27 de janeiro de 2015

Paulistão é o aperitivo para a temporada



Por Éder Moura - @eder_sp88

Já virou tradição: todo começo de ano, um monte de torcedores (de todos os clubes) fazem cara feia e desdenham dos campeonatos estaduais. No caso tricolor, não é diferente. Muitos são aqueles que dizem que o "Paulistinha" não vale nada e desprezam jogos contra Ituanos, Oestes e Marílias da vida. Mas o fato é  que o Campeonato Paulista pode servir como um ótimo estimulante para uma  temporada vitoriosa.

Título paulista em 2005 embalou o time para conquistas maiores (Revista Placar)


Um ótimo exemplo vivido pelo próprio São Paulo foi em 2005. Na última vez que vencemos o Paulista, o torneio serviu não só para azeitar ainda mais o time, que tinha uma base montada em 2004, como também ajudou a espantar a pecha de "time de pipoqueiro" e mostrando para aqueles jogadores que eles tinham sim potencial para serem campeões. Por mais que o Campeonato Paulista já não tenha o mesmo peso de antes, é inegável a diferença que faz conquistar um título, ainda mais no caso do nosso elenco atual, que possui poucos jogadores com um número considerável de troféus no currículo.


Nossos rivais também mostram o quanto o estadual pode ser decisivo para uma temporada vencedora. O Santos de 2010, por exemplo, descobriu o potencial que tinha através de uma campanha formidável no Paulista. Com o título em mãos, se encheram de confiança e levaram também a Copa do Brasil. Outro exemplo, já fora de São Paulo, foi o Atlético-MG de 2013.

Por isso, é muito importante que a torcida são-paulina esteja próxima à equipe no Paulistão. Obviamente, ninguém espera 30 mil pessoas no Morumbi contra o São Bento numa quinta-feira à noite, mas será de extrema importância comparecer nem que seja um pouco acima da média histórica ao longo da primeira fase. O São Paulo não vence o estadual há exatos dez anos (maior jejum desde a conclusão do Morumbi) e, como já disse, não temos muitos jogadores acostumados a serem campeões. Usar o Paulista como ensaio para as coisas maiores que 2015 nos reserva é um ótimo negócio. Portanto, pense bem antes de desdenhar o "Paulistinha"!

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26 de janeiro de 2015

Ano novo, problemas velhos



O ano de 2015 ainda nem começou oficialmente, mas pode-se dizer que, provavelmente, o São Paulo irá conviver com os mesmos problemas da temporada passada dentro de campo: a falta de velocidade e o sistema defensivo.

As partidas diante de Vasco e Flamengo, em Manaus, mostraram uma equipe com as mesmas características de 2014. E antes que abram a caixa de xingamentos dizendo que ainda estamos na pré-temporada, eu digo o porquê penso dessa maneira (fora os amistosos): os jogadores são quase todos os mesmos e o time base é muito semelhante àquele do ano passado. Em outras palavras, a característica foi mantida.

Time é de 2015, mas com problemas de 2014.
Foto: Rubens Chiri/Site Oficial
O time tem posse de bola, mas simplesmente não agride o adversário, não sabe o que fazer com ela. É uma equipe lenta e previsível. Com as novidades nas laterais, uma alternativa se apresenta. Cresce a opção de jogo pelos lados, uma boa alternativa em jogos difíceis, mas também deixa mais exposto o sistema defensivo, agravando ainda mais o que pode ser chamado de principal problema da equipe.

Carlinhos é um nome que me agrada. Tem boa finalização de média distância, facilidade de chegar ao fundo e é um bom reforço no jogo aéreo. O Bruno saiu sem brilho do Fluminense e tecnicamente deixa bastante a desejar. Ambos precisam se acertar defensivamente para que não haja sobrecarga.

Lá na frente, a questão está nas peças do time. Luis Fabiano, Alan Kardec, Ganso, Michel Bastos, Alexandre... nenhum deles é jogador de velocidade. Os dois últimos têm, no máximo, explosão (e o último só quando quer ter, quando decide jogar, participar...). Isso é complicado, porque o São Paulo atual não tem uma jogada de velocidade, um drible um pouco mais objetivo e próximo à área e o pior: não tem contra-ataque.

Com a camisa do São Paulo, Osvaldo fez 161 jogos, 20 gols e deu 31 assistências. Praticamente uma participação direta em gol a cada três jogos. Não era tido como o jogador ideal, mas haverá reposição à altura?
Foto: Divulgação
Dá para gerar entrosamento e quebrar a falta desse velocista, mas é muito complicado e muito vezes vai “travar” o time. Na minha opinião, é necessário trazer um jogador com essas características, porque não creio que o Cafu seja o homem certo para suprir as necessidades de um clube como o São Paulo.

Os boatos de hoje que vieram com mais força são de que o clube tenta o zagueiro Éder Balanta, do River Plate, e o meia-atacante Adrian Centurion, do Racing. O último, inclusive, parece estar perto de ser anunciado, segundo o próprio presidente do clube de Avellaneda. Confesso não ter conhecimento suficiente para opinar sobre o meia de 22 anos. Aparentemente, ele possui as características necessárias, mas viria por muito dinheiro (especula-se R$12,5 milhões por 70% de seus direitos) e tem números modestos. Já o colombiano, de 20 anos, é tido como uma das grandes revelações da América do Sul, com interesse manifestado por gigantes europeus. Isso fez o seu valor de mercado subir bastante e não será fácil tirá-lo de Buenos Aires.

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24 de janeiro de 2015

São Paulo enfrentará seu oposto Flamengo



Cadência contra velocidade. Apoio dos laterais contra "laterais base". Meia de toque refinado contra meia de condução, intensidade. Atacantes de referência contra atacantes de extrema movimentação. Esses são apenas alguns dos pontos que fazem a "decisão" do Torneio Super Series, em Manaus, neste domingo, ser mais interessante. São Paulo e Flamengo são opostos, escolheram filosofias de jogo totalmente contrárias para começar a temporada 2015.

Flamengo e São Paulo são opostos, como podemos observar no painel tático. Fla aposta na velocidade e
movimentação. Tricolor busca em Ganso, Michel Bastos e laterais a bola "boa" para os seus definidores Alan Kardec e Luis Fabiano (Imagem: Sérgio Ricardo Jr./SPFC1935)
Enquanto Luxemburgo aposta na intensa movimentação dos seus homens ofensivos, Muricy/Milton Cruz apostam na posse de bola, na cadência, na busca pelo espaço. No Flamengo, mesmo com Léo Moura aos 35 anos, Luxa tenta fazer algo que na Europa é muito comum: ter laterais que não apoiam, defensores em sua essência. A missão de Vanderlei não será fácil, assim como a dos comandantes do São Paulo, que pediram a contratação de laterais ofensivos, no que seria a tentativa de ter válvulas de escape em velocidade, algo que a armação do time, pela características dos jogadores, deixa a desejar.

Flamengo tem no argentino Canteros organização e
distribuição do jogo (Foto: Site do Flamengo)
Se na defesa temos a primeira diferença, no caso, os laterais, no meio as coisas continuam divergentes. Os volantes são parecidos, tanto Denílson quanto Caceres são jogadores de passe apurado e marcação sustentável, com vantagem para o paraguaio. Souza e Canteros são os caras de saída, como gostam de dizer os especialistas que repetem discurso enlatado. Souza tem mais velocidade e infiltração, Canteros mais precisão nos lançamentos e na organização do jogo. Ganso e Arthur Maia são água e óleo. Arthur tem condução e velocidade, busca sempre a tabela. Ganso tem o passe e o drible curto. Tecnicamente, existe uma diferença grande entre os dois jogadores, entretanto, Arthur consegue compensar fazendo mais de uma função no gramado. 

O ataque é outro ponto totalmente diferente entre São Paulo e Flamengo. Se na linha de meio, abertos, com a função de sustentar a organização do time e sair em velocidade pelo lado do Flamengo estão Gabriel e Everton, o Tricolor só consegue algo próximo com um jogador, Michel Bastos. Marcelo Cirino, considerado a melhor contratação do futebol brasileiro, vem sendo aproveitado por Luxemburgo mais centralizado, porém ainda sim longe de ser um jogador de referência, como os dois do São Paulo, Kardec e Luis Fabiano. Sem dúvida, a movimentação do ataque flamenguista é superior à previsibilidade do ataque são-paulino que, apesar disso, é mais decisivo.

Michel Bastos é a solitária opção de movimentação do
 meio/ataque são-paulino (Foto: Zimbio)
Confesso estar bem interessado na partida, principalmente depois de assistir as duas equipes jogarem. É possível identificar as falhas e pontos diferenciais dos dois times, e o encaixe nos estilos de jogo é quase que perfeito. Acredito que a movimentação intensa dos homens de frente do Flamengo vai aterrorizar a defesa do São Paulo, que perdeu seu único zagueiro de alto nível expulso diante do Vasco. Sem Rafael Toloi, Lucão deve ser titular, e não que isso assuste, o jovem é bom zagueiro, mas como salientei, jovem. E jovem tem erros bobos. Edson Silva fez péssimo jogo, precisa de mais tempo para entrar em forma e aparece como zagueiro pela esquerda, com a responsabilidade de sustentar Carlinhos, lateral suicida e ao mesmo tempo ficar de olho em Gabriel e Marcelo. 

Se o embate entre ataque flamenguista e defesa são-paulina promete muita agitação, o mesmo pode ser dito do outro lado. Léo Moura e Anderson Pico não são grandes marcadores, e devem ter dificuldade com Carlinhos no apoio e Michel Bastos caindo no costado de ambos dependendo da movimentação da equipe paulista, que é mínima dentro do jogo. Kardec e Luis Fabiano também vão incomodar Wallace e o excelente Samir, promessa quase realidade da base flamenguista. 

Se repetir as atuações diante de Shakhtar e Vasco, acredito que a equipe de Luxemburgo vai ser mais perigosa ao São Paulo. Apesar de ficar mais com a bola, e isso deve se repetir no domingo, o Tricolor tem mais problemas para resolver defensivamente. Os pontos fortes do São Paulo são fracos no Flamengo e vice-versa. Alguém tem dúvida de que será um jogo interessante? Sem contar que vale Taça. Sem relevância, bem verdade, mas todo mundo quer ganhar. Domingo, em Manaus, às 16h30, horário de Brasília, São Paulo e Flamengo vão fazer o duelo dos opostos em busca de consistência tática, técnica e física nessa pré-temporada. 

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23 de janeiro de 2015

Copa São Paulo: Eliminado



Por Samara Roque - @saahroque

Eu pensei, repensei e não consegui outras palavras para o título desta coluna. É verdade que o pós jogo esta saindo mais tarde do que o esperado e previsto, mas foi preciso um tempo para assimilar a entrega da final para o Corinthians. Também é verdade que muitos não apostavam que o São Paulo chegaria tão longe, afinal foram muitos os altos e baixos do Tricolor em campo e, mesmo com o gosto amargo da derrota, acho que fomos bem no campeonato (mas não hoje). 

Longe de mim dizer que o jogo foi roubado! O primeiro gol do Corinthians foi legítimo e, talvez, mérito do próprio. Porém, os dois outros gols que consagraram a vitória do rival ocorreram de falhas da zaga Tricolor (quase um deja vu). Mas não posso deixar de fora o pênalti que poderia ser marcado a favor do São Paulo ainda com o placar de 0 x 0 e mudado o destino do jogo. Tivemos chances, muitas delas. Também tivemos a trave contra nós - foram três bolas nela. Mas a sorte não estava ao nosso lado.

Foto: Miguel Schincariol/ saopaulofc.net
O Majestoso começou truncado, as duas equipes com receio de serem totalmente ofensivas e cometerem erros que pudessem acarretar em um gol rival. Aos 21 minutos, o Corinthians balançou a rede com um lançamento de Maycon finalizado por Matheus Vargas. 1 x 0. Demoraram apenas 10 minutos para o São Paulo ver as chances se perderem mais. Em cobrança rápida de falta, Maciel pegou de surpresa a zaga - que falhou - e Léo Príncipe aproveitou a falha para marcar o segundo do time do Parque São Jorge.

Na volta do intervalo o São Paulo veio mais ofensivo. Criou boas chances, mas, como já disse la encima, a sorte não estava do nosso lado. Foram inúmeras tentativas e, aos 26 minutos, Gabriel Vasconcelos lacrou o placar marcando o terceiro gol do Corinthians, após mais uma falha da zaga Tricolor. A partir daí, o rival apenas administrou o jogo e garantiu a vaga na final da Copa São Paulo.

O São Paulo se despede com alguns nomes que podem ganhar destaque em um futuro próximo. João Paulo, Gustavo Hebling e até Luiz Inácio são algumas das apostas. Lembrando que o primeiro só tem contrato até domingo com o Tricolor e que deve ser renovado por mais quatro anos. No campeonato a marca de 20 gols, sendo um olímpico (João Paulo) e duas goleadas ficaram marcadas. E para você, torcedor Tricolor, qual a maior marca e nome do São Paulo na Copinha 2015?

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22 de janeiro de 2015

Majestoso na Copinha: uma história de polêmicas





Por Raiza Oliveira - @ra_iza

Primeiro título da Copinha do Tricolor foi garantido sobre o sccp, em 1993. (Foto: ESPN)
Para chegar à final da Copa São Paulo de Futebol Junior 2015, o São Paulo vai enfrentar hoje à noite ninguém menos que seu maior rival no campo dos últimos tempos: o Corinthians. Pra animar (ainda mais) os ânimos de torcidas tão “amistosas”, o jogo será disputado no estádio Major Levy Sobrinho, em Limeira, que até então estava em reforma e de forma inteligentíssima foi escolhido pela FPF – Federação Paulista de Futebol e pela poderosa Polícia Militar. O estádio foi liberado às pressas e até laudos de segurança apareceram em cima da hora pra semifinal. Tudo pronto pra dar tudo errado — pelo menos fora de campo.

O Majestoso na Copinha é antigo. Os times já se enfrentaram nove vezes, e hoje, encararão um ao outro pela décima: o São Paulo venceu cinco vezes, e o alvinegro, quatro. Os confrontos elevaram ainda mais o nível de rivalidade entre os dois clubes, se tornando, ao longo dos anos o principal clássico da cidade - principalmente nesta competição, a qual o Palmeiras nunca venceu e o Santos também fora coadjuvante por muitos anos. Mas vamos relembrar três jogos que marcaram a história do Majestoso na principal competição entre clubes nas categorias de base do mundo.

1992

Neste ano, o Majestoso aconteceu na mesma fase que este ano, na semifinal. Com vitória mínima por 1 a 0, o Tricolor levou a melhor em campo e foi às finais contra o Vasco da Gama, campeão daquele ano. Apesar da vitória e do bom jogo que ambas equipes disputaram, esta partida ficou marcada por causa de uma briga entre as torcidas que resultou na infeliz morte de um corintiano. O jogo foi realizado no estádio Nicolau Alayon, na Barra Funda, que na época, não tinha condições de receber um jogo desta magnitude. Não, eu não estou repetindo o primeiro parágrafo deste texto.

1993

Na 24ª edição da Copinha, os times se encontraram na final. O jogo aconteceu no Pacaembu, conforme a tradição das finais no dia do aniversário da cidade, e tinha todos os ingredientes para ser um grande jogo. Foi o ano do “Expressinho Tricolor”, que revelou nosso aniversariante do dia, o M1TO! Além dele, Jamelli, André Luis, Catê e Caio Ribeiro entraram em campo defendendo as três cores. Com três tentos, Jamelli foi o nome da partida, que terminou em 4 a 3 e deu o título ao Tricolor. Contudo, cenas de depredação do estádio e arredores foram registradas naquele dia, envolvendo corintianos e são-paulinos.

2004

Mais uma final. Depois de derrotar o Palmeiras na semi, o Tricolor encararia outra pressão, e fora do campo mais brigas e violência foram registrados depois do Choque-Rei. Com o placar de 2 a 0, o rival alvinegro levou o título daquele ano. Desta vez, a partida foi marcada pela violência dentro de campo. Houve quatro expulsões: Abuda e Vinícius foram expulsos do lado do sccp e Alê e André pelo São Paulo.
Mais de 200 policiais estarão presentes hoje (22) para "garantir a segurança" no Limeirão. (Foto: ESPN)
Então, o que esperar do Majestoso de hoje?
Minha torcida, além de que o São Paulo vença em um jogo bonito e justo, é que a violência seja apenas na “surra” que poderemos dar no Corinthians. Em campo.

Saudações Tricolores!

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21 de janeiro de 2015

O galo já foi. Que venha a galinha!





Por Raiza Oliveira - @ra_iza
Crédito da foto: Miguel Schincariol/saopaulofc.net

Com direito a gol olímpico, o Tricolor passou o carro em mais um adversário na Copa São Paulo de Juniores 2015 e está classificado para a semi-final. O São Paulo teve uma noite inspirada e venceu o Atético Mineiro por 4 a 0, sendo três destes tentos lindos golaços! O jogo foi o último disputado pelo time do Morumbi no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos. Agora, o time se prepara para o primeiro majestoso do ano, já que o Corinthians também venceu e se classificou para as semis.

O time que iniciou jogando era composto por Lucas Paes; Wellington Cabral, Vitor Tormena, Matheus Reis; Gustavo Hebling, Leonardo Prado, Lucas Fernandes; Luiz Araújo, Inácio e o destaque, João Paulo. O time mineiro até ameaçou sair jogando de início, mas foi o Tricolor quem já começou levando perigo. Logo aos 4 minutos, a defesa atleticana erra na saída  de bola e João Paulo arriscou na entrada da área, por onde a bola passa perto do gol.
Crédito da foto: Miguel Schincariol/saopaulofc.net

Aos 9’, nova tentativa em jogada aérea e a bola vai para fora. O São Paulo, elétrico, estava apostando nas jogadas rápidas, e o time mineiro tinha dificuldades em pará-las. Mas a persistência logo deu resultado. Aos 14 minutos, João Paulo recebe na área e manda um belíssimo chute para as redes! Um a zero para o Tricolor e o primeiro golaço da noite.

O São Paulo segue bem postado em campo, interceptando as tentativas do time alvinegro, que não consegue criar e se vê obrigado a jogar mais com seus defensores. O time se mostrou abatido com o placar contra. Ainda assim, aos 23’, Leonan bateu direto e Paes espalmou para o escanteio. Na batida, o cabeceio vai para fora.

Em um momento sem tantas jogadas rápidas, Luiz Araújo coloca na cabeça do camisa 9 João Paulo que joga para as redes. Dois a zero São Paulo aos 27 minutos de jogo. Com o controle do jogo, o São Paulo recebeu certa pressão na saída de bola pelo time adversário, mas que ainda estava com a defesa nervosa. O time mineiro segue tentando diminuir o placar, mas o São Paulo segue forte no jogo. Quando tudo se encaminhava para o termino da primeira etapa, Luiz Araújo rouba a bola da defesa, dribla um jogador mineiro e manda direto para o gol. Três a zero pro Tricolor aos 45’!

Na volta para o segundo tempo, mais um início arrasador: logo aos 4 minutos, João Paulo faz o que deverá ser o mais belo dos lances da Copinha. Em cobrança de escanteio, ele faz um gol olímpico! 4 a 0 no placar e os dois pés nas semifinais! Até o final do jogo, o São Paulo teve diversas outras chances, mas “se deu ao luxo” de desperdiçar. Mesmo assim, os atacantes continuaram ajudando na marcação e atrapalhando a saída de bola do Galo, que antes do jogo se mostrava confiante e era até tido como favorito pela imprensa. 
Deu São Paulo. Vaga garantida!

O jogo contra o sccp será disputado em Limeira, no estádio Major Levy Sobrinho às 21h. Se jogarmos como ontem, aproveitando as falhas na defesa já apresentadas pelo adversário, temos grandes chances. Que venham!
Crédito da foto: Miguel Schincariol/saopaulofc.net

Saudações Tricolores!

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19 de janeiro de 2015

"Goleada" às quartas



Por Raiza Oliveira - @ra_iza

Já ouviu a expressão “Vamos nos classificar nem que seja por meio a zero”?
Numa filosofia até “Muricística”, o Tricolor goleou ontem o Criciúma por um a zero, no finalzinho, e garantiu a disputa das quartas de final da Copinha no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos. Mais um jogo que não foi fácil pros garotos da nossa base, mas foi mais um que contribuiu para destacar alguns nomes que podem ser aproveitados no futuro. Classificado para as quartas de final, o São Paulo enfrentará o Atlético Mineiro, que eliminou o Flamengo nos pênaltis pelas oitavas de final da competição.

O técnico Menta escalou a equipe com Lucas Paes; Wellington Cabral, Hugo, Vitor Tormenta e Matheus Reis; Gustavo Hebling, Lucas Fernandes e Leonardo Prado; Inácio, Luiz Araújo e João Paulo. O jogo iniciou com boa troca de passes do Tricolor, que logo aos cinco minutos da primeira etapa, conseguiu uma falta à favor que contou com cabeceio de Hugo rumo à meta. Para fora. Com a bola concentrada no meio de campo, os times seguiram apertando a marcação, forçando longos lançamentos. Os goleiros são os que mais aparecem na partida, apesar do jogo equilibrado.

Aos 28’, uma falta a favor do Criciúma  leva perigo de fora da área. Mas em seguida, o Tricolor já volta a pressionar e obriga o goleiro do time catarinense a fazer boa defesa. Aos 38’, Gustavo Hebling recebe na área pela direita e cruza. A defesa do Criciúma afasta e por pouco João Paulo não alcança para finalizar! Aos quarenta, nova falta para o São Paulo e Lucas Fernandes manda para a área. Perigo afastado pela zaga. Com o controle da posse de bola, o juiz finaliza a primeira etapa do jogo. Precisava o São Paulo aproveitar as oportunidades.

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Na segunda etapa, Menta faz sua primeira substituição: Luiz Araujo sai para a entrada de David Neres, a mesma dos jogos anteriores. O Tricolor volta melhor e segue pressionando o adversário. Aos nove minutos, Lucas Fernandes cobra falta mas o goleiro toca para o escanteio. Na batida fechada pela direita, o arqueiro segura a bola. O Tricolor insiste de fora da área e em jogadas sob a maior posse de bola, mas a zaga catarinense é resistente. Foi preciso paciência.

Aos 33’, Inácio sai, e Felipe Araruna entra em seu lugar. Depois de buscar espaços, arriscar de longe diversas vezes, o São Paulo é motivado pela grande presença de sua torcida. Quando todos já pensavam na disputa por pênaltis, aos quarenta minutos Felype Hebert domina fora da área e solta um chutaço de fora da área. A bola finalmente entra no canto esquerdo e “meio a zero” para o São Paulo!

Depois do sufoco, o São Paulo precisou segurar a bola por mais oito minutos até o apito final. Agora, o time precisa se preparar para pegar o forte Atlético Mineiro, acertando mais as finalizações e apertando mais a marcação.

E aí, Tricolor? Passaremos das quartas este ano? Quem você destaca no time até aqui?
Opine e continue acompanhando a Copinha pelo SPFC1935.

Saudações Tricolores!

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17 de janeiro de 2015

Indo ou ficando, Osvaldo venceu no São Paulo



Nascido em Fortaleza, Ceará, com a infância humilde como tantos outros jogadores de bola deste país, Osvaldo talvez jamais imaginasse um dia vestir a camisa de um dos maiores clubes brasileiros, o São Paulo. Com carreira tão meteórica quanto sua velocidade, o pequeno atacante de gigantes um metro e setenta está em seu último ano de contrato com o Tricolor que mudou sua vida. Osvaldo, que deve ser negociado pelo clube nos próximos dias, pode ter alguns arrependimentos e frustrações em sua passagem vestindo a camisa de três cores, mas também pode ter a certeza de que venceu no clube.

As críticas sobre as últimas duas temporadas do atacante foram duras, por vezes Osvaldo viu seu nome ventilado como moeda de troca. Sempre calado, disponível para tudo que fosse interessante ao clube, o atacante demonstrou um profissionalismo louvável. Em três anos de São Paulo, Osvaldo viveu tudo, e venceu todas as vezes. 

Ao chegar do Ceará, depois de ser destaque do Brasileirão 2011, o ainda garoto, franzino, com pouca experiência sofreu na luta que assola alguns jogadores de futebol: seu próprio corpo. Com clara deficiência nutricional, Osvaldo se apresentou ao plantel do São Paulo, comandado então pelo técnico Emerson Leão, com cerca de seis quilos abaixo do peso ideal para ele. Visto com certo desdém por Leão, Osvaldo não foi aproveitado, apesar do clube viver escassez de atacantes de velocidade. Osvaldo precisou vencer a primeira grande batalha no clube. E conseguiu.

Ao lado de Luis Fabiano e Lucas, Osvaldo viveu seus melhores dias no São Paulo
(Foto: UOL)
Esquecido e preterido até mesmo do banco de reservas, Osvaldo viu sua vida mudar com a chegada do técnico Ney Franco, talvez seu maior aliado na luta para conquistar espaço no São Paulo. Com Ney, Osvaldo viveu seus melhores dias e conduziu, junto à Lucas, Toloi, Jadson e Luis Fabiano, o Tricolor ao seu último título recente; A Copa Sul-Americana 2012. 

Aberto na ponta-esquerda, cortando pro meio e carregando outrora a bola para as pontas, Osvaldo encantou. Dribles rápidos, cortes fantásticos e assistências para Lucas e Luis Fabiano marcaram um semestre iluminado do cearense, que chegaria, mais tarde, ao ápice de sua curta e intensa carreira. 

A Seleção Brasileira abriu as portas para Osvaldo, nessa altura, chamado de Cristiano Osvaldo pela torcida são-paulina em referência ao craque português Cristiano Ronaldo. Brincadeiras a parte, o péssimo rendimento de Osvaldo após voltar da Seleção fez sua história mudar bruscamente. 

Pelo São Paulo, Osvaldo chegou à Seleção Brasileira
(Foto: Vipcomm)
Osvaldo perdeu-se um pouco, viveu dias que talvez jamais pudesse crer, e a Seleção fez mal ao atacante, que talvez tenha se desligado um pouco da sua realidade e projetado algo que não aconteceu e causou-lhe frustração. A crise técnica chegou, Osvaldo, mesmo forte e com nome, passou a errar em demasia, trazendo agora para si a responsabilidade de render aquilo que rendeu um dia. Osvaldo passou a brigar consigo mesmo. Nenhum torcedor são-paulino cobrou de Osvaldo um futebol de Cristiano, cobrou, apenas, que Osvaldo jogasse como ele, como provou ser capaz. 

A partir de então, depois de passar a viver um inferno astral no clube, Osvaldo foi apenas mais um no elenco durante toda a temporada 2013, fazendo uma Libertadores mediana e restante de temporada bem abaixo do que poderia. O início de 2014 parecia mostrar que Osvaldo tinha seus dias contados no Morumbi. Envolvido em especulações, o atacante nunca demonstrou vontade de deixar o clube, queria ficar e dar a volta por cima. E isso aconteceu novamente.

Apesar de ficar a temporada inteira alternando entre o banco de reservas e a titularidade, Osvaldo recuperou-se, fez ótimo primeiro semestre e tornou-se, antes da Copa do Mundo, um referencial no São Paulo novamente. Os números, principalmente em termos de assistências, eram animadores. 

No entanto, a Copa do Mundo brecou a evolução de Osvaldo, que foi, sem dúvida, o jogador mais prejudicado pela pausa. Osvaldo viu a nova direção do São Paulo contratar Alan Kardec a peso de ouro, e viu também Alexandre Pato ganhar suas primeiras oportunidades. Osvaldo perdeu espaço, voltou ao banco e não conseguiu mais forças para voltar a ser titular, apesar de seguir sendo importante no elenco.

Osvaldo, saindo ou ficando, venceu no São Paulo
(Foto: globoesporte.com)
Parece que estou falando loucuras aqui, pois a temporada terminou com muitas críticas ao atacante, que desmotivado, lógico, fez partidas ruins. A última imagem talvez seja, de fato, aquela que fica na memória da maioria dos torcedores. Infelizmente, digo, pois Osvaldo fez uma boa temporada, chegando a terminar, inclusive, pelo belo início de Campeonato Brasileiro, como maior assistente do time no ano, algo que é interessante para explicitar esses altos e baixos do cearense com a camisa dezessete do São Paulo. Foram (ou são) 161 jogos pelo São Paulo, cerca de 20 gols e inúmeras assistências. 

Indo ou ficando, com maiores possibilidades de saída rumo à Arábia Saudita, Osvaldo pode ter a cabeça tranquila e também carregar a certeza de que fez muito bem seu papel no clube, deu retorno ao investimento feito, superou dificuldades e manteve-se de pé mesmo quando muito perto do chão esteve. Osvaldo, para sempre Cristiano, venceu no São Paulo.

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16 de janeiro de 2015

Torcedor são-paulino terá que ter olhar crítico à guerra travada entre situação e oposição




A partir do rompimento com ala ligada a Juvenal Juvêncio, diretoria do São Paulo passou a ter oposição atuante e sofre bombardeio orquestrado também através da mídia

Crédito: Djalma Vassão/Gazeta Press


Esta semana o jornalista Juca Kfouri publicou em seu blogue no Portal Uol o texto “A volta da BWA ao São Paulo” [CLIQUE AQUI e leia na íntegra]. A matéria condiciona manobras adotadas pela atual gestão para “quebrar resistências” entre os conselheiros e facilitar a reaproximação da BWA com o clube.

Entre as lindezas no exercício para convencer o Conselho Deliberativo, escreve o jornalista, estão as constantes afirmações feitas por Carlos Miguel Aidar à imprensa, e a quem quiser ouvir, sobre a sua “surpresa com a enorme dívida bancária” do clube. Alarde que facilitaria que todos aceitassem a “salvadora” parceria com a empresa para que esta volte a administrar a venda de ingressos no Morumbi.

A matéria merece muita atenção dos torcedores do São Paulo. As questões levantadas são sérias.

Não posso afirmar que seja o caso. Mas não seria surpresa alguma se viesse à tona que as informações utilizadas por Juca Kfouri tenham sido servidas em bandeja esplêndida, gentilmente, por aliados de Juvenal Juvêncio que ainda atuam no Tricolor.

Seria surpresa, isso sim, saber que o jornalista, com a cancha e prestígio que carrega, tenha publicado sem antes averiguá-las. Entre as críticas que alguns lançam contra ele, esta nunca foi uma delas. Pelo contrário, Kfouri sempre zelou pela informação de qualidade.

Em minha coluna “Gigante à deriva”, de 26 de setembro de 2014, defendi que tornar as “divergências claras e públicas, com honestidade, pode ser muito saudável” e que “o sucesso de qualquer gestão deve-se não apenas ao papel exercido por quem está no poder, mas também pela atuação de uma oposição atuante, livre e sólida”.

Sigo acreditando nisso. Já o que é ou não excesso na batalha travada entre oposição e situação do clube caberá ao torcedor avaliar. O olhar crítico – que a torcida Tricolor sempre usou e abusou sobre o desempenho do time – terá que estar afiado também às notícias que cada vez pipocarão mais nas mídias.

À oposição caberá fiscalizar e apontar falhas dos atuais gestores; à situação ser transparente e defender, acima de tudo, os interesses institucionais do clube; aos torcedores serem críticos sem se tonarem massa de manobra de um lado ou de outro.

Novos ares (cheirando a pólvora) pairam sobre o clube que por anos se vangloriou de sua harmonia política. Os são-paulinos terão que se acostumar e aprender a conviver e compreender isso.

Embora preocupado, vejo tudo com bons olhos. Pior sempre será a entidade onde o mandatário faz e desfaz sem encontrar qualquer resistência.

E a Copa São Paulo...
... confesso que só passo a dar mais atenção a partir da fase de oitavas de final, quando essa molecada “criada a leite com pera e Ovomaltine” (Salve, Away) de Cotia começa a ser testada para valer. Mas, sobre o pouco que vi da primeira fase e dos jogos desta semana, se ainda não dá para julgar a nova safra de jogadores, a de árbitros já dá uma boa noção: vai de mal a pior.


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Sufoco e... Rumo às oitavas!



O mata-mata da Copa São Paulo de Futebol Jr. começou e o Tricolor já encontrou dificuldade em seu primeiro confronto. No estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, os garotos do sub-20 entraram em campo para enfrentar um Atlético-PR determinado em levar a classificação. Mesmo favorito no jogo, o São Paulo encontrou dificuldades para consagrar a vitória (um tanto quanto duvidosa, diga-se de passagem), mas, com alguns tropeços do time paranaense, conseguiu uma virada no segundo tempo e se manter no campeonato mais importante da categoria.

O camisa 25, Inácio, marcou os dois gols da vitória e foi o nome da partida (foto: Rubens Chiri/ saopaulofc.net)
O primeiro tempo da partida foi equilibrado com as duas equipes mostrando boa técnica em campo. Aos 16 minutos o Furacão teve a sua oportunidade de abrir o placar e não bobeou! Crisan levou a bola até a linha de fundo e com um passe sutil para trás, achou Bruno Mota que chutou direto para o gol e anotou o seu. A felicidade dos paranaenses durou pouco, pois aos 21', após um cruzamento Tricolor, a bola bateu no braço (você leu certo, foi bola na mão) do zagueiro Breno e o árbitro marcou pênalti para o São Paulo. Com calma, Inácio converteu a penalidade e empatou para o Expressinho Tricolor. O jogo seguiu morno com tentativas dos dois lados. O São Paulo levou perigo ao gol adversário aos 43' com Gustavo Hebling em um chute forte da entrada da grande área após rebote do goleiro.

Na volta do intervalo, o São Paulo pareceu mais empenhado em definir a partida. Em 15 minutos, o Tricolor teve duas chances de marcar, mas uma finalização passou rasteira na trave e outra foi defendida pelo goleiro paranaense. Então, aos 28", Inácio - o nome da partida - apareceu mais uma vez e virou o jogo para o São Paulo. Em bobeio do goleiro adversário, o camisa 25 deu um esbarrão e roubou a bola (já defendida) ampliando o placar. Para muitos um lance duvidoso. Para o São Paulo a garantia da classificação. Para a torcida a chance de gritar "o campeão voltou" (e que isso não se repita nos próximos jogos para evitar uma zica bem grande).

Comemoração do segundo gol Tricolor (foto: Rubens Chiri/ saopaulofc.net)

O Atlético-PR bem que tentou levar o jogo ao menos para os pênaltis, mas foi em vão. Mesmo com lances polêmicos, a classificação era Tricolor! O próximo confronto na Copinha será o Criciúma, que bateu o Lemense por 4 x 1. O local e horário do jogo ainda não foi definido pela Federação Paulista de Futebol, mas fique de olho na página do SPFC 1935 no Facebook e Twitter para mais informações.

E aí Tricolor, quais são suas apostas para o próximo jogo do Mais Querido?

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