18 de dezembro de 2014

18/12/2014 - Nove anos do Tri Mundial!!! Hora de reviver a conquista



Faz nove anos! Nove anos de uma das maiores datas de um clube repleto e lotado de enormes datas. De uma das maiores conquistas de um clube repleto e lotado de enormes conquistas. De um dia onde o mundo inteiro foi vermelho, branco e preto. E pela terceira vez. Há nove anos, o São Paulo conquistava o tricampeonato mundial!

E, para comemorar, lembrarei vários tópicos daquele jogo. Porque análises, descrições da partida, lance a lance... isso está cheio. Vamos apenas relembrar que grande dia vivemos nessa data e o por quê, hoje, somos tricampeões!


 O pré-jogo

No Brasil, era manhã de domingo. Aposto que todo verdadeiro são-paulino se lembra do sentimento daquela manhã, daquela sensação. Não era uma manhã qualquer. Enquanto isso, do outro lado do mundo, Rogério pensava em como ganharia de uma equipe que não sofria gol há mais de 11 jogos (recorde na história no clube) e como motivaria os jogadores a algo que nem mesmo Ele acreditava até a manhã da partida. O Liverpool ainda havia atropelado na estreia, com time misto (3 X 0 no Deportivo Saprissa, da Costa Rica). Steven Gerrard, capitão dos ingleses, disse após a semifinal que “eles se sentiam imbatíveis”.

Primeiro tempo: O início

O começo foi complicado. O Liverpool veio para cima logo cedo, mas o experiente São Paulo superou um evidente nervosismo inicial e passou a fazer seu jogo. A grande jogada de Amoroso, entortando Hyypia na entrada da área e finalizando no meio do gol, foi um aviso do que viria cinco minutos depois.

O gol

Gol, não! Golaço! Fabão saiu pela direita, como um lateral, e buscou Aloísio no meio. Nosso camisa 14 veio, inteligentemente, buscar o jogo nas costas dos volantes e à frente dos zagueiros de uma equipe fantasticamente compacta (não tinha sido a primeira vez no jogo). Do peito para o chão, passe simplesmente genial (GENIAL!) “à lá Ronaldo Gaúcho do Paraguai”, como ele diz, para a penetração do pequeno e monstruoso Mineiro às costas de Hyypia (olha ele aí de novo) e finalização com uma precisão e tranquilidade digna de Romário. Ou melhor, de Mineiro mesmo. São Paulo 1 X 0 com pouco mais de 26 minutos de bola rolando e defesa “imbatível”, com mais de 1000 minutos de invencibilidade, furada.

Pequeno e gigante: Mineiro faz o gol do título com o mesmo número 7 de Muller, autor do gol do título mundial em 1993
Foto: AFP Photo/Toshifumi Kitamura
 A trave

Logo após o gol, um escanteio para o Liverpool, pela esquerda. Bola na área e Luis García cabeceou na trave, sob olhar de Rogério. Conhecendo nosso camisa 01 (em 2005, ainda 1) e relembrando Sua atuação naquela partida, ninguém vai me convencer que não foi Ele quem, com os olhos mesmo, tirou aquela bola do gol e a colocou no travessão.

A camisa pesa, sim!

Se vocês lembrarem ou reverem os gols da semifinal de Liverpool 3 X 0 Saprissa, verão um do capitão e “imbatível” Gerrard, o segundo do jogo. Cruzamento da esquerda e o inglês pegou de primeira. Lindo! Até hoje ele faz uns gols assim. Pois bem, três dias depois, apareceu a mesma chance. Cruzamento da esquerda, Edcarlos cortou e a bola se ofereceu para o camisa 8 chutar quase da mesma posição uma bola bem mais fácil. Mas aí não era o Saprissa, era o São Paulo. E no gol... Ele! Chute saiu todo torto e fraco para fora. Tudo bem, Gerrard. O mundo te entende.

O início do show

Até então, Rogério estava “apenas” sendo seguro. Mas aos 38 minutos do primeiro tempo, Ele começou Seu show. Falta pela esquerda. Cruzamento na área, Luis García (sempre ele) desvia e Rogério, com um mundo de pessoas na frente, Se estica inteiro e espalma uma bola que quicou antes de chegar ainda. Um milagre! O primeiro. E eleito por Ele mesmo a defesa mais difícil do jogo.

Milagre número 01: eleito por Ele mesmo, o mais difícil do jogo.
Foto: EFE
Intervalo

Assim como o pré-jogo, todos sabem o que fizeram e o que sentiram naquele intervalo. Depois de 50 minutos de primeiro tempo, respirávamos novamente. Tivemos quinze minutos para juntar fôlego antes de comemorar algo para sempre.

Segundo tempo: o início

Com a saída de bola do Liverpool, aos sete segundos o Edcarlos já tinha afastado de cabeça uma bola na entrada da área. Com pouco mais de três minutos, uma cabeçada despretensiosa e sem perigo do Cicinho, após cobrança de falta, foi a última finalização da equipe no jogo. Nem precisava de mais. O gol já tinha saído e na meta do outro lado tínhamos (e ainda temos!) quem garantisse.

Todos têm goleiros, só nós temos Rogério: a defesa histórica

Quase sete minutos. Falta perigosa. Batedor excelente. Goleiro perfeito. Defesa milagrosa. Pode não ter sido a mais difícil, mas foi a mais simbólica. (Mais) um milagre! Algo inacreditável, épico, monumental! Ele inverteu a barreira e simplesmente voou! Aquilo não foi impulsão seguida de um salto, foi um voo! Me avisem quando um humano fizer isso...

Já perdi a conta de quantas vezes usei essa imagem. Todas merecidas. Sim, Ele sabe voar.
Foto: Divulgação
Tapa!

Aos nove, Kewell passou por Cicinho e errou o cruzamento. Mas errou jogando direto para o gol, encobrindo o Rogério. Encobrindo? Um gigante desse? O maior de todos? Aí não... recuperação, posicionamento e tapa para escanteio!

Erro de arbitragem? Só se foi contra nós...

Descida pela esquerda. Danilo segura e espera a passagem de Junior. Enfiada de bola para ele, dentro da área, que avança contra dois marcadores do Liverpool e cai. Um lance no mínimo duvidoso e bastante reclamado. Até hoje não tivemos uma câmera clara. E foi o único (único!) lance duvidoso da partida.

Lugano, o Ronaldão loiro

O árbitro não deu pênalti e, no contra-ataque, Gerrard avançou e Lugano levantou o astro “imbatível”. Carrinho semelhante e exatamente na mesma faixa do campo em que, em 1992, Ronaldão levantou Stoichkov, astro do Barcelona, no Mundial (veja aqui). Assim como nosso ex-zagueiro, o uruguaio fez uma partida excepcional e passou longe de fazer “só isso” no jogo, mas ambos os lances também simbolizaram as respectivas conquistas. Era para vermelho? Claro que não. O inglês deu um tapa em direção à linha de fundo e, por mais que tivesse um companheiro na área, havia outro defensor também. Em outras palavras, em nenhum momento o Lugano “trocou o gol pela falta”, que é o que diz a regra. Nossos adversários chorões precisam estudar mais o futebol...

Lugano, ídolo, correndo em direção ao Rogério, emocionado, imediatamente após o apito final
Foto: Getty Images
Parou, parou, parou e parou!

Quem disse que o Rogério não ia deixar os ingleses fazerem um gol? Pode fazer à vontade, mas só quando não vale. Cobrança de falta que a defesa do São Paulo afastou. Na sobra, o time saiu de trás e Gerrard devolveu na área. Luís García finalmente fez o gol. Mas ele, junto com outros três companheiros, estava alguns metros adiantado. Aí não vale, né? Quatro impedidos? Rogério nem precisou ir na bola...

 Ainda não desistiu Luís García? Outro milagre, então...

Agora está valendo? Ok. Se Rogério fosse humano, seria O único ser a banalizar milagres. No melhor sentido da palavra “banalizar”. Mas sabemos que Ele não é. Lançamento em profundidade, o espanhol se desvencilha de Lugano um pouco e, em condição legal, bate forte, à queima-roupa, fora do raio de ação do M1TO. Digo, se Ele tivesse um limite de atuação, seria fora do raio. Agilidade, reflexo, posicionamento e... milagre! Ainda não inventaram palavras suficientes para descrever todos os feitos Dele nessa partida.

Nem os jogadores do Liverpool reclamaram...

Escanteio pela direita, bola na área e o árbitro apita a irregularidade com ela viajando ainda. Todo mundo parou (o Rogério já estava quase sentado), menos o Hyypia, que tocou para dentro do gol. Isso nem deveria ser contado como “gol anulado”, mas tudo bem.

Quem é que sobe? Todo mundo!

Foi absurdo o que tivemos de jogo aéreo naquele dia. E foi absurda a atuação de todo o sistema defensivo! Rogério, Fabão, Lugano, Edcarlos... vimos até os “gigantes” Mineiro e Josué saltando e cabeceando! Aquele dia foi demais...

Do you wanna a dance?

Parafraseando o grande artista musical Johnny Rivers (americano, ou seja, fala a língua do pessoal de Liverpool), Amoroso decidiu convidar um rival para dançar. Faltando 10 minutos para o acabar o jogo, contando os acréscimos, o São Paulo tentava ficar um pouco com a bola, mas sem muito sucesso. Porém, em um desses momentos, nosso camisa 11 recebeu pela esquerda, no meio campo, e quase em cima da linha lateral tirou Sinama para dançar com dois dribles desconcertantes. O francês havia entrado há quatro minutos. Quase deu pena. Ele ainda iria aparecer de novo no jogo, mas nem precisou responder o convite. Baila, Sinama Pongolle!

Sem roubar, por favor

Quarenta e três minutos do segundo tempo. Bico para o alto na área do São Paulo. O enorme Peter Crouch, já em campo, ajeita de cabeça para o impedido Luis García rolar para o meio e o “dançarino” Sinama Pongolle completar para o gol. De novo anulado. De novo corretamente. De novo o lance já havia sido parado antes da conclusão. De novo alguns jogadores pararam no lance por causa disso, como nosso “bandeirinha” Lugano, que levantou o braço antes, viu a sinalização e abandonou a marcação. Bem depois do jogo, creio que até que depois de 2005, usaram o tira-teima: foram 18 centímetros de impedimento (como dito no filme “Soberano 2”). Não há discussão.

Eu falei sem roubar...

Quarenta e seis e meio! Chutão para dentro da área. A sobra ficou para o Riise, se não me engano, que deu um toque nela e... piscina! Se jogou de uma maneira um tanto quanto constrangedora. Desespero bateu nele e ele caiu. Mas como o desespero não joga no São Paulo e nem faz falta... segue o jogo!

Emblemático!

Entre os minutos 47 e 48, foram duas finalizações do Liverpool. As duas últimas. Ambas tortas, para fora, quase do mesmo lugar. Nada mais que justo que uma fosse do Gerrard, o “imbatível” capitão do Liverpool, e a outra fosse do insistente Luis García, que reclamou o jogo inteiro, disse que o bandeirinha estava maluco, jogou bola na trave, cabeceou para um dos milagres do M1TO, chutou à queima-roupa para outro milagre, fez gol anulado, deu assistência para outro anulado e, no final do jogo, todo “bravinho” e com cara de derrotado (há!), disse que a atuação do Rogério “não foi nada demais”. A sua que foi, Luís García! Aliás, bonita medalha de prata...

Tinha que acabar assim...

Com tiro de meta e com o tempo estourado. Para o são-paulino já saber que o título heroico havia sido conquistado e só precisar esperar o chute Dele, do M1TO, para comemorar de vez. Nada mais justo. Dentre os grandes, és o primeiro...

Comemoração após o final do jogo. O Tri, heroico, é nosso. E a festa foi maravilhosa...
Foto: Alexandre Battibugli
Pós-jogo

Reparem em uma coisa: em todo título ou grandes comemorações dentro de campo, existem alguns focos de celebrações. As concentrações de festa dos integrantes são feitas sempre (sempre!) em mais de um ponto do campo. Não naquele dia. Todos, imediatamente após o apito final, saíram correndo em direção à pequena área do São Paulo. Mais especificamente em direção a Ele. Mineiro, Lugano, Aloísio... todos os outros heróis do dia se renderam a Ele. E a festa começou assim. Até hoje não parou e nem vai parar, afinal, é algo eterno, para a história, único! É TRI!!!

Eles não se importam. Claro que não...

Temos o vídeo com alguns dos melhores momentos do jogo (veja aqui e aqui). Reparem, em diversas ocasiões, o desespero de Gerrard, Luís García, Peter Crouch e companhia. Desespero nítido de quem não se importa com jogo e com o campeonato. Ou pior: vejam o vídeo completo do jogo (no começo do texto) e assistam ao lado derrotado após o apito final e a premiação! Claramente eles não estavam nem aí. É uma pena que eu não saiba mexer em edição, porque daria para fazer um longo vídeo sobre as lamentações, o desespero e a tristeza dos ingleses durante e após o jogo.

Gerrard, o "imbatível", sendo consolado pelo M1TO evidentemente sem se importar com o vice e feliz com a bola de prata
Foto: Reuters
Portanto, são-paulino, comemore. E comemore muito! Porque é mais que merecido. É a história que foi escrita, a glória máxima que foi alcançada e, hoje, faz aniversário. Comemore pois O grande herói daquela decisão ainda nos dá muitas alegrias e muito orgulho. E os outros heróis estarão sempre guardados nas nossas melhores lembranças. Ídolos! E, por fim, comemore porque só um clube no Brasil é tricampeão mundial. E só um clube no Brasil parou a maior cidade da América Latina para recepcionar os campeões em outro dia histórico, o qual o número de pessoas na rua, segundo as próprias autoridades, era "incalculável". Só o São Paulo.

E ah! O Rogério perdeu os primeiros jogos de 2006. O motivo? Ele jogou o Mundial com o menisco (joelho) precisando de cirurgia. E fez o que fez. Deu para entender por que as menções a Ele são sempre feitas com letras maiúsculas? 

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16 de dezembro de 2014

79 anos do renascimento Tricolor



Por Éder Moura

Histórica foto durante a inauguração da nova sede em 1936: o São Paulo estava definitivamente de volta
Hoje é dia 16 de dezembro. Há exatos 79 anos, tínhamos um acontecimento que iria interferir na sequência do futebol brasileiro e mundial: nascia, ou melhor, renascia o São Paulo Futebol Clube.
Fundado pela primeira vez em 25 de janeiro de 1930, fruto da junção de antigos dirigentes do Clube Athlético Paulistano e da Associação Athlética das Palmeiras, o São Paulo nasceu forte, comandado em campo pela lenda Arthur Friedenreich.

Nos gramados, tudo foi bem, com o título paulista de 1931 e o vice em 1932, 1933 e 1934, além do segundo lugar também no Torneio Rio-São Paulo de 1933. Fora das quatro linhas, porém, as coisas iam de mal a pior, com muitas disputas internas e a situação cada vez mais insustentável. O resultado foi o encerramento das atividades do clube e sua anexação pelo Clube de Regatas Tietê em maio de 1935.

Com muitos diretores indignados pela decisão, surgiram vários outros clubes na sequência, dispostos a não deixar a alma tricolor desaparecer. Mas foi em 16 de dezembro de 1935 que o retorno do São Paulo Futebol Clube, com mesmo nome, cores, escudo e uniformes foi sacramentado, sob a presidência de Manuel do Carmo Mecca.

A estreia no Campeonato Paulista de 1936 foi com uma vitória por 3x2 sobre a Portuguesa Santista e marcou o início de um período de muita luta. O restante dos anos 30 foi muito difícil, mas serviu de base para uma década de 40 totalmente gloriosa e que consolidou o São Paulo como uma das maiores forças do futebol brasileiro.

Hoje em dia, é muito comum ouvirmos comentários sobre falência, como parte das inúmeras lendas urbanas que existem sobre o Tricolor. Mas, como pode ser facilmente constatado, o São Paulo jamais faliu.


A torcida tricolor tem todos os motivos para comemorar no dia de hoje. Mais do que qualquer coisa, o dia 16 de dezembro é o símbolo da força dessas três cores, que, como uma fênix, tem o poder de renascer das cinzas. Há exatos 79 anos, o São Paulo Futebol Clube voltava para ficar, e para ser muito mais forte que antes. Definitivamente, retornava como um verdadeiro Soberano.

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15 de dezembro de 2014

A 6ª edição da campanha Sangue Vermelho, Branco e Preto fecha o ano de 2014 com mais de 350 participantes



Neste sábado (13/12), aconteceu na Pró Sangue Clínicas, em São Paulo, a 6ª edição da campanha “Sangue Vermelho Branco e Preto”, idealizada pelo site SPFC1935 (www.spfc1935.com.br) . A grande mobilização nas redes sociais atraiu um grande número de tricolores e as doações poderão salvar
muitas vidas.
Equipe do SPFC1935 com Marcos Bonequini e o palhaço Sujiro
A campanha contou com a presença de dois ex-goleiros do São Paulo, Waldir Peres e Marcos Bonequini, Weber Lima da Rádio Estadão e do conselheiro tricolor Marco Aurélio Cunha. Como de praxe, o palhaço Sujiro do grupo Clown at Work esteve presente e animou os doadores durante todo o dia e para deixar nosso sábado ainda mais bonito, contamos com as participações das musas Fernanda Saldanha (que foi nomeada madrinha da campanha), Jéssica Nunes e Hollympia Fortunato.

Waldir Peres e seu fã de infância: Sr. Carlos
Waldir Peres chegou por volta de 10h30 e foi a atração na Pró-Sangue. Muito simpático com todos, o herói do primeiro título brasileiro do clube em 1977, sorriu, acenou, posou pra fotos e conversou com os fãs. “É um prazer ver Waldir Peres aqui. Eu brincava de futebol na infância e a cada defesa que fazia, gritava o nome dele”, afirmou o doador Carlos Moraes que participou da campanha pela segunda vez e, neste sábado, levou sua filha Milena para doar.
Além de Waldir, Jeanette Rozsas, a escritora do livro “O Moço que Veio de Garça” que conta a história do jogador também esteve conosco.

Marco Aurélio Cunha sempre presente
Marco Aurélio Cunha também prestigiou o evento e conversou bastante com doadores, funcionários da Pró-Sangue e com os colunistas do site SPFC1935. Contratações, desempenho do time, reforma no Morumbi, política do clube e outros assuntos foram debatidos e o conselheiro, como sempre, muito transparente, nos informou e opinou sobre a melhor maneira de fazer com que nosso São Paulo cresça e vença cada vez mais.

Weber Lima, apresentador da Jornada Esportiva da Rádio Estadão foi o primeiro a chegar para doar sangue e Marcos Bonequini comemorou conosco o feito de 1992, quando o São Paulo foi campeão Mundial Interclubes pela primeira vez, no Japão, grupo do qual o goleiro fez parte.

Eveline Jorge, a ilustradora do projeto “Um M1TO por dia” nos presenteou com uma linda exposição de seus desenhos. Decoramos o andar da doação com caricaturas lindíssimas de Telê Santana, Raí, Muricy Ramalho e diversos desenhos de Rogério Ceni em momentos marcantes da carreira. O corredor do segundo andar ficou estrelado e tricolor.
Um M1TO no Chile

A ilustradora Eveline Jorge e seus desenhos












Fernando Silva, responsável pela campanha “Doe 1 Minuto” que incentiva as pessoas a doarem sangue e gravar um vídeo de um minuto desafiando seus amigos também esteve conosco neste sábado e nossos amigos da Rádio São Paulo Digital, Ricci Jr e Renato Souza, também salvaram vidas com suas doações.

Doadores fazem o bem durante a campanha
Os números finais indicam que 109 pessoas foram cadastradas pela campanha e o resultado, após triagem, foi de 86 bolsas coletadas. Com esse número, a expectativa é que a doação possa salvar cerca de até 344 vidas.
Como resumo de 2014, a Pró-Sangue registrou 362 candidatos que mencionaram doar pela campanha “Sangue Vermelho, Branco e Preto”, sendo 283 bolsas coletadas no total (nas duas ações realizadas este ano).

A 6º edição da campanha “Sangue Vermelho, Branco e Preto” contou com o apoio da Passaporte FC (agência de viagens do São Paulo FC), Agropecuária Brasil Agrícola, Sementes Sertão Grande (Ribeiro Perboni Produtos), Orsatti Advocacia e Assessoria Jurídica, 3R Comunicação Visual e toda a equipe da Pró-Sangue. A 7ª edição da campanha está prevista para acontecer ainda no primeiro semestre de 2015, entre abril e junho.  

Confira as fotos da 6ª edição da campanha AQUI.  

Créditos fotográficos: SPFC1935/Divulgação


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13 de dezembro de 2014

Carlinhos precisa mudar para dar certo no São Paulo



Carlinhos acertou contrato e jogará no São Paulo pelos próximos três anos (Foto: saopaulofc.net)
Com a iminente saída de Alvaro Pereira na metade da temporada que está por vir, o São Paulo anunciou a contratação do lateral-esquerdo Carlinhos, revelado pelas categorias de base do Santos, com passagens por Cruzeiro, Mirassol, Santo André e Fluminense, clube onde atuou até novembro deste ano.

Carlinhos, que tem 28 anos, será, a principio, opção de banco no Tricolor. Isso porque vem em baixa para o Morumbi. Reserva no Fluminense de Cristovão Borges, Carlinhos precisará dar a volta por cima mais uma vez em sua carreira se quiser dar certo como jogador do São Paulo.

Tido como promessa na base santista, Carlinhos, segundo pessoas próximas e também seu ex-técnico no time do litoral, Vanderlei Luxemburgo, se deslumbrou. As sequentes convocações para a Seleção Brasileira de base, aliada a uma convocação para a Seleção Brasileira principal no início da sua carreira acabaram por mudar a cabeça do jogador, que tornou-se um problema para o Santos.

Sem conseguir vender Carlinhos, a equipe paulista passou a emprestá-lo. Todavia, Carlinhos nunca brilhou durante os empréstimos, passando os anos de 2006, 2007, 2008 e 2009 quase que no ostracismo total. 

Carlinhos, de costas, foi companheiro de Ganso no Santos,
depois rival no Paulistão 2010 e agora volta a ser parceiro do maestro  (Foto: Uol)
Somente em 2010, quando fez parte daquele belo time do Santo André vice-campeão paulista, no fatídico jogo do "eu fico" de Ganso para Dorival Jr (Ganso se recusou a deixar o gramado durante a final), Carlinhos teve seu recomeço desejado. As boas partidas pelo time paulista fizeram Carlinhos ressurgir. Quase acertado com a equipe do Palmeiras, o lateral recebeu uma oferta melhor do Fluminense e acabou se transferindo para o Rio de Janeiro. 

Muricy, atual técnico do São Paulo, era o treinador do Fluminense na época e Carlinhos brilhou na campanha que sagrou a equipe das laranjeiras como campeã brasileira. Com alguns gols e outras tantas assistências. principalmente para Fred e Emerson Sheik, Carlinhos passou a ser um dos melhores jogadores de sua posição no Brasil. O jogador também foi campeão brasileiro pelo Flu no ano de 2012, comandado por Abel Braga. No entanto, mesmo campeão e titular, Carlinhos já recebia críticas da torcida.

Depois de 2012, quando já apresentava indícios de queda de rendimento, Carlinhos nunca mais foi o mesmo. Jogou boa parte dos jogos do Fluminense em 2013, ano que, em campo, a equipe carioca foi rebaixada, mantendo-se na primeira divisão graças aos erros da Portuguesa. As críticas passaram a ser mais pesadas em cima do lateral-esquerdo.

Carlinhos em ação pelo Flu em 2014. Cena rara. (Foto: Zimbio)
2014 talvez tenha sido, de longe, o pior ano de Carlinhos no Fluminense. Aparentemente acomodado no clube, o futebol do lateral despencou, sendo preterido na segunda metade da temporada por Chiquinho, meia de origem, mas que no Flu atuava improvisado na lateral esquerda. A improvisação do meia Chiquinho, que terminou o ano como titular do Fluminense, mesmo tendo Carlinhos no grupo demonstra bem que a fase do novo lateral-esquerdo do São Paulo não é nada boa.

Carlinhos precisa mudar para dar certo no Tricolor. O lateral que avançava bastante e que tinha precisão nos cruzamentos, sendo rei de assistências, precisa voltar a aparecer. O reserva do Fluminense, preguiçoso e sem tesão de jogar futebol, sem gana para tentar jogadas mais agressivas de linha de fundo, por exemplo, precisa ficar no passado. O Carlinhos que o São Paulo precisa passa bem longe do Carlinhos atual. 

Entendo que o lateral-esquerdo foi uma boa aposta do clube, entretanto, não teria dado-o três anos de contrato, justamente por chegar ao clube tão em baixa. Carlinhos pode dar, mais uma vez, a volta por cima no Tricolor e tornar-se peça chave para Muricy, como aconteceu outrora, mas também pode acabar tornando-se um problema para a direção resolver. Torço para que o lateral-esquerdo reencontre a vontade de jogar futebol no São Paulo, pois sem isso é muito pouco provável que obtenha sucesso. 

Reage, Carlinhos! Tens de jogar! A vida te deu uma nova chance de brilhar!

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12 de dezembro de 2014

PROMOÇÃO: #SangueVermelhoBrancoePreto e #EuNoMorumbiTour neste dia 13/12/14





Com o apoio da Passaporte FC, a agência de turismo do São Paulo Futebol Clube, lançamos um desafio para você, torcedor e doador que participará da campanha “Sangue Vermelho, Branco e Preto” neste sábado, dia 13 de dezembro, na Pró-Sangue/Clínicas.
Queremos incentivar você, participante de um ato tão grandioso como este de salvar vidas, a contar para todos seus amigos e seguidores que você está engajado neste propósito e, de quebra, te presentear com um par de ingressos cortesia para participar do MORUMBI TOUR!
Para isso é preciso que:
Colunistas do SPFC1935 na doação
1) Postem suas imagens no momento da doação (seja na Pró-Sangue em São Paulo ou em qualquer lugar do Brasil em que esteja doando sangue);
2) Edite suas fotos usando as hashtags #SangueVermelhoBrancoePreto e #EuNoMorumbiTour e poste em seu Instagram/Facebook
Depois de terminada a campanha, iremos avaliar e escolher as 5 melhores fotos e premiar os ganhadores com um par de cortesias para realizar o Morumbi Tour. (*Importante frisar que teremos acesso aos perfis que estiverem desbloqueados para busca). 
Anunciaremos os ganhadores no próximo domingo, dia 20 de dezembro e a data para realização do tour será definida em parceria com a Passaporte FC.
Além de concorrer a um passeio incrível pelas dependências do Estádio do Morumbi, você nos ajuda a divulgar uma ação tão nobre e, de quebra, mostra sua participação na campanha "Sangue Vermelho, Branco e Preto".
São Paulindas no Museu de Conquistas do SPFC (Foto: Leonardo Hirai)
E aí, podemos contar com seu engajamento, mais uma vez? Afinal, o torcedor é o grande responsável pelo crescimento constante dessa campanha.
Agradecer é pouco, por isso, queremos agradá-lo de alguma forma, afinal... #JuntosSomosMaisFortes
 Passaporte FC - http://www.passaportefc.com/ 
Confirme sua presença na campanha "Sangue Vermelho, Branco e Preto", aqui: https://www.facebook.com/events/1489271828027070/

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Especial 22 anos do Mundial de 1992: o adversário lendário e a consagração máxima



Caros tricolores,

No próximo dia 13 de dezembro, sábado, completa-se 22 anos da conquista do primeiro Mundial Interclubes pelo São Paulo. Nesta data, nós realizaremos a Campanha Sangue Vermelho, Branco e Preto, voltada para doação de sangue. Convidamos você a participar. Seja um doador! Saiba mais detalhes AQUI.


Para celebrar mais um aniversário dessa gloriosa conquista, durante a semana você terá uma série de textos que abordarão histórias relacionadas a este título inesquecível. Leia o quinto e último da sequência abaixo:

Por: Éder Moura

Um clube emblemático, considerado um dos mais poderosos do mundo, mas que nunca havia conquistado seu continente. Esse era o Barcelona em 1992, que ainda sonhava com sua primeira Liga dos Campeões.

Foto posada antes da partida: São Paulo chegava ao topo do mundo pela primeira vez – a primeira de muitas 
Foto: Site Oficial SPFC
Aquele time, porém, acabou com a espera culé. Comandado pela lenda holandesa Johan Cruyff, que já havia feito história no clube como jogador, o esquadrão de Zubizarreta, Ronald Koeman, Stoichkov, Michael Laudrup, Guardiola e vários outros conquistou a liga espanhola em 1991, colocando um fim na incrível hegemonia do então pentacampeão Real Madrid.

Na temporada 1991/1992, o bicampeonato local consolidou aquela equipe, mas ainda havia a cereja do bolo: o tão esperado título europeu. E ele veio de forma dramática, com a vitória por 1x0 sobre a Sampdoria em Wembley, com gol de Koeman já na prorrogação. Aquele time, que mais tarde teria o reforço de Romário, ainda conseguiria o tetracampeonato espanhol, algo que nem o time de Messi e cia. alcançou. Não à toa, os catalães chamam o Barça daquela época de “Dream Team”.

Dentre os derrotados da Samp em 1992, havia um veterano brasileiro que ganharia a chance da revanche meses depois: Toninho Cerezo, que aceitou o convite de Telê Santana e veio trazer sua experiência para o São Paulo.

No dia 13 de dezembro de 1992, eis que Cerezo via os blaugrana outra vez na sua frente. Embora tivessem sido goleados quatro meses antes pelo Teresa Herrera, os catalães ainda viam o São Paulo com um certo ar de desprezo. Num fato já bastante conhecido, o goleiro Zetti esticou a mão para cumprimentar Zubizarreta antes da partida. O arqueiro espanhol passou direto, deixando o são-paulino “no vácuo”.

Quando a bola rolou, o São Paulo sentiu a pressão e deixou o Barcelona à vontade em campo. Tanto que, aos 12 minutos, Stoichkov avançou como quis e bateu de fora da área, sem a menor chance para Zetti: 1x0 Barça.

Catalães reclamam falta sobre Palhinha, parecendo pressentir que o título mundial seria decidido nesse lance 
Foto: Site Oficial SPFC
O gol fez muito bem para o São Paulo que, na necessidade, cresceu na partida. Cafu, em chute de fora da área, e Ronaldo Luís, num lance que seria mais um cruzamento que uma finalização, obrigaram Zubizarreta a fazer boas defesas. O empate era questão de tempo e saiu com linda jogada. Palhinha rolou para Müller no meio de campo, o camisa sete desceu em velocidade, deu um drible sensacional para cima de Ferrer e cruzou para o meio da pequena área, onde Raí estava para completar – de púbis, como ele próprio disse.

O São Paulo cresceu no jogo e só não chegou à virada com Müller porque o zagueiro Eusébio salvou praticamente em cima da linha. Mas se de um lado ficou no quase, do outro também. Pouco antes do intervalo, Beguistarian driblou Vítor, fez o que quis na área são-paulina e finalizou, vencendo Zetti. Porém, havia um certo Ronaldo Luís postado estrategicamente em cima da linha, restando apenas o lamento aos catalães.

O segundo tempo mostrou um São Paulo mais incisivo, mas esbarrando no quase no momento da conclusão, muitas vezes graças ao goleiro Zubizarreta. Já o Barça só conseguia levar perigo em lances de longa distância ou bola parada.

Aos 33, o lance crucial: após jogada com Raí e Müller, Palhinha recebe e é “ensanduichado” por Amor e Eusébio.

A cobrança da falta histórica merece ser detalhada pelo próprio mestre que a executou, em palavras descritas no livro “1992: O mundo em três cores”: “Jogada ensaiada, toquei curto para o Cafu, ele só parou a bola para o meu chute cruzado que encobriu a barreira, indo parar no ângulo direito do goleiro... Quando rolei para o Cafu, Zubizarreta, que acabara de formar a barreira, deu dois passos para ver de onde partiria a cobrança e assim fechar o ângulo. Como bati no canto dele, e Zubizarreta já havia realizado todos os movimentos citados, não teve mais como reagir”.

Assista aos melhores momentos da partida:


Com o título nas mãos, o São Paulo ainda quase fez o terceiro, quando Cafu foi à linha de fundo após ótimo drible em Witschge, cruzou na área, mas ninguém aproveitou.

Independente de qualquer coisa, o destino já estava sacramentado. Quando já eram por volta de duas da manhã no Brasil, o árbitro argentino Juan Carlos Lostau apitou o fim de jogo: São Paulo FC, campeão mundial de 1992.

Dez anos após a “tragédia de Sarriá”, o futebol se retrata e dá um título mundial a Telê 
Foto: Revista Placar
Prêmio para um trabalho que havia começado em 1990, que passou por muitas dificuldades, muitos questionamentos. Prêmio para um treinador que virou motivo de deboche no próprio país, tudo porque tinha tudo para ser campeão do mundo dez anos antes, na Espanha, mas os deuses da bola, sabe-se lá porque, decidiram não permitir. Curiosamente, coube a retração ser exatamente em cima do Barcelona, clube-símbolo da cidade onde o sonho de ganhar a Copa de 1982 escapou pelas mãos.

Nem sempre o futebol é justo, mas naquele ano de 1992, não poderia ter acontecido nada de forma mais merecida.

E se enganou quem achava que o gigante estava saciado. Apenas uma semana depois, o Tricolor já estava no Morumbi, fazendo 2x1 sobre o Palmeiras e conquistando o bicampeonato paulista. Afinal, essa era a sina do São Paulo de Telê: comemorar um título conquistando outro.

Ficha técnica:

São Paulo 2x1 Barcelona

Estádio Nacional de Tóquio
Público: 60.000
Árbitro: Juan Carlos Lostau (Argentina)
Gols: Stoichkov, 11/1º; Raí, 27/1º e 34/2º

São Paulo: Zetti; Vítor, Adílson e Ronaldo Luís; Cerezo (Dinho), Pintado, Cafu e Raí; Palhinha e Müller. T: Telê Santana

Barcelona: Zubizarreta; Ferrer, Koeman e Witschge; Guardiola, Bakero (Goicochéa), Amor e Eusébio; Beguistarian (Nadal), Laudrup e Stoichkov. T: Johann Cruyff

Fontes: Revista Placar, Wikipédia, Revista São Paulo – Todos os Títulos (Ed. Online), livro “1992: O mundo em três cores”, Vídeos SPFC.

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11 de dezembro de 2014

Especial 22 anos do Mundial de 1992: os heróis do Título



Caros tricolores,

No próximo dia 13 de dezembro, sábado, completa-se 22 anos da conquista do primeiro Mundial Interclubes pelo São Paulo. Nesta data, nós realizaremos a Campanha Sangue Vermelho, Branco e Preto, voltada para doação de sangue. Convidamos você a participar. Seja um doador! Saiba mais detalhes AQUI.

Para celebrar mais um aniversário dessa gloriosa conquista, durante a semana você terá uma série de textos que abordarão histórias relacionadas a este título inesquecível. Leia o quarto da sequência abaixo:

Por: Marco Amaral

Quatro meses após golear o Barcelona no Teresa Herrera, chegava a hora de encarar o esquadrão espanhol novamente. Para derrotar os comandados de Johan Cruyff, no entanto, o Tricolor precisaria de uma boa dose de heroísmo por parte de seus jogadores. 

A equipe catalã tinha um elenco recheado de astros do futebol, com destaque para Andoni Zubizarreta, goleiro da seleção espanhola, Laudrup, o craque dinamarquês e Hristo Stoichkov, que na Copa de 1994 seria um dos grandes nomes atuando pela seleção búlgara. Outro que fazia parte do grupo elenco estrelado era Pep Guardiola (ele que  viria a ser um dos maiores técnicos que o time já teve), volante formado no Barça  e encarregado de marcar o capitão Raí. Após a derrota na Espanha, todos queriam a revanche o Tricolor no Estádio Nacional de Tóquio.

O São Paulo, por outro lado, se não era composto por superstars como seu adversário, tinha uma equipe aguerrida com nomes como Zetti, Vitor, Ronaldão, Ronaldo Luis, Pintado, Adilson, Toninho Cerezo, Cafú, Müller, Palhinha e Raí, só pra citar alguns, sob a o comando do Mestre Telê Santana.

Raí disputa a bola com Koeman em uma das maiores partidas de sua carreira
Foto: Site oficial SPFC
Era um time bem entrosado que aliava técnica e raça como poucos, e por isso mesmo conseguia feitos que antes pareciam impossíveis, como a conquista da Libertadores da América e os Troféus Teresa Herrera e Rámon de Carranza, em que havia goleado gigantes europeus. Ainda assim, chegava como zebra para o Mundial. 

Como dito no início, uma grande conquista só é alcançada com heroísmo. Por isso listamos abaixo alguns dos heróis do título mundial e destacamos a importância de cada um deles:

Zetti: pode-se dizer que ele é o rei dos milagres. Apesar de não ter precisado fazer defesas magistrais no Mundial, foi seguro como sempre. A passagem para o Japão, porém, passou muitos pelas intervenções espetaculares do arqueiro, especialmente na Libertadores. Uma das mais marcantes foi a do pênalti cobrado por Gamboa, do Newell's Old Boys, que deu pela primeira vez a América ao Clube da Fé.

Cafu: Famoso pelo seu vigor físico mesmo com uma idade mais avançada, na juventude, então, Cafu não dava sossego aos marcadores. Apoiava muito o ataque e era um dos responsáveis pelo bom volume de jogo da equipe.

Os heróis do primeiro título mundial são paulino
Foto: Site oficial SPFC
Palhinha: era referência nos lançamentos pela agilidade e também o jogador com quem Raí tinha o maior número de jogadas ensaiadas. 

Müller: Se a ponta direita tinha um Cafú ativo, pelo outro lado quem infernizava a defesa era o camisa 7. O gol de empate saiu de uma jogada espetacular sua, em que entortou o zagueiro do Barcelona antes de cruzar para Raí colocar nas redes.

Pintado: Seu nome é sinônimo de raça. Era um volante que não sabia  o que era bola perdida, era um xerife à frente da zaga e aparecia também na frente quando necessário.

Toninho Cerezo: Era considerado "velho" por conta dos seus 37 anos. Pouco depois do gol de empate, salvou uma bola que havia confundido o goleiro Zetti.
Ronaldão: Tinha como objetivo no jogo manter o Barcelona o mais longe possível do gol São Paulino. Era mesmo difícil passar algum tempo sem ouvir o nome dele.E conseguiu fazer uma das melhores partidas da sua carreira.

Ronaldo Luis: um dos heróis que poucos se lembram, mas que salvou um gol do Barça em cima da linha que poderia ter mudado a história da final. O lance aconteceu no final do primeiro tempo e possibilitou aos nossos heróis irem para o intervalo com a partida empatada.

Raí: O capitão do time, o maior nome da virada São Paulina, autor dos dois gols do título. Um jogador inteligente, o toque de classe no Tricolor. Além de ter feito uma Libertadores espetacular, tendo marcado o gol que levou a segunda partida para os pênaltis, foi o diferencial do Mais Querido no Mundial. Teve presença de centroavante para completar o cruzamento de Müller e mostrou toda a sua categoria na cobrança de falta magistral que resultou no gol do título.

Era um time predestinado a vencer! Com orgulho e raça, fez a camisa ser vencedora, fez brilhar o nome do São Paulo para o mundo.

Fontes: Wikipédia, SPFC Sempre, Youtube

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10 de dezembro de 2014

Especial 22 anos do Mundial de 1992: o primeiro encontro com o Barcelona



Caros tricolores,

No próximo dia 13 de dezembro, sábado, completa-se 22 anos da conquista do primeiro Mundial Interclubes pelo São Paulo. Nesta data, nós realizaremos a Campanha Sangue Vermelho, Branco e Preto, voltada para doação de sangue. Convidamos você a participar. Seja um doador! Saiba mais detalhes AQUI.

Para celebrar mais um aniversário dessa gloriosa conquista, durante a semana você terá uma série de textos que abordarão histórias relacionadas a este título inesquecível. Leia o quarto da sequência abaixo:

Por Éder Moura

Passada a euforia da primeira conquista internacional, com a emocionante vitória na Libertadores, era o momento de o São Paulo começar a se apresentar aos europeus.
Naquela época, era muito comum os clubes brasileiros serem convidados para jogar torneios de verão organizados por clubes espanhóis. Em especial, dois deles: os troféus Teresa Herrera (Deportivo La Coruña) e Ramón de Carranza (Cádiz FC).

Time posa após conquista do Teresa Herrera: apenas um aviso ao Barça
Foto: Revista Placar
Em 1992, o São Paulo foi convidado para disputar as duas competições. O Teresa Herrera, em especial, chamava a atenção por colocar como possível adversário o Barcelona, que acabara de vencer sua primeira Liga dos Campeões e seria o adversário tricolor na disputa pelo título mundial, em Tóquio.

Na fase semifinal, o São Paulo enfrentou o Peñarol e, após empate por 2x2 (Raí e Palhinha marcaram), o Tricolor conquistou a vaga para a final. Na outra chave, o Barça venceu o Deportivo por 2x1 e confirmou a aguardada prévia do Mundial.

Para a decisão, jogada já no dia seguinte às semifinais, os dois times levaram basicamente o que teriam em  campo alguns meses mais tarde no Japão, com pequenas mudanças. No caso São Paulo, Telê escalou Dinho, Ivan e Macedo, que em Tóquio seriam substituídos por Ronaldo Luís, Vítor e Cerezo.

O Barcelona começou com força total e só precisou de três minutos para fazer 1x0, gol de Julio Salinas. Se muitos esperavam pelo massacre, a “alegria” durou pouco, pois Müller, em ótima descida, empatou já aos nove minutos.

Depois disso, o São Paulo “perdeu o medo” pelos catalães e só não foi para o intervalo em vantagem graças à ótima atuação de Zubizarreta.

No segundo tempo, o Tricolor manteve o ritmo e chegou à virada logo aos dois minutos com o reserva Maurício, que acabara de substituir o contundido Palhinha.

Aos quinze, Raí lança Macedo, que é derrubado por Zubizarreta: pênalti e goleiro expulso. O camisa 10 cobrou com a maestria de sempre e fez 3x1.

Atordoado, o time culé passa a cometer erros infantis e, apenas três minutos mais tarde, o goleiro Busquets (que entrara após a expulsão de Zubi), pegou com as mãos uma bola recuada pela zaga: falta em dois lances, que o mestre Raí aproveitou para transformar a vitória em goleada: 4x1.

Capa do diário “Mundo Deportivo” destaca o massacre tricolor na Galícia (Jornal Mundo Deportivo)
Com quase vinte minutos pela frente e um jogador a mais, o São Paulo teve tempo para construir um placar ainda mais dilatado, mas com a grandeza de um esquadrão histórico, o time de Telê constatou que já havia mostrado ao Dream Team do Barça aquilo do que era capaz. A fera já estava abatida e o recado estava dado. O momento, agora, era de se preparar para o reencontro de quatro meses mais tarde. Os catalães, de orgulho ferido, juravam vingança, mas o Tricolor mostrou que estava pronto.

Assista aos gols da goleada sobre o Barcelona:



Para mostrar que a goleada em Coruña não foi por acaso, logo na sequência o Tricolor foi ao sul da Espanha jogar o Ramón de Carranza, em Cádiz. Após fazer 2x0 nos donos da casa, o São Paulo foi jogar a final contra o Real Madrid. Se o Barcelona, bicampeão espanhol e campeão europeu foi impiedosamente goleado, o que esperar de um Real Madrid em busca de reformulação? Um massacre ainda maior. E foi o que aconteceu, com um espetacular 4x0, gols de Elivélton, Raí e Müller (duas vezes).

Veja os gols da vitória sobre o Real Madrid:


São Paulo, o Brasil e a América já estavam conquistados e o cartão de visitas à Europa já havia sido entregue. O São Paulo Futebol Clube estava pronto para, enfim, conquistar o mundo.


Fontes: TricolorPaulista.net; Wikipédia, SPFC Vídeos, Revista Placar

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