia estar ali por condenação. Errava, fazia aquela cara habitual dele e... ok. No máximo aquele popular "trote ladrão" em um lance esporádico. No final do jogo? "Faz parte do futebol", disse ele.

Não vale a pena comentar aqui sobre Tolói, que fugiu dos pênaltis, Reinaldo, que não seria escolhido em uma pelada na praia, Denílson, que precisa de um GPS praticamente todo jogo... desses caras ninguém esperava nada. Nunca esperou. Todos sabem do ridículo técnico e tático que são (o que não minimiza minha raiva com eles). Mas os três citados... jamais perdoarei.

Nesta imagem tem mais descaso e descomprometimento que tudo que você vai ver na sua vida
Foto: Eduardo Viana/Lance!Press
E o que o título do texto tem a ver com isso? É óbvio. E, talvez, possa ser resumido em uma breve descrição: enquanto eu chorava copiosamente após a última cobrança de pênalti, e assim permanecia, Michel Bastos entregou, no desembarque, que eu não era o único a chorar no Mineirão. No vestiário do São Paulo tinha mais alguém assim. E era um choro que você sabia que era tão real e doloroso quanto o seu. De alguém que se importava, que queria vencer, que daria a vida pela camisa, pela vitória. Enquanto um "ídol9" falava bobagem para a imprensa, o outro estava abatido, sentindo a derrota. Talvez seja o maior contraste do mundo ambos estaremos empatados como maiores artilheiros da história do clube na Libertadores, com 14 gols.

Sua imagem, ajoelhado, lamentando após a última cobrança remete imediatamente àquela de 2010, após o apito final contra o Internacional. Ele se importa. Ele sabe como nos sentimos. Ele vive isso tanto quanto nós. Ele é um de nós. Por isso e inúmeras, incontáveis outras situações, o título desse texto.

Essa foto é, disparadamente, a mais bonita do mundo. Tão eterno quanto um título de Libertadores.
Foto: Agência Reuters
Eu te amo, Rogério. E torço para que Você não encerre Sua carreira única no dia 6 de agosto. O fim de Sua Era não é algo comum, fácil. Não pode ser feito no meio da temporada. E seria ótimo poder contar mais três meses e meio com a Sua presença na meta. Em 2013, fui ao Independência sabendo que seríamos eliminados da Libertadores. Fui porque forcei e sabia ser Sua última partida na competição. Felizmente, não foi. Sim, felizmente. Nunca é ruim ter o maior ídolo da história jogando. E em alto nível. Nas vitórias, comemoração. Nas derrotas, é Nele que nos apoiamos, que nos consolamos.

Muito por Suas vitórias, conquistas e feitos pelo e para o SPFC, mas principalmente por Suas atitudes, identificação, amor a camisa, comprometimento e entrega: Todos têm goleiro, só nós temos Rogério. Nunca existiu, não existe e nunca existirá outro. Saibam disso, lembrem-se e deem muito, muito valor. Somos privilegiados até em uma eliminação tão dolorosa e nebulosa.

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16 de maio de 2015

Milton Cruz falhou nos testes para ser técnico de futebol



Se pretende, de fato, ser técnico de futebol, Milton Cruz terá de rever muitas atitudes (ou falta de) para se dar bem na profissão. O auxiliar técnico que atualmente quebra galho como treinador do São Paulo nunca se posicionou de forma clara quanto às suas aspirações ou futuro mediante a responsabilidade de comandar um clube do tamanho do São Paulo, algo que lhe foi dado pelo presidente Carlos Miguel Aidar.

Ricardo Oliveira comemora ida do Santos à final do Paulistão (foto: globoesporte.com)
Já que de Milton é muito difícil tirar qualquer raciocínio fixo, convincente, de seu time é possível tirar conclusões. Primeiro, preciso deixar claro que a responsabilidade pelos resultados de um treinador tampão é totalmente de quem o colocou nessa situação. Milton Cruz não escolheu estar técnico do São Paulo, foi alçado à essa função. Claro que, por outro lado, se aceitou assumir esse cargo, Milton terá de enfrentar críticas, por mais muletas que possa ter.

O fato é que Milton Cruz falhou nos testes que teve para ser considerado um treinador de futebol, ou técnico, que talvez até sejam coisas diferentes. Milton não conseguiu provar ser capaz de ambos os cargos ou nomes. A falta de mobilidade nos dois jogos em que perdeu a frente do São Paulo, dois jogos importantes e decisivos, diante de Santos e Cruzeiro, prova que se ele realmente cogita assumir a condição de treinador, precisará mudar sua postura, assumir responsabilidades, ser reativo.

Milton Cruz (foto: Nelson Almeida)
Falta a Milton, e acredito ser esse um traço de sua personalidade, ser reativo. Antever situações e, principalmente, ter timing de reagir diante delas. O técnico de futebol vive sob pressão constante, e alguém que fica imóvel diante das situações difíceis e tomadas de decisão pode até ser alçado à condição de técnico, porém dificilmente será alguém vitorioso, capaz de brigar por coisas grandes de forma participativa, sem depender de jogador algum para fazer seu nome.

No futebol não faltam treinadores que são carregados por jogadores. Sobram caras que estavam no time certo e no momento certo, sendo vitoriosos pelo puro talento de um grupo ou jogador diferenciado. Esses, com carimbo de campeão, conseguem sobreviver durante décadas passando de clube a clube em curtos períodos. Lógico que treinador parasita não dura. Tem prazo de validade, exceto quando encontra um gênio para "dar ordens" ou entregar coletes.

Para deixar de ser auxiliar e entregador de coletes, Milton precisa trazer para a beira do campo o bom trabalho que sempre fez nos bastidores. É difícil dizer para onde Milton quer ir, o que ele pensa e o que ele quer. O que dá pra saber é que no Mineirão, faltou um técnico ao São Paulo. Milton comandou a equipe como um auxiliar. 

Gabriel Xavier converte pênalti decisivo e Cruzeiro elimina São Paulo da Libertadores (foto: globoesporte,com)
Vou mais longe. Se a torcida presente no Mineirão não começasse a pedir as entradas de Luis Fabiano e Centurion, tenho certa dúvida se o auxiliar iria coloca-los no jogo. Milton teve lapsos de lucidez. Ouvia a torcida e colocava aquilo que pediam, como alguém que transfere a responsabilidade. É o grande problema que, como analista de futebol e alguém ligado intimamente ao São Paulo, enxergo. Temor em assumir responsabilidades. 

É muito óbvio que Milton não quer assumir responsabilidades e, deixo claro, tem todo direito de não querer. Só que é preciso deixar essa opção transparente, clara, não subentendida. O São Paulo é grande demais para ser estágio de aspirante a treinador. Ou você assume a bronca de vez ou deixa claro que não quer e cumpre ordens. Falta para Milton tomar atitude. Pro lado bom ou ruim, atitude.

Enquanto o auxiliar que está treinador ficar perdido no meio de um jogo como uma criança desgarrada da mãe, o São Paulo sofrerá em jogos densos, onde o talento pode se acanhar e ficar em segundo plano. O São Paulo precisa de um treinador reativo, que enxergue o óbvio (algo que não aconteceu no Mineirão) e além dele. Sempre há espaço para estagiários, desde que o profissional esteja presente. É assim no futebol e na vida. Milton Cruz ou outro, precisa-se de um técnico de futebol no São Paulo pra ontem. 

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14 de maio de 2015

Rogério Ceni: vale a pena continuar?




Esta deve ser a pergunta que ronda a mente de Rogério Ceni.

Alguns desejam que ele fique e tente o único título que falta para a sua coleção pessoal e também para a sala de troféus do São Paulo, a Copa do Brasil, outros querem que ele fique para tentar o Hepta, no Brasileirão.

Seu contrato é válido até Agosto, ou seja, ele tem um vínculo de apenas mais 3 meses conosco. Na saída de campo preferiu não falar sobre isso, apenas confirmou que foi sua ultima Libertadores. 

Assim como muitos torcedores, saiu de campo nitidamente muito emocionado... mil coisas podem estar, neste momento, passando pela sua cabeça, mas a minha indagação tenho certeza que é uma das suas e de muitas outras pessoas: Vale a pena continuar?


Isto é, vale a pena estender seu contrato para até o fim do ano e tentar esses dois títulos ainda possíveis ou é melhor se poupar de mais decepções? 

Ele tem prorrogado seu contrato sempre com o desejo de sair campeão, porém só acumulou frustrações e é impossível negar o gosto amargo ao imaginar que nosso maior ídolo termine assim... de uma forma tão vazia, com um semblante tão cabisbaixo.

Por outro lado, temos a convicção de que independente do momento, circunstância, data, local e etc, o M1TO terá sua despedida, de forma que todos os torcedores exigirão um evento que o homenageie a altura.

Sua honra jamais será apaga, seu legado ficará! 

Se optar por ir, levará consigo um pedacinho de cada coração tricolor e, se ficar, será muito celebrado, pois, sim, queira ou não queira, ele fortifica nosso elenco.

Mais uma vez foi um gigante, converteu o seu pênalti e defendeu dois, infelizmente seus companheiros não têm o mesmo comprometimento, dedicação e gana, pois aparentemente ninguém -com raras exceções- treina cobrança de penalidades no São Paulo há um bom tempo.

Rogério Ceni criou no São Paulo uma Era. A nossa história poderá ser dividida entre a.R e d.R: antes de Rogério e depois de Rogério respectivamente.

Temos muitos ídolos de peso, que fizeram coisas incríveis, mas somente e tão somente Rogério Ceni provou e comprovou seu amor pelo São Paulo FC por mais de duas décadas.

Antes de Rogério seria loucura imaginar um goleiro que fosse tão decisivo no ataque, isso soaria como uma piada, não imaginaríamos ter um jovem-senhor de 42 nos defendendo e jamais querer que ele se aposente, seria irreal e surreal pensar que teríamos um atleta com um amor grande o suficiente para fazê-lo negar diversas propostas europeias no auge da sua carreira. 

Depois de Rogério é triste saber que dificilmente veremos outro profissional vestir nossa armadura com a mesma vontade de ir a guerra, a mesma ganância de ganhar títulos e crescer com o São Paulo e não, somente, financeiramente, será impossível dizer Copa Libertadores da América sem associá-la ao Rogério.

É até injusto comparar qualquer outro a ele, seja batendo uma falta/pênalti ou na meta. Grandes goleiros virão, mas somente o Rogério Ceni é GIGANTE! 

Portanto, indiferentemente se ficará até o final da temporada ou não, quero agradecê-lo por tudo o que fez até aqui, por dar seu sangue na tentativa de nos levar adiante na Libertadores, suas "mitagens" jamais serão esquecidas e tenho certeza que eu e mais milhares de torcedores terão orgulho de dizer aos filhos "Eu vi uma lenda chamada Rogério Ceni!".

Também quero salientar que te aguardamos na comissão técnica, pois na sua relação com o São Paulo ainda tem muita coisa para ser construída. 

Nosso eterno capitão, muito obrigada!




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13 de maio de 2015

São Paulo campeão da Copa Ouro Sub-20



Por Samara Roque - @saahroque

O torcedor Triocolor pode preparar a voz e gritar 'O CAMPEÃO VOLTOU'. Em um dia de ansiedade para decisão da Libertadores, o São Paulo levantou a taça com os seus garotos da base. O time Sub-20 conquistou hoje, pela primeira vez, a VI Copa Ouro após derrotar a Ponte Preta por 3 a 2. E eu te pergunto: você sabia que este campeonato estava acontecendo? Está na hora das categorias de base terem mais visibilidade e o torcedor ser mais informado sobre os possíveis craques do futuro no São Paulo.
 
São Paulo conquista título inédito no Sub-20
Foto: Site Oficial/saopaulofc.net
 
Mas como foi a trajetória do Mais Querido na Copa Ouro Sub-20? O campeonato começou no dia 31 de março e, o São Paulo, estreou na competição do dia 02 de abril contra o Cotia F.C pelo grupo C. O resultado? Uma goleada de 4 a 1. Na segunda rodada, o Tricolor atropelou o Taboão da Serra em casa por 3 a 1. Na última rodada da fase de grupos, o adversário foi o São Vicente e o placar ficou em 5 a 1 para o Tricolor.
 
Na fase eliminatória os garotos do Sub-20 bateram o Hortolândia por 4 a 2. Nas quartas de final, o São Paulo recebeu o Grêmio Osasco Audax no CFA Laudo Natel e se classificou com um 2 a 1. O Independente era o última adversário do Tricolor antes da final, e os garotos não tiveram trabalho em golear com Inácio (2), Luiz Araújo e Shaylon que garantiram o 4 a 0.
 

Foto: Site Oficial/saopaulofc.net
 
E hoje, 13 de maio de 2015, a festa foi em casa. No CFA Laudo Natel, o São Paulo recebeu a Ponte Preta para uma partida disputada. O título inédito começou a se consagrar no primeiro tempo, quando Shaylon abriu o placar para o Tricolor. O empate veio com Hudson, mas os garotos do Sub-20 não deram chance e Inácio, em cobrança de falta, ampliou o placar para 2 a 1. Na segunda parte do jogo, a Ponte Preta veio para cima e empatou com Wendel. Mas o São Paulo estava disposto à levar o troféu e Matheus Reis garantiu a vitória com um gol de ouro.
 
Invicto e com bons jogos, o São Paulo garantiu a VI Copa Ouro Sub-20 sem grandes dificuldade e ainda teve o atacante Luiz Araújo eleito como o melhor jogador da competição. Resultado de um trabalho contínuo com os garotos, estes que compuseram a base da equipe que disputou a Copa São Paulo e chegou até a semifinal do campeonato.

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12 de maio de 2015

Mineirão é segunda casa para Rogério Ceni



Por Éder Moura - @eder_sp88

Nesta quarta, o São Paulo vai a campo no estádio do Mineirão para enfrentar o Cruzeiro, em jogo de volta pelas oitavas de final da Copa Libertadores. E se tem alguém que adora visitar o Gigante da Pampulha, esse alguém é o Mito Rogério Ceni.

Ceni com a camisa do recorde de jogos, em 2005: marca foi alcançada no estádio mineiro (Portal IG)
A primeira vez em que foi a Belo Horizonte após assumir a camisa 1 do São Paulo (a 01 não existia nem em sonhos ainda) foi pelo Campeonato Brasileiro de 1997. Contra um Cruzeiro dividindo as atenções com a Libertadores (que acabaria conquistando naquele ano), o Tricolor passeou e aplicou uma goleada histórica: 5x0, com cinco gols de Dodô (que repetiria a dose no mesmo campeonato, numa vitória por 7x1 sobre o pobre União São João, no Morumbi).

Após grandes decepções no templo do futebol em BH, como uma derrota por 5x1 para o Cruzeiro na Mercosul'98 e a fatídica perda da Copa do Brasil de 2000, o Mito voltou a sorrir no estádio na metade da primeira década do século XX.

Foi no Mineirão que Rogério Ceni fez a sua 618ª partida com a camisa do São Paulo, superando Waldir Peres como o recordista de jogos na história do clube, no empate em 0x0 contra o Atlético-MG, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 2005.

No ano seguinte, contra o Cruzeiro, uma das atuações mais inesquecíveis da carreira do Mito: o São Paulo perdia por 2x0 e tinha um pênalti contra. Ceni defendeu o pênalti, marcou dois gols e o Tricolor saiu do Mineirão com um empate heroico. De quebra, o primeiro gol foi o 63º, pelas contas do IFFHS, o que garantiu o Mito no Guiness Book como o maior goleiro-artilheiro do mundo. E foi também o primeiro com bola rolando, após cobrança de falta ensaiada.

Além dos recordes, vale lembrar que o Mito defende um longo tabu no Mineirão: não perde no Gigante da Pampulha há exatos 11 anos. A última vez foi pelo Brasileirão de 2004, 2x1 para o Cruzeiro (placar que classificaria o Tricolor nesta quarta, vale frisar). Desde então, foram dez partidas (sete contra o Cruzeiro e três contra o Atlético), sendo cinco vitórias - todas contra a Raposa

Nesta quarta, o Mineirão será o palco onde o Tricolor definirá sua caminhada na Libertadores. Se depender de Rogério Ceni, a torcida são-paulina terá motivos de sobra para sorrir.

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São Paulo X Cruzeiro: um duelo cheio de histórias e curiosidades



Mata-mata de Libertadores provavelmente é a situação na vida que mais deixa um torcedor fanático ansioso. Comigo, pelo menos, é assim. E, como amanhã é dia, os nervos já estão à flor da pele! O clube está em ascensão na temporada, depois de um péssimo futebol e algumas atuações lamentáveis. Fora isso, também tem uma boa vantagem: venceu em casa e não levou gol. Antes de ir para Belo Horizonte, vou contar um pouco dos números desse confronto, alguns jogos históricos e projetar a decisão de amanhã.

O confronto São Paulo X Cruzeiro é um dos mais desequilibrados dentre os chamados "doze grandes" do Brasil. Na história, são 73 partidas, com 35 vitórias do São Paulo contra 17 dos mineiros, além de 21 empates. Como visitante, a vantagem segue do Tricolor: 19 vitórias contra nove, em 39 duelos. E no Mineirão, palco do jogo de amanhã e local onde mais foi disputado o confronto, são 32 partidas, com vantagem são-paulina por 15 triunfos a oito. Mas nem tudo é freguesia...

Em 2014, Rogério bateu o pênalti e fez Seu sétimo gol em sua vítima preferida: Fábio. Sempre uma esperança.
Foto: Rodrigo Gazzanel/FuturaPress/Estadão
Libertadores

Quando começamos a falar de Libertadores, a situação equilibra. Foram cinco jogos: além da partida de ida na semana passada, temos duas vitórias para cada lado e uma eliminação para cada um. Em 2009, o Cruzeiro venceu o São Paulo por duas vezes, nas quartas-de-final (2 X 1 no Mineirão e 2 X 0 no Morumbi). Em 2010, o troco: duas vitórias são-paulinas, na mesma fase, nos mesmos locais e na mesma ordem de mandos: 2 X 0 e 2 X 0.

Esses dois são os últimos confrontos mata-matas entre as equipes. Além das coincidências citadas acima, em ambos os duelos o Cruzeiro era tido como favorito, de maneira geral, pelo momento vivido pelas equipes na hora dos confrontos. Em 2009, o resultado de 2 X 1 na ida não foi completamente ruim para o São Paulo, que precisaria de 1 X 0 em casa para se classificar e perdeu em um dia infeliz do goleiro Denis (Rogério se recuperava de uma grave lesão no tornozelo esquerdo). No jogo da volta, uma atuação apática de um time previsível, somada à expulsão ainda no primeiro tempo de Eduardo Costa, sacramentou a eliminação. O time não acertou um chute no gol e ainda viu o técnico Muricy Ramalho ser demitido no dia seguinte.

Em 2010, o favoritismo foi um pouco mais acentuado, principalmente pela forma como o São Paulo chegou às quartas-de-final: nos pênaltis, após dois 0 X 0 muito ruins contra um fraco Universitário (PER). Rogério perdeu a primeira cobrança, pegou duas em sequência e o clube chegou para enfrentar um favorito Cruzeiro, que tinha atropelado o Nacional (URU) por 6 X 1 no placar agregado. O confronto marcou a estreia de Fernandão, carrasco em 2006. Esse foi um fator fundamental. O estreante, camisa 15, foi o maestro daquele duelo e desequilibrou o jogo. O Tricolor conteve a equipe mineira, começou a se soltar, e em duas jogadas do F15 (uma delas, assistência de letra para Hernanes fechar o placar), abriu uma excelente vantagem. No Morumbi, Kléber "Gladiador" foi expulso logo com dois minutos e facilitou a vitória por 2 X 0, que veio naturalmente.

O dia que o Cruzeiro fugiu de campo

Esses dois duelos acabam sendo "pequenos" no quesito da curiosidade quando comparados ao mata-mata de 1995. O meu amigo Alexandre Giesbrecht, o @jogosspfc, fez um excelente texto falando sobre esse encontro fatídico (clique aqui para ler), que ficou marcado como o dia que o Cruzeiro fugiu de campo (e se deu bem!). Naquela época, o calendário era absurdamente inchado. A ponto de times jogarem duas vezes no mesmo dia, como aconteceu com o São Paulo, em 1994. Nesse caso, por uma série de circunstâncias, São Paulo X Cruzeiro duelariam em um confronto que valeria pela final da Copa Ouro e pelas quartas-de-final da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Novamente, os mineiros viviam melhor momento, já classificados para as semifinais do Campeonato Brasileiro, enquanto o São Paulo vivia uma entressafra após conquistar tudo no começo da década.

O primeiro jogo aconteceu no Mineirão e, logo aos oito minutos, Palhinha quebrou um jejum de meses sem marcar e abriu o placar no que seria seu último gol pelo clube. Perto do intervalo, Rogério Pinheiro deu uma entrada forte no zagueiro cruzeirense Rogério, que revidou e foi expulso. Os jogadores do Cruzeiro cercaram o árbitro Wilson de Sousa Mendonça para reclamar. Primeiramente, o também zagueiro Vanderci recebeu o cartão vermelho. Após os protestos continuarem, o atacante Marcelo e o volante Fabinho também foram expulsos, deixando a Raposa com sete jogadores, número mínimo para a continuação da partida. No texto, Alexandre relata que o colunista do Diário Popular, Sérgio Carvalho, afirmou que "'vários repórteres' teriam testemunhado Perrella (Zézé Perrella, presidente do Cruzeiro na época) dizer que era 'preciso 'melar' a partida'".

Na volta para o intervalo, o Cruzeiro fez três alterações. Nenhum zagueiro. Com um minuto da segunda etapa, o que todos esperavam: Luis Fernando Gomes, meia que entrou no segundo tempo, caiu em sua própria área, alegando contusão na coxa. A torcida mineira explodiu de comemoração e a partida foi encerrada ali. A Conmebol determinou que o resultado fosse mantido em 1 X 0, sob fortes protestos do São Paulo, que ameaçou buscar uma punição mais severa ao adversário, mas esbarrou em um regulamento passivo.

No jogo de volta, no Pacaembu (o Morumbi estava parcialmente fechado para obras), a Raposa venceu por 1 X 0 e, nos pênaltis, levou a melhor por 4 X 1, ficou com o título da Copa Ouro e avançou na Supercopa, onde seria eliminado pelo Flamengo. Esse foi apenas um resumo da partida, sugiro que leiam o ótimo texto do Alexandre para uma riqueza maior de detalhes sobre aquele duelo, especificamente.

Manchete da Folha da Tarde sobre o jogo
Imagem: Reprodução
Trauma

É impossível falar de mata-mata entre São Paulo X Cruzeiro e não lembrar da traumática final da Copa do Brasil de 2000. Até hoje o duelo mais marcante entre as equipes e que deixa marcas profundas em quem viveu plenamente aquela partida. Axel segue sendo perseguido e xingado por muitos torcedores pelo erro que gerou o gol do título cruzeirense.

Após um empate por 0 X 0 no Morumbi, o título seria decidido no Mineirão. Depois de um primeiro tempo com apenas uma boa chance (para o Cruzeiro, em um lance que a bola não entrou por milagre após excelente defesa do Rogério e um rebote da trave), o segundo tempo foi um pouco mais aberto. A torcida do Cruzeiro chegou a pedir "raça" pouco depois de bom contra-ataque dos donos da casa parar em mais uma boa defesa do M1TO. E pouco antes da falta lateral à grande área celeste. Marcelinho Paraíba bateu em direção ao gol e ela passou por todo mundo. Gol do São Paulo aos 21 minutos. Com o critério de desempate do gol marcado fora de casa, a Raposa precisava de dois gols.

Evidentemente, o Cruzeiro veio desesperadamente para cima. E deixou muito, muito espaço. Espaço esse que o São Paulo não soube aproveitar em duas oportunidades enormes. Aos 35 minutos, em jogada pelo lado direito, o Cruzeiro empatou com Fábio Júnior. Aos 43 minutos, em lance morto, que a bola estava tranquilamente dominada pelo Tricolor no meio campo, Axel deu um recuo horroroso e Rogério Pinheiro precisou fazer a falta próximo à meia-lua e ser expulso. Na cobrança, Geovanni bateu por baixo da barreira e virou o jogo já nos acréscimos.

Conheço gente que desligou a TV de raiva após o gol. E certamente evitou de passar mais raiva. Logo após o gol, o São Paulo foi todo para cima e Marcelinho Paraíba perdeu uma chance simplesmente inacreditável, quase debaixo da trave, de cabeça. Jogou em cima do goleiro André e o zagueiro Cléber tirou em cima da linha.

Se serve de consolo, muito, muito tempo depois, Rogério disse que, talvez, se o São Paulo tivesse vencido aquela final, não teria conquistado tudo que conquistou em 2005, porque "aquele time, talvez, não tivesse maturidade suficiente e não haveria a renovação necessária". Evidentemente que um título nunca é ruim, mas por tudo que aconteceu naquela final, digamos que nós, são-paulinos, "escolhemos" acreditar nisso.

É, quarta-feira!

Amanhã teremos uma situação inédita nesse confronto: o São Paulo irá decidir a classificação fora de casa com uma vantagem obtida na ida. Mas ainda assim há um tabu contra: todas as vezes que o clube se classificou para as quartas-de-final da Libertadores foi jogando no Morumbi. Nas duas vezes que precisou jogar fora de casa, em 2007 contra o Grêmio e em 2013 contra o Atlético Mineiro, foi derrotado. Chegou a hora de reverter. É amanhã!

Também teremos algo diferente: dessa vez, o São Paulo chega melhor. Como disse no começo, time está em uma crescente após a saída do Muricy e conta com o retorno do Michel Bastos, principal jogador no ano. A vantagem de 1 X 0 é considerável, mas pode virar gigante se o clube souber explorar isso e aproveitar a obrigação do adversário. Não é o caso de jogar com o regulamento debaixo do braço. E nem é a característica da equipe.

A escalação provável deve ser: Rogério; Bruno, Tolói, Dória e Reinaldo; Denílson, Souza e Hudson (Wesley); Ganso e Michel Bastos; Alexandre. Centurión, herói no jogo de ida, deve ser opção. Milton deve mudar o mínimo possível o que vem dando certo. A dúvida fica no meio, entre Wesley e Hudson. Ambos estão jogando bem e a decisão vai passar pela proposta que for escolhida. Welsey é mais técnico e tem mais qualidade para apoiar. Hudson tem mais vigor físico e poder de marcação.

Centurión comemora com a torcida o gol da vantagem no jogo da ida. Deve ficar como opção amanhã.
Foto: Ricardo Matsukawa/Veja.com
Em mata-mata, a freguesia some...

A frieza dos números do confronto não se estende ao mata-mata. Em seis duelos, foram quatro triunfos cruzeirenses (Copas do Brasil de 1993 e 2000, Copa Ouro de 1995 e Libertadores de 2009) e dois são-paulinos (Recopa Sul-Americana de 1993 e Libertadores de 2010). Fora isso, outro tabu precisa ser quebrado: desde 2006, o São Paulo é eliminado por brasileiros na Libertadores. São seis consecutivas (Internacional, duas vezes, Grêmio, Fluminense, Cruzeiro e Atlético/MG). Chegou a hora de quebrar tudo isso e buscar o tetra dez ano depois do tri. E vinte anos depois da "fuga mineira".


Estatísticas: Arquivo Histórico do São Paulo Futebol Clube
Colaborações e agradecimentos: Michael Serra, historiador do São Paulo, e Alexandre Giesbrecht, do "Anotações Tricolores"

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11 de maio de 2015

O Craque da Rodada: São Paulo 2x1 Flamengo - Brasileirão 2015



Wesley teve bom desempenho contra o Flamengo
Foto: Rubens Chiri / Site Oficial

Estreia com o pé direito no Brasileirão. Com a maioria de reservas iniciando o jogo, o Tricolor fez a obrigação na estreia do campeonato nacional e bateram o Flamengo por 2 a 1.

O time no melhorou quando Ganso e Pato entraram, mas o destaque do jogo foi Wesley, o Craque da Rodada nesse fim de semana. Junto com Boschilia, ficou com a responsabilidade de encostar no Luís Fabiano no ataque e conseguiu dar uma bela assistência para o camisa 9 abrir o placar.

Confira os comentários de Marcelo Doente sobre a vitória deste domingo:



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9 de maio de 2015

Bem-vindo, Bruno!



Depois da excelente partida na última quarta-feira pela Libertadores da América, diante do Cruzeiro, no Morumbi, jogo que venceu por 1 a 0, o São Paulo pode considerar que ganhou um novo reforço. Após uma série de partidas ruins e o banco, o lateral-direito Bruno finalmente mostrou, em campo, algum sinal de justificativa sobre sua contratação.

Bruno comemora assistência para Centurion (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Ao lado de Denílson e Souza, que assim como diante do San Lorenzo na primeira fase, no mesmo Morumbi, fizeram grande jogo, Bruno foi destaque. Pelo seu lado, onde fez parceria com o argentino Centurion, xodó da torcida são-paulina, Bruno desequilibrou. Errou, claro, mas pela primeira vez desde que vestiu a camisa Tricolor, o lateral conseguiu fechar a partida com saldo positivo. Acertou mais.

Óbvio que uma partida apenas é pouco para considerar Bruno dono da posição. O lateral precisa provar, ter sequência, justificar o investimento, que mesmo sendo pequeno, foi investimento. O São Paulo foi buscar Bruno por algum motivo, e ele precisa mostrar para a coletividade qual foi. A assistência precisa e as investidas perigosas, que facilitaram a vida do São Paulo diante dos mineiros, precisam agora ser rotina na vida do jogador ex-Fluminense.

Este colunista sempre criticou a contratação, alertando para Lucas, ex-Botafogo e hoje no Palmeiras, como melhor opção. Todavia, Bruno chegou e precisa ser observado. Continuo convicto de suas fragilidades e completamente aberto a mudar de opinião, como sempre. Se Bruno mantiver a pegada e o futebol da última quarta, quando foi fundamental para a vitória são-paulina, será elogiado. É assim que funciona. Elogios e críticas proporcionais. Destaco que a participação de Bruno no jogo foi elogiada de forma bem interessante por Raí, nosso maior camisa 10, hoje "Embaixador do São Paulo" nos canais ESPN. 

Seguimos! Com Bruno? Sem Bruno? Tanto faz. Seguimos sendo justos.


Sérgio Ricardo Jr.

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6 de maio de 2015

Aviso ao Cruzeiro: El Morumbi te mata!



Por Samara Roque - @saahroque

Hoje é dia de casa lotada! É dia de o São Paulo firmar (mais) a confiança como time e como a torcida. Chegamos à fase eliminatória do nosso torneio preferido, a Copa Libertadores. Pela frente? O Cruzeiro. Ah Cruzeiro, você sabe: el Morumbi te mata. Você passou por isso ano passado com casa lotada e o título na mão, se lembra? Eu sei, era um São Paulo diferente, ainda tínhamos Kaká e contávamos com Michel Bastos, mesmo que no banco e aparecendo só no fim do jogo. É, vocês deram sorte, nosso camisa 7 não estará em campo na noite de hoje.

Mas calma, não se anime tanto assim. Centurión, sabe o argentino que chegou faz pouco tempo? Então, ele é o nome que irá substituir Michel Bastos e tem tudo para fazer nos ajudar a comprovar: El Morumbi te mata. Sim, é verdade que estaremos sem Luis Fabiano que é uma referência para gol, mas por outro lado estaremos com Alexandre Pato na linha de frente, e este, meu amigo, pode ser o seu pesadelo (ainda mais se Fiorella Mattheis estiver na arquibancada).

Cruzeiro, você já provou: El Morumbi te mata.
Foto: Marcos Ribolli

Os outros nove nomes em campo? Bruno, Rafael Toloi, Lucão, Reinaldo, Denilson, Souza, Ganso e o estreante Wesley. Todos sob os olhos de Rogério Ceni, o capitão que o ano passado, naquele jogo considerado uma final, marcou o gol e provou que el Morumbi te mata. 

Você pode até falar que o time não esta tão bom, que só tivemos uma vitória (e que vitória) para o Corinthians que nos deu tanto ânimo assim. Tudo bem, eu concordo que temos muito a crescer, temos que manter o pé no chão e realmente mostrar futebol em campo. Porém, por mais que tenha muita confiança a ser conquistada, a mais importante o time conseguiu: a da torcida. E aí que eu posso te dizer, mais do que o Morumbi, la torcida te mata. Hoje não serão apenas os 11 jogadores em campo que você irá enfrentar, mas sim 60 mil vozes empurrando o nosso São Paulo.

Então, rival, se prepare, pois estamos na Libertadores de casa cheia. E Cruzeiro, não leve este texto como arrogância ou falta de respeito com o seu futebol, mas sim como a crença de uma torcedora que sabe e já viu que EL MORUMBI TE MATA!

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5 de maio de 2015

Libertadores começa de novo



Por Éder Moura - @eder_sp88

As oitavas de final marcam o início de um novo campeonato na Copa Libertadores. A partir de agora, tudo o que foi feito anteriormente praticamente não vale mais nada e surge o momento que separa aqueles que realmente têm bola para conquistar a América dos demais.

Cicinho comemora gol de placa em pleno Parque Antárctica, em 2005 (Portal Terra)
A fase de abertura dos mata-matas é marcada por boas lembranças aos tricolores, com vitórias inesquecíveis, supremacia implacável sobre um de nossos maiores rivais, início de campanha para de título e até classificação sem jogar.

É impossível falar de oitavas de final sem falar dos jogos contra o Palmeiras. O São Paulo enfrentou seu vizinho de CT nesta fase em três oportunidades, e venceu em todas: 1994, 2005 e 2006 (São Paulo e Palmeiras também se enfrentaram na primeira fase de 1974, com o Tricolor novamente eliminando o rival).

Em 1994, o São Paulo de Telê tentava de todas as formas manter sua soberania, mas sofria a forte concorrência da parceria Palmeiras/Parmalat. O tira-teima veio na Libertadores daquele ano. No jogo de ida, com mando alviverde e disputado no Pacaembu, o goleiro Zetti teve brilhante atuação e, apesar de ser dominado pelo rival, o São Paulo conseguiu segurar o 0x0. Na partida de volta, no Morumbi, grande atuação de Euller, vitória são-paulina por 2x1 e passaporte garantido para as quartas de final.

O duelo mais marcante foi, sem dúvidas, o de 2005. Após fazer uma fase de grupos razoável, o Palmeiras resolveu se mexer e fez boas contratações, como o ex-tricolor Juninho. Para aumentar a adrenalina, o time verde não aceitou levar a partida de ida para o Pacaembu e mandou o jogo no seu Parque Antárctica. De nada adiantou, pois Cicinho, em uma Libertadores inspiradíssima, acertou um chute da intermediária, fez 1x0 e decretou a vitória são-paulina em pleno território inimigo. Na semana seguinte, nova vitória, desta vez no Morumbi: 2x0, com Cicinho marcando outra vez e Rogério Ceni, como de costume, mandando Marcos ir buscar no fundo das redes.

No ano seguinte, em 2006, o cenário parecia ser até mais favorável, já que o Palmeiras viva um crise terrível na época. Mas a classificação foi suadíssima, após empate em 1x1 no Parque Antártica e dura vitória por 2x1 no Morumbi, com o Mito marcando um gol de pênalti já quase nos acréscimos da etapa final.

Além dos gloriosos Choque-Rei, as oitavas tiveram outras lembranças marcantes para o São Paulo. Em 1992, contra o Nacional (vitórias por 1x0 no Centenário e 2x0 no Morumbi), o lateral Nelsinho foi afastado antes do primeiro jogo, o que gerou um clima bastante pesado, mas que não  foi suficiente para prejudicar a caminhada daquele fabuloso time. Em 1993, talvez a grande virada do São Paulo de Telê que, após perder para o Newell's Old Boys por 2x0, em Rosário, goleou por 4x0 no jogo de volta, no Morumbi, e partiu rumo ao bicampeonato. Em 2004, os dois gols de Grafite no tempo normal e as defesas de Rogério Ceni  na disputa por pênaltis ficaram na memória de todos os são-paulinos que estavam com a equipe naquele dia.

Um caso curioso foi o de 2009, quando o São Paulo se classificou sem entrar em campo. O Tricolor deveria enfrentar o Chivas Guadalajara, mas, à época, o México estava assolado pela pandemia da gripe suína. Se recusando a colocar em risco a saúde de sua delegação, o São Paulo (juntamente com o Nacional, que enfrentaria outro mexicano, o San Luís), decidiu que não iria ao país da América do Norte. Como forma de contornar a situação, a Conmebol decidiu realizar partida única, no Morumbi. O Chivas (assim como o San Luís) não concordou e abandonou a competição, com o Tricolor avançando por W.O.

Abaixo, você confere todas as oitavas de final disputadas pelo São Paulo na Libertadores:

1992: Classificado contra o Nacional-URU (1x0; 2x0)
1993: Classificado contra o Newell's Old Boys-ARG (0x2; 4x0)
1994: Classificado contra o Palmeiras (0x0; 2x1)
2004: Classificado contra o Rosario Central (0x1; 2x1 - 5x4 nos pênaltis)
2005: Classificado contra o Palmeiras (1x0; 2x0)
2006: Classificado contra o Palmeiras (1x1; 2x1)
2007: Eliminado pelo Grêmio (1x0; 0x2)
2008: Classificado contra o Nacional-URU (0x0; 2x0)
2009: Classificado contra o Chivas-MEX (W.O.)
2010: Classifcado contra o Universitario-PER (0x0; 0x0 - 3x1 nos pênaltis)
2013: Eliminado pelo Atlético-MG (1x2; 1x4)




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2 de maio de 2015

Saúde financeira do São Paulo está nas mãos do empresário Jorge Mendes



Não é segredo algum as várias complicações financeiras que enfrenta o São Paulo nos últimos anos. O final da era Juvenal Juvêncio e o início do mandato do atual presidente Carlos Miguel Aidar são questionáveis de diversas formas, principalmente quando falamos sobre gestão e grana. Assim como aconteceu com a venda do meia Lucas, em 2012, a saúde financeira do São Paulo - que parece não ter sido capaz de gerir o montante arrecadado nas vendas das últimas peças Made in Cotia; Oscar, Piazon, Lucas, Uvini, Casemiro, etc - está novamente na dependência de uma transferência base-Europa. Não que vender jogador seja absurdo, pelo contrário, faz parte do processo, todavia, gerir bem as receitas também é fundamental. Depender da venda é o problema, a consequência dos erros. Popularmente diríamos que o buraco é mais embaixo. 

Ao telefone, Jorge Mendes, empresário (Foto: Paulo Pimenta)
E quem tem, hoje, a solução para amenizar os problemas são-paulinos é o empresário português Jorge Mendes, que desde 2013 é o responsável pela carreira do defensor Rodrigo Caio, que segundo nos conta a imprensa, está na mira do Atlético de Madrid, da Espanha. Rodrigo, que voltou a jogar nos últimos meses após se recuperar de uma cirurgia no joelho, tem recebido propostas tentadores do futebol europeu desde antes de sua estreia pelo profissional do Tricolor.

Segundo informações colhidas por este colunista, Rodrigo Caio já recebe sondagens para deixar o São Paulo há algum tempo, como disse, desde seus tempos de base. Sem dúvida, ter assinado com Jorge Mendes para ser seu representante abriu ainda mais esse leque de ofertas. 

R. Caio: atuações pela Seleção e São Paulo
  despertaram interesse europeu  (Foto: Zimbio)
Para quem não sabe, Jorge Mendes é considerado o "melhor empresário do mundo". Dono de vários atletas de renome internacional - como Cristiano Ronaldo -, o português também possui vários acionistas no Brasil. Segundo informações do jornalista Paulo Vinicius Coelho, comentarista dos canais Fox Sports e blogueiro do UOL, Mendes está, inclusive, envolvido com o grupo Doyle Sports, responsável por agitar o mercado brasileiro com contratações de impacto, como Leandro Damião pelo Santos e Marcelo Cirino pelo Flamengo.

O que podemos concluir disso tudo é que a recente proposta de 15 milhões por Rodrigo Caio, recusada pelo São Paulo, como confirmou Aidar à imprensa na última semana, não será, com toda certeza, a derradeira pelo defensor. Vale lembrar que antes de sofrer a lesão que interrompeu sua carreira no ano passado, Rodrigo Caio estava com a venda engatilhada para o Monaco, da França, por uma quantia próxima aos 20 milhões de euros, justamente o valor que o São Paulo julga ser justo pelo direitos do atleta.

A direção do São Paulo sabe que precisa vender jogadores para amenizar as dívidas que se acumulam, entretanto, espera conseguir valorizar seu patrimônio da melhor forma possível. Para a iminente venda do jovem jogador se concretizar, resta, agora, saber se os espanhóis estão dispostos a aumentar a oferta e quão predisposto está Jorge Mendes para atrair compradores e cifras maiores à mesa do clube. A saúde financeira do São Paulo passa por isso.

Este colunista entende que é preciso agir racionalmente e tentar fazer o melhor negócio possível para o clube, todavia, alerta para a dificuldade enfrentada pelo jogador em recuperar espaço entre os titulares - o que pode ocasionar desvalorização -, assim como sua leve tendência às lesões. No futebol, nem sempre é possível sair ganhando, às vezes é preciso abrir mão do duvidoso e optar pelo certo. Na imprensa, já surgem as informações sobre insatisfação do estafe do jogador pelo "jogo duro" do presidente, o que pode gerar complicações e rusgas futuras. Eu, em sã consciência, não me indisporia com Jorge Mendes, principalmente sabendo que sua influência pode salvar o clube que comando da falência moral. A única coisa que podemos ter certeza nessa história é que a obrigação de reorganizar o clube é de quem o bagunçou. Ter um gigante chamado São Paulo na mãos é, além de um privilégio, uma enorme pedreira. As decisões precisam ser acertadas. A margem de erro é zero!


Sérgio Ricardo Jr.

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