1 de outubro de 2014

Precisamos do Lugano mais do que você imagina



Um dos assuntos mais falados do dia foi o programa Bola da Vez com Diego Lugano exibido ontem, pela ESPN. Assisti com afinco e pensei em jogar pra você torcedor, algumas perguntas que passaram pela minha cabeça durante o programa. 

Não é mais novidade que temos uma identidade muito forte com os uruguaios. Por muitos jogadores que passaram e dos mais recentes, Lugano. Ele frisou isso inúmeras vezes durante o programa, citando sua passagem pelo Fenerbahce (onde teve uma despedida digna de rei do futebol), sua chegada ao PSG, suas duas Copas do Mundo como capitão da seleção celeste. É muito forte e claro pra mim que é um perfil de jogador que todos nós adoramos. Como ele mesmo disse, "felizmente ou infelizmente", entrava em campo com sangue nos olhos e disposto a tudo pela vitória. 

Raça ou loucura, gostamos disso. Temos em Alvaro um pouco do saudosismo Luganês, que nos cativou e nos ajudou na conquista do mundo em 2005. 

Imagem: ESPN
Porém, o ponto alto da entrevista foi o São Paulo. Deixou mais que claro que sua vinda ao São Paulo não foi por desacordo em valores de salário. Até ligou para o clube para que essa história fosse tirada a limpo e não destruísse seu legado conosco. Mas além de tudo, existe um ponto importante que eu precisava ouvir dele: ele quer se aposentar no São Paulo. Não quer nenhum clube do Uruguai para tal por ser um muito provável divisor de águas dentro do próprio país. Mas aqui, citou várias vezes, existe um respeito e uma identidade enormes, que não o permitiria voltar ao Brasil se não for por nós. 

Pensamento lógico; Lugano está com 33 anos. Ano que vem, não teremos mais Rogério Ceni nem Kaká (que mesmo que existam variáveis que possibilitem sua permanência, é bom não se iludir muito com isso). Perderemos numa tacada só, DOIS LÍDERES EM CAMPO. Muricy terá mais um ano a frente da equipe mas de fora do campo ninguém faz muito milagre (e observando os últimos dias, ele precisa tirar um pouco o pé da pressão). A chegada de um líder nato como foi com Kaká provou por A mais B que faz a diferença. Kaká não é explosivo, inconsequente e desequilibrado em campo. Lugano... bem, em 2005 era um pouco e isso nos deu o mundo. Mas o ponto que quero chegar é que precisaremos de um líder. Não teremos nenhum e Lugano como jogador, até por seu condicionamento físico e idade, não renderá mais o que nos conquistou em 2005, mas teremos um exemplo de liderança forte pra ser seguido. Seria tão má ideia do clube pensar na possibilidade de trazê-lo para se tornar uma referência em campo? Ajudará na zaga o quanto possível (já que disse que só aceitaria voltar com 1000% de condicionamento físico pelo RESPEITO que tem ao São Paulo) e será uma figura muito respeitada em campo. Auro, Boschillia e outros jogadores oriundos da base estão sendo testados e seria perfeita a combinação do veterano de um lado aliado a um grupo jovem para compor o nosso time. 

Por fim, disse que é preciso analisar o momento, do clube e do jogador, para que exista um consenso - mas uma coisa me conforta MUITO - ele só aceita voltar por nós. 

Você traria de volta?

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São Paulo 1 x 0 Huachipato: No sufoco, na alma e na raça




Nação Tricolor:

     Foi difícil, foi sofrido, foi interminável, mas enfim o São Paulo se reencontrou com a vitória após 4 jogos. Com o resultado iremos ao Chile no dia 15 com um resultado que não era o esperado pela torcida, mas que diante das circunstancias do desenrolar do jogo, foi providencial. Agora voltaremos nossas atenções para o campeonato Brasileiro já que teremos um jogo duríssimo no sul e com time sofrendo com lesões e suspensões em um momento crucial. Mas vamos ao jogo.


     Com Muricy ainda se recuperando do seu problema de saúde coube a Milton Cruz mais uma vez comandar a equipe. E assim como o treinador faria, Milton optou por uma equipe "mista" em partes por culpa das lesões, e em parte para poupar jogadores com Ganso e Kaká. O São Paulo foi escalado com: Ceni; Auro, Paulo Miranda, Edson Silva e Pereira; Denílson, Souza, Michel Bastos; Osvaldo, Luis Fabiano e Pato. Não teria começado jogando assim, esse esquema com 3 ataques já foi provado que não é o ideal para o São Paulo iniciar os seus jogos, além disso Boschilia que na teoria era o único armador disponível, já que Ganso e Kaká foram poupados, nem no banco de reservas apareceu, eu não entendo o porque da jovem revelação são-paulina ser tão preterida em relação aos demais jogadores, mas isso é assunto para outro post. O São paulo acabou sofrendo em campo, o que a escalação já anunciava: A falta de criação. Vários foram os lançamentos longos e improdutivos além do exagerado numero de passes errados além da velha mania de recuar para Rogério Ceni, mania essa que quase nos custou um gol. Aos poucos Osvaldo foi acordando na partida e dos seus pés surgiram as melhores jogadas, mas mesmo assim a equipe não dava trabalho ao goleiro adversário, ainda no primeiro tempo aconteceu o lance que mudaria de vez a partida, Luis Fabiano acertou o adversário fora do lance com a bola e o juiz acabou o expulsando com o vermelho direto,  uma expulsão polêmica e que a priori eu achei que o arbitro havia acertado, mas ao rever o lance varias e varias vezes conclui o amarelo estava de bom tamanho e que a jogada não foi essa "agressão" que tanta gente falou. Irei abordar o tema, no fim do post.
       

    Apesar de jogar com 10, o tricolor poderia sair com a vitória já que jogava contra um adversário fraco, poderia sair com a vitória desde que cumprisse dois papeis básicos: Tivesse folego para puxar os contra-ataques e jogasse de forma segura na defesa. O primeiro papel foi cumprido com muita eficiência já que a equipe chilena se animou com seu jogador a mais e partiu pra cima o que acabou deixando espaços para o são paulo atacar. A equipe que jogou melhor no segundo tempo, acabou criando boas chances e foi premiado com um belo gol de Michel Bastos que chutou de fora de área, coisa praticamente rara no tricolor. Após cumprir com exito a missão do contra-ataque, faltava ao tricolor se desdobrar para que não permitisse uma reação do Huachipato, e a equipe até conseguiu cadenciar bem o jogo, apenas nos últimos finais quando o cansaço faltou mais alto é que a defesa deu os seus vacilos habituais, mas contávamos com um inspirado Rogério Ceni que garantiu o placar magro, mas precioso. Um vitória magra, mas como já falei anteriormente, providencial pelas circunstancias do jogo, e quem sabe da um animo a mais para o jogo de sábado contra o Grêmio.



     Sobre Luis Fabiano, ainda que a sua expulsão não tenha sido justa, é inaceitável o quanto ele se descontrola em campo, mais uma vez o camisa 9 deixou a equipe na mão, e confirmou a sua fama de jogador "inconfiável". Luis fabiano sempre foi um jogador nervoso, de pavio curto e muito maldoso em vários lances, a expulsão de ontem ele conseguiu pela fama que criou e que inúmeras vezes prejudicou a sua equipe. Ainda que tenha crédito de sobra por ser um dos maiores artilheiros da nossa história, é difícil de engolir mais uma expulsão e mais difícil ainda é tentar explicar os motivos que o levam a agir assim, Luis Fabiano é um jogador experiente, mas seus hábitos nunca mudaram, tanto os bons quanto os ruins, o Jogador que deu uma desnecessária declaração reclamando do banco de reservas, agora deverá permanecer mais tempo lá. Luis Fabiano, que se não fosse por seu comportamento lamentável, poderia ter tido uma carreira mais brilhante do que a que trilhou, não parece propenso a mudar de postura. E eu lamento, por ele, e pelo clube ainda mais. Se Alvaro Pereira e Michel Bastos merecem todas as criticas que sofreram pelas patéticas expulsões nos jogos anteriores que prejudicaram a equipe, Luis também merece. O Fato de ser um grande artilheiro não exclui o fato de ser problemático. Ainda que não acredite na sua redenção no que diz respeito ao seu comportamento, continuo torcendo para que ele mude.

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28 de setembro de 2014

São Paulo 1 x 3 Fluminense: E o vento levou...




             


     14 de setembro de 2014, 21ª rodada. Ganso bate escanteio, Kardec cabeceia no susto, Fábio defende e Kardec aproveita o rebote para fuzilar o goleiro celeste. Esse foi o gol que decretou a enorme vitória diante do líder. O campeonato brasileiro enfim teria um pouco mais de emoção com a vitória do São Paulo e agora sim um concorrente para o Cruzeiro na briga pelo titulo. 27 de setembro, no mesmo Morumbi, pela 25ª rodada. Conca marca um belo gol de falta e decreta a vitória do Fluminense em cima do São Paulo. Um São Paulo, apático, acomodado, previsível, um são paulo que não chuta, não cria, não vibra, um São Paulo que veste a mesma camisa e tem os mesmos jogadores daquele São Paulo do dia 14 de setembro, mas um São Paulo que não joga mais aquele futebol do 14 de setembro, mas afinal, o que aconteceu? Em um lapso temporal de menos de 15 dias, o futebol sumiu, a chance de titulo sumiu, nos restou o G-4 e esse também corre sérios riscos de sumir.
   
     E antes que os mais raivosos, me ataquem e me chamem de oportunista eu já me defendo. Sim, eu acho que o São Paulo tem um bom time, sim eu acho que vamos para a libertadores, sim, eu achava que poderíamos ser campeões após o jogo contra o Cruzeiro. Mas, extraordinariamente, hoje não vou falar só do jogo de ontem. Proponho uma discussão, um debate, uma reflexão sobre o São Paulo.
    O São paulo com exceção do jogo contra o Cruzeiro, faz um péssimo segundo turno. São duas vitórias, um empate e três derrotas. O Único bom jogo que a equipe fez foi exatamente contra o Cruzeiro, contra o Botafogo apesar da vitória a equipe não jogou bem, e se não fosse a expulsão do volante da equipe adversária talvez não tivéssemos saído daquele jogo com a vitória. Em 6 jogos no returno, o São Paulo tomou 13 gols em 6 jogos uma média de 2,1 gols por jogo, uma média assustadora para um time que está no G-4. Curiosamente a equipe não levou gol justamente contra o Cruzeiro que possui o melhor ataque do campeonato, se não levarmos em conta esse jogo que a equipe não foi vazada, a média sobe para impressionantes 2,6 gols por jogo, ou seja, é uma média de gols de time que luta para não cair, para se ter uma noção, dos quatro últimos colocados até o fechamento dessa matéria (Palmeiras, Vitória, Criciúma e Coritiba) O Palmeiras possui média de 2,2 (vale lembrar que tomou 6 no mesmo jogo), o Vitória possui média de 1,2. O Criciúma possui média de 1,1 e o Coritiba possui média de 1,2. Ou seja a média de gols do São Paulo no returno só se compara a do Palmeiras que foi uma equipe que tomou 6 gols no mesmo jogo, e mais do que somente números é assustador o numero de gols infantis que o São Paulo toma, é uma falta de treinamento com qualidade técnica que enoja quem assiste aos jogos da equipe.


  Outro fator é o Morumbi, É incrível como o São Paulo perde pontos no Morumbi, no campeonato foram 14 jogos, 7 vitórias, 5 empates e 2 derrotas, ou seja como mandante o são paulo venceu apenas metade dos confrontos em que jogou em casa. Nos recentes títulos brasileiro, um dos grandes méritos do tricolor era justamente a força que possuía em casa, dificilmente perdia pontos para equipes pequenas, mas nesse brasileirão, assim como no ano passado e nas recentes e patéticas eliminações em casa para timecos, mostra que essa força está diminuindo, o que é muito preocupante.


        Outro ponto, o que aconteceu com Paulo Henrique Ganso? De forte concorrente a craque do brasileirão o meia são-paulino nos últimos jogos acabou fazendo partidas horrorosas, claro que o camisa 10 tem crédito com a torcida até por ser o diferenciado jogador que é, mas não podemos também ver o Ganso errar passes bobos e não se perguntar o que aconteceu, eis que entra em discussão o "fator convocação" será que o maestro são-paulino se abateu após novamente ter a frustração de não ter sido convocado? Esse pode ser sim um dos motivos, mas muito pouco para explicar o mau desempenho que o camisa 10 teve nos últimos jogos.

          Mais um fato a ser discutido, estou muito curioso para saber se no vestiário tricolor tem algum pacto para não chutar a gol durante os 90 minutos, ainda que a equipe tenha finalizado e criado mais chances no jogo de ontem foi ridículo o jeito como perdeu para Coritiba e Corinthians e empatou com o Flamengo. Muito toquezinho, pouca objetividade e zero trabalho para o goleiro adversário, claro que foi eficiente e fez os gols e no fim é isso que vale, mas só fazer os gols por fazer é muito pouco para um elenco tão caro, eu sinceramente não me recordo dos goleiros do Coritiba, Corinthians e Flamengo fazendo alguma defesa (Salvo esse ultimo no pênalti perdido) é irritante e previsível demais esses toques laterais e recuados que o São Paulo teima em dar. Vale ressaltar outro pacto que também deve ocorrer no vestiário tricolor, não mexer no time. É extremamente irritante o modo como Muricy não mexe no time, a equipe entregue como foi nos últimos jogos e o comandante tricolor não exercia qualquer reação para mudar a maneira de jogar da equipe e o pior jogadores como Boschilia e Evandro e vez ou outra o Hudson que só entram em fogueira, isto é, entra faltando 5 ou 10 minutos e dificilmente 15 minutos para terminar o jogo e geralmente com a equipe perdendo ou empatando. Ou até ocorre as substituições mais cedo mas apenas quando a equipe leva o gol, ontem foi pior ainda, o São Paulo precisava desesperadamente da vitória e o auxiliar Milton Cruz não mexeu no time, Kaká extremamente cansado e ineficaz no jogo andou em campo e houve alterações apenas quando a equipe levou o segundo gol, não entendo tanta teimosia em fazer as alterações e quando faz deixa o jogador em uma sinuca de bico.


          E por ultimo, será que a patética e inoportuna briga politica afetou o time? Muricy desde o inicio afirmou que o elenco era blindado contra tais disputas pelo poder, mas o fato é que desde aquela fatídica briga entre Carlos Miguel e JJ a equipe não venceu mais, nunca se sabe o rola nos bastidores, até acho que jogador não está nem ai para briga politica o que importa é o salário na conta certinho, mas com os recentes atrasos salarias, seria dificil imaginar que alguém andaria fazendo intrigas internas? Um exemplo que eu posso citar foi o de JJ após a briga afirmar que Carlos Miguel queria demitir Muricy, será que o comandante tricolor assimilou isso de maneira positiva? Provavelmente não. Ainda que eu considere essa declaração do JJ uma infeliz fanfarronice sua (mais uma) o treinador pode ficar com o pé atrás sim, afinal nunca se sabe o dia de amanhã, e esses dirigentes são-paulinos em seu processo de "palmeirização" estão mais preocupadas com seu próprio ego do que com o real estado do clube.

         Por fim, espero que essa fase negra do São Paulo passe logo e que a equipe possa reencontrar o bom futebol novamente, o titulo dessa vez escorregou das nossas mãos por nossa própria incompetência, cabe ao elenco e ao treinador garantir que isso não aconteça com a vaga na libertadores.

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27 de setembro de 2014

Por Muricy e pela Libertadores




São Pauo encara Fluminense por Muricy e pela Libertadores (Foto: saopaulofc.net)
A sequência de jogos complicados do São Paulo ainda está pela metade, e o fraco rendimento do time nas partidas, exceto contra o Cruzeiro, tem ameaçado a condição de habitante do G-4. O Galo, antes longe, chegou. Com 40 pontos, apenas três a menos do que o Tricolor, Atlético-MG e Grêmio estão loucos para ultrapassar o São Paulo. Neste sábado, diante do Fluminense, o São Paulo precisa buscar a vitória por Muricy e pela Libertadores.

Muricy, como vocês já devem saber, passou por alguns problemas de saúde no finalzinho dessa semana. Diagnosticado com taquicardia, o técnico são-paulino está internado e permanecerá pelo menos por esse final de semana. Milton Cruz será, provisoriamente, o treinador são-paulino neste sábado. O São Paulo precisa derrotar o Fluminense por Muricy, dando assim alegria ao treinador enfermo, e pelo objetivo do clube no torneio: ir à Libertadores.

Dos próximos quatro confrontos do São Paulo, três serão diretos. Flu, neste sábado, Grêmio no final de semana, fora de casa e Galo, também fora de casa. Apenas o jogo diante do Atlético-PR, no Morumbi, não tem tanto caráter de "jogo de seis pontos". Como disse, Galo e Grêmio estão na cola do São Paulo e apenas dois podem estar no G-4 nesse momento. 

O jogo de hoje é decisivo para iniciar uma reversão de rumo. São três jogos sem vencer. O campeonato não para, não espera, ele segue. O São Paulo precisa urgentemente recolocar-se nos trilhos para não ver suas chances de Libertadores irem por água abaixo como aconteceu com as chances de ser campeão. A briga nunca mudou, por mais perto que estivéssemos. O São Paulo sempre brigou pela Libertadores e é nesse objetivo que devemos ter foco. Para isso, vencer a partida de hoje é necessário, assim como pontuar diante de Grêmio e Galo. 

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26 de setembro de 2014

Gigante à deriva




Em meio à crise política e apresentações com o futebol abaixo do nível da equipe, elenco do São Paulo perde o seu comandante afastado para cuidar de sua saúde

Há dez dias, após a vitória diante do Cruzeiro com excelente futebol, a torcida do São Paulo vivia um momento completamente distinto ao vivido hoje. O fraco futebol e os péssimos resultados diante de Coritiba, Corinthians e Flamengo fizeram com que o time ficasse ainda mais distante do líder, visse os principais postulantes às vagas na Libertadores se aproximarem e, de quebra, perdesse uma posição na tabela.

Se havia o sonho do título, hoje resta ao torcedor tricolor incentivar sua equipe para que se mantenha entre os primeiros colocados e belisque uma vaga no próximo campeonato continental.  As chances de classificação, pela posição na tabela e bom futebol que já provou que pode oferecer, são muito boas. No entanto, com o atual momento político do clube e, especialmente, a perda de Muricy Ramalho, não dá para projetar as próximas semanas do São Paulo.

imagem - Rubens Chiri / saopaulofc.net
O experiente treinador é fundamental para blindar o time enquanto os cartolas atuam como cartolas e aparam as suas arestas nos bastidores. Mesmo contando com Muricy, coincidência ou não, desde que Carlos Miguel Aidar expôs a crise interna de sua gestão e demitiu Juvenal Juvêncio as coisas não vão bem dentro de campo.

Juvenal Juvêncio (e a sua patota) demitido

Semana passada não pude publicar sobre o tema, por isso volto a ele hoje.

Acho detestáveis o alinhamento ideológico hipócrita e os jogos de interesses tão comuns que mantém os altos escalões em administrações públicas ou privadas. Aparentemente, no São Paulo não vinha sendo diferente.

Agora as máscaras caíram. Sempre haverá divergências. Torná-las claras e públicas, com honestidade, pode ser muito saudável. O sucesso de qualquer gestão deve-se não apenas ao papel exercido por seus aliados no poder, mas também pela sombra de uma oposição livre e sólida.

Estamos vivendo uma “crise ou reformulação?”, como provoca Jéssica Malta em sua coluna da semana passada, aqui mesmo, no SPFC1935.

Ainda creio que seja reformulação. Caso pretenda se reeleger, o atual presidente Carlos Miguel Aidar terá que fazer um trabalho muito bom à frente do São Paulo. Já que, ao menos politicamente, o “cachorro” que ele comprou a briga é muito maior que ele.

Evidentemente, não foi uma decisão que queria tomar, mas que acreditou ser fundamental para administrar de maneira (em sua visão) correta o clube.

Pior para o Juvenal Juvêncio, que, sem saber, elegeu um adversário, e agora – depois de muitos anos – assiste aos mandos e desmandos da direção do São Paulo sem poder nem dar pitaco.

Tomara que os maus resultados e futebol sejam apenas uma infeliz coincidência e a briga política fique onde deve estar: entre os cartolas. E que novos ares na administração possam manter, ou recolocar, o São Paulo na vanguarda do futebol nacional.

Ao demitir o seu “Godfather”, Aidar “chamou na chincha” esta responsabilidade.

“Aqui é ‘torcida por sua recuperação’, meu filho”

Por último, mas não menos importante... Na verdade, por último ficou o mais importante: a recuperação de Muricy. Agora é descanso, porque não é só de ‘trabalho’ que vive o homem. Leve o tempo que levar, recupere-se para voltar ao comando do Tricolor apenas quando estiver 100%.

Boa recuperação, comandante.  

Por Gustavo Novo


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25 de setembro de 2014

Falta alma ao Tricolor?



Caros Tricolores,

O São Paulo de rodadas anteriores sumiu. Evaporou no meio de pontos desperdiçados, isso é fato. O time perdeu a “liga” e está em queda livre, somando apenas um ponto em nove disputados. Mas o que realmente acontece?

Atuação apagada de todo elenco, pouca participação do ataque e lances de tropeço. Não há explicação para o atual momento.

Michel, substituto do suspenso Álvaro Pereira, também recebeu cartão vermelho. A equipe parece ter perdido o eixo, e está totalmente desequilibrada. Ganso pouco participativo, Souza caindo de produção, Pato e Kardec sem criatividade... Sinal vermelho ligado.

Imagem - Site oficial
Muricy tem que achar uma solução, e rápido, para que o time não despenque ainda mais na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. O São Paulo desceu uma posição e ocupa agora o terceiro lugar, atrás do Internacional.

O importante agora é esfriar a cabeça e colocar o talento em prática. O elenco é bom e possuí nomes de peso, não podemos passar sempre sufoco em jogos em casa ou contra adversários que ocupam a parte debaixo da tabela. 

A volta do Fabuloso coloca ainda mais dúvida na cabeça do nosso técnico, que terá que manter a formação sem deixar as peças fundamentais de fora. Não será uma tarefa fácil. Acredito que Pato merece um lugar no ataque, pois tem se movimentado bem e é o artilheiro da equipe no Brasileirão. A disputa fica entre Kardec e L. Fabiano, e promete ser uma briga boa. 

O jeito é garantir os próximos ingressos em casa, pois com a chegada cada vez mais próxima do último jogo do M1TO, ficará cada vez mais difícil garantir a presença nos estádios. Vamos torcer e acompanhar nosso Tricolor, com garra e empenho de sempre. Acredito que podemos ser campeão. Eu nunca desisto do Maior Clube do Mundo!

#AvanteMeuTricolor

Por: Victor Antonini
@VictorAntonini_


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SÃO PAULO 2 X 2 FLAMENGO: A mesma praça, o mesmo banco




Desastrosa. Essa é a palavra que encontrei para definir a atuação do São Paulo na noite dessa quarta-feira. Um time sem brio, vontade e mais uma vez acomodado e que só não perdeu pela péssima qualidade do seu adversário, o São Paulo chega a seu terceiro jogo sem vitória e em três dos proximos quatro jogos enfrentará adversários dificilimos. A pouca, mas real, chance de titulo que foi conquistada após a vitória contra o Cruzeiro parece estar evaporando em um ritmo frenético e frustrante para o torcedor, se há 10 dias o São Paulo chegava ao auge do seu futebol nesse campeonato brasileiro, agora já preocupa sim por em três jogos não ter conseguido demonstrar 10% dele.

  O São Paulo iniciou o jogo com uma boa surpresa, a volta de Rogério Ceni, além disso Michel Bastos jogou no lugar do suspenso Palito e Antônio Carlos ocupou a vaga de Rafael Tolói, o São Paulo até que iniciou bem a partida sempre com toques rápidos e envolventes, além de uma intensão movimentação dos quatro homens de frente e apoio constante do Auro, a equipe encurralou o flamengo no seu campo de defesa mas não foi incisivo, não conseguiu criar jogadas e entrar na area adversária. Aos 17, foi criada a melhor jogada dos ultimos três jogos, Pato saiu em velocidade e fez bela tabelacom Kardec saindo na cara do gol e derrubado pelo jogador adversário, pênalti e 1x0 São Paulo. A partir dai aconteceu o que o São Paulo fez em tantas vezes nesse campeonato, recuou, e o flamengo que só assistia o São Paulo jogar acabou gostando do jogo e partindo para cima. As principais jogadas rubro-negras aconteceram nas costas do Auro que por apoiar muito deixava um consideravel espaço e não havia cobertura em seu lado, várias foram as vezes em que o atacante do flamengo entrava no mano a mano com ele e só não conseguia maior exito devido a má qualidade técnica de seus jogadores que perderam boas oportunidades. Mas o São Paulo tanto recuou e chamou o flamengo para o seu campo que o castigo não demorou a vir, em mais uma jogada na costas do Auro o atacante flamenguista levou a melhor e cruzou, Ceni espalmou de forma errada e a bola sobrou para que o jogador do flamengo, completamente livre, empatasse o jogo, o flamengo em lance seguinte e novamente pela direita por pouco não virou o jogo, a equipe tricolor agora encurralada em seu campo de defesa pouco fez para evitar a pressão adversária e até poderia sair do primeiro tempo perdendo.



  Muricy entrou com mesmo time no segundo tempo, e no primeiro lance de ataque, a bola resvalou na mão do jogador flamenguista (fora da area) e a arbitragem de maneira ridicula marcou penalti, Rogério mais uma vez foi para cobrança mas dessa vez o goleiro adversário acabou defendendo. Essa foi a unica chance de gol do São-Paulo a partir dai o que se viu foi uma sucessão de erros de passes irritantes que não resultaram em nada e que ainda por cima levou na melhora do flamengo que aproveita a bobeira são-paulina para sair no contra-ataque. Muricy que sabe-se lá porque demorou a mexer no time acabou optando pela entrada de Luis Fabiano, mas ao meu ver ele errou na substituição ao tirar Pato e deixar Kardec que não fazia bom jogo, com isso ele tirou a velocidade da equipe e deixou o ataque igual ao jogo do Corinthians, se domingo essa opção não produziu nada, ontem pode-se dizer o mesmo. Logo após a substituição e em um lance completamente infantil e desnecessário, Michel Bastos acertou uma entrada violenta no jogador flamenguista e acabou sendo expulso com justiça, jogando com 10 e sem velocidade para puxar o contra-ataque o São Paulo viu o flamengo mandar na partida e , repito, se não fosse a fragilidade do Flamengo o São Paulo teria dado um vexame jogando em casa, foram incriveis as chances que o flamengo perdeu e mais do que isso foi incrivel a facilidade de como eles entraram na nossa defesa. Com a melhora flamenguista era iminente que o gol poderia sair, e ele veio já no fim da partida resultado da maldição da bola cruzada na area, aliás quantos jogos precisaremos perder com gols assim pra diretoria tomar vergonha e contratar um zagueiro que não marque a bola e sim o jogador?, Alecsandro que pouco tinha a ver com isso empatou o jogo. No fim Luis Fabiano brilhou e conseguiu empatar o jogo após uma bola cruzada na esquerda em que ele pegou o rebote, 2x2. Resultado péssimo e até injusto pelo que foi o jogo.

  No meu ultimo pós-jogo, ressaltei o fato de não adiantar ficar reclamando da arbitragem, disse que o São Paulo jogou pouco e que apesar do penalti escandaloso a equipe não merecia vencer, fui duramente criticado e chamado de insensato e incoerente, hoje o São Paulo não jogou nada novamente e a reclamação da arbitragem não pode existir. Convenhamos, no dia que todos os torcedores de seus clubes pararem de chorar pelos juizes e cobrarem dos seus presidentes para não concordarem com o modo no qual  esse campeonato amador é feito, ai sim nós teremos mudanças. Não adianta reclamar que time, A ou B é prejudicado. O Corinthians foi prejudicado contra o flamengo, o São Paulo foi prejudicado contra o Corinthians, o Flamengo foi prejudicado contra o São Paulo, esse é um circulo vicioso que demonstra que não existe isso de apito amigo para um só time, o que existe é uma má preparação gritante dos arbitros brasileiros e de boa parte do mundo também. Acho engraçado quando qualquer dirigente de clube brasileiro vem a imprensa reclamar que vai a CBF pedir para vetar arbitro X, e mimimi, mas na hora de eleger os Ricardo's Teixeira's, os 

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24 de setembro de 2014

Camisa sem patrocínio? Só depende do torcedor



Muito tem se falado sobre a falta de patrocinadores máster nas camisas dos clubes. Não só o São Paulo, mas muitos clubes grandes passam por essa situação. Após contrato com a Penalty (que irá ceder espaço à Puma), o torcedor espera que as camisas sejam mais bonitas e limpas, afinal, 90% dos torcedores preferem as camisas retrô às novas por serem sem patrocínio (e particularmente, são imensamente mais bonitas de fato).

O que o marketing está fazendo pra que isso se torne realidade?
É aí que entra o assunto principal da coluna. Ruy Barbosa (que para que não conhece, é o diretor de marketing do São Paulo), afirmou em programa esportivo na SporTV que esse sonho de consumo só depende... de você, torcedor. Como isso? O trecho da entrevista abaixo explica: 
"- A torcida quer a camisa limpa, só com o escudo e as estrelas. Mas o desafio dos clubes é fazer com que a torcida entenda a importância dela nesse processo. O São Paulo tem R$ 360 milhões de orçamento. Que faça um excepcional contrato de patrocínio e que consiga R$ 100 milhões com camisa e outras propriedades. Que faça um excelente contato com a rede de televisão que renda mais R$ 100 milhões. Faltam R$ 160 milhões. De onde vem? Da venda de jogador, com o Lucas (...). Com esse orçamento, tendo de ter venda de jogadores, o clube pode não ganhar um título no ano. Precisa de R$ 600 ou 700 milhões para, entre cinco títulos que joga em um ano, bater campeão. Falta muito dinheiro. A torcida é que pode ajudar. O São Paulo tem 18 milhões de torcedores e um programa de sócios com 40 mil associados pagantes. Na Europa o torcedor dá 20, 200 euros, compra carnê, compra ingressos para todos os jogos, e dá essa diferença financeira. Hoje temos que tentar buscar isso junto com o torcedor, com o programa sócio-torcedor, nas bilheterias. O torcedor tem que entender que se ele não virar um patrocinador do clube, as coisas vão ser mais difíceis."

Camisa com as estrelas em posição errada rendeu mal estar com a Penalty
Foto: Blog do Jorge Nícola
Ótimo. Então se cada torcedor virar sócio-torcedor do clube e ir em todos os jogos, conseguiremos ter nossas camisas limpas? Lindo seria se fosse assim, tão simples. Como tudo na vida, é preciso uma que exista um laço de confiança na relação. O torcedor são-paulino reclama muito da escassez na variedade de produtos oficiais do clube. Apenas na loja localizada dentro do estádio é possível encontrar mais opções. Poucas lojas oferecem muitos produtos que agradam. Reclamamos também de algumas camisetas que saíram com as estrelas em posição errada, (imagem ao lado), que foi espalhada a rodo nas redes sociais. Sem contar o público feminino que sempre reclama da falta de coleções voltadas para ele (e com razão, preciso sempre comprar camisas infantis para me sentir confortável e feminina dentro delas). Em maio, nossa colunista Jéssica Malta falou sobre o assunto e o que foi feito desde então? Nada. A porta de entrada do torcedor para aquisição dos produtos do clube é a camisa. Se ela não agradar a maioria do público, fica bem difícil abraçar essa ideia, diretor. 

O que ainda salva são os preços dos ingressos, ainda populares e que nos fizeram lotar o estádio na maioria dos jogos este ano. Caso permaneçam, é um retorno certo - em parceria com o ótimo futebol que vem sendo apresentado pelo grupo - e podem ser aliados nesse sonho de consumo do torcedor. 

Mas o que você acha? Acha que o torcedor tem que gastar mais dinheiro com o clube? Acha que ao se tornar sócio-torcedor é beneficiado positivamente e tem bons retornos equivalentes? Queremos saber sua opinião!

Link da entrevista citada na coluna aqui.


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22 de setembro de 2014

Mãos ao alto! E cabeça no lugar...



Depois da péssima atuação na quarta-feira e de um resultado ainda pior, o São Paulo viu o Internacional encostar e sabia da importância do jogo de ontem pensando em vaga na Libertadores. Foi para o Itaquerão fazer o seu jogo diante de um adversário ainda mais pressionado, mas não contava que o problema maior não seria o adversário.

O senhor Luiz Flávio de Oliveira, em parceria com seus “auxiliares” atrás do gol (os bandeirinhas acertaram os seus lances), decidiram a partida. A meu ver, não existe análise de um jogo assim. Quando a influência da arbitragem é enorme, o resto passa a ser consequência das decisões tomadas pelo dono do apito. Um exemplo disso é o destempero (justificável) do Souza e do Ganso. Se nós, em casa, ficamos absurdamente revoltados, imagina os caras que estão vivendo aquilo à flor da pele!

Como um goleiro de futsal, Juan "defende" o chute de Alexandre, com o braço ampliando muito seu raio de ação. Nada.
Imagem: Reprodução
Algo que me chamou bastante atenção e também me incomodou foi ver muitos (muitos mesmo) torcedores discutindo a atuação da equipe e praticamente isentando e ignorando a arbitragem, como se não tivesse a menor influência. Futebol, em muitos casos, é circunstancial e nunca é uma fórmula exata. Não existe isso de “vamos entrar, jogar bem, colocar na roda e, se roubarem, vamos reagir e vencer mesmo assim”. Às vezes acontece, mas é exceção.

Discutiram que “demos dois chutes a gol o jogo inteiro”. E fizemos dois gols! Abrimos o placar cedo e jogamos a responsabilidade para o outro lado! E o jogo ficou morno, ótimo para o São Paulo! Mas em lance isolado, em uma falha da dupla de defesa, Malcom saiu na cara do gol, Denis pegou e a bola, rapidamente, tomou a direção contrária, batendo no braço do Antônio Carlos que estava colado ao corpo. Pênalti. Pênalti??? Piada.

Mesmo assim, o jogo seguiu e o São Paulo, mais uma vez, conseguiu um gol no último lance do primeiro tempo. De novo, as circunstâncias estavam ao nosso lado. Aí a arbitragem aparece de novo. Para ser camarada, chamarei o segundo pênalti de “discutível” e não, não é clubismo. E irei provar. No link a seguir, tem o VT completo do jogo. Abram o link e coloquem em 33’05’’ de vídeo, pouco antes dos 28’ do primeiro tempo. Vocês irão ver (ou rever) Ganso tomar uma “tesoura”, por trás, em lance que Anderson Martins sequer passa perto da bola. Falta? O jogo seguiu e ainda gerou contra-ataque ao Corinthians. Se esperarem mais um pouco, o lance aparece por outro ângulo, maximizando o absurdo. Vejam e, a seguir, comparem com o lance do Álvaro. Aqui está o link: http://www.youtube.com/watch?v=bZmbDC8PPL4.

Mais que o adversário, São Paulo parou nesses dois cidadãos de azul. Mesmo assim, recuperação precisa ser imediata.
Foto: Anderson Rodrigues/Estadão Conteúdo
Apenas para finalizar o assunto “pênaltis” e a comparação com o lance do nosso camisa 10: o uruguaio pelo menos acertou a bola, motivo pelo qual o chute do Guerrero saiu fraco. Mas pelo jeito faltou “critério” para o senhor Luiz Flávio. Após esse lance, o São Paulo perdeu a vantagem no placar e ainda ficou com um jogador a menos, em um clássico, fora de casa. Não era nenhum Barcelona X Córdoba em que um jogador a menos da equipe (teoricamente) mais forte pudesse ser facilmente superado. Muito pelo contrário. O jogo acabou ali.

Por isso, repito: não existe análise de um jogo assim. Fora outros lances em que o despreparo do árbitro ficou claro, invertendo faltas, distribuindo cartões à toa... isso tudo conta e conta muito. Então não adianta querer criticar a quantidade de finalizações da equipe. Lembram o que aconteceu em São Paulo 1 X 0 Liverpool? Foram dois chutes certos a gol, o último deles aos 27’ do 1º tempo (o do gol). E os Reds tiveram três (!) gols muito bem anulados. E se o bandeirinha erra? Teríamos reclamado de quem? E ah! Para deixar claro: não, não estou comparando o Corinthians ao Liverpool-2005, pelo amor de Deus! Estou querendo dizer: aprendam a olhar as circunstâncias de cada jogo. Elas ditam várias partidas.

Agora é colocar a cabeça no lugar e olhar para baixo. Sim, para baixo na tabela. O São Paulo corre risco de sair do G4 na próxima rodada após duas derrotas seguidas. O clube está a seis pontos do 7º colocado e a sete do Cruzeiro, então está claro onde precisamos focar. Na última temporada passamos uma parte enorme do campeonato brigando para não cair e agora queremos discutir a beleza do nosso futebol? Mesmo que tivéssemos um grande elenco (não temos), é uma competição de 38 rodadas. Nem o Bayern de Munique, temporada passada, jogou bem todos os seus 34 jogos da Bundesliga. O próprio Cruzeiro, que está sobrando, jogou mal demais contra o Bahia, há três rodadas, mas venceu. Existem partidas que não dá para jogar bonito, mas é preciso ganhar. E ontem, não nos deixaram ganhar.

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21 de setembro de 2014

Corinthians 3x2 São Paulo: Previsível, acomodado e derrotado



     
   
         O São Paulo repetiu o péssimo futebol demonstrado na quarta-feira contra o Coritiba e novamente saiu derrotado no clássico desse domingo contra o rival Corinthians. A vantagem do Cruzeiro que havia aumentado no meio da semana permanece a mesma já que a equipe mineira também sofreu um revés em seu clássico estadual. A noticia ruim se dá em termos de G4 já que todas as equipes que brigam para entrarem no seleto grupo, acabaram pontuando e aquela "gordurinha" que o tricolor conquistou para o quinto colocado atualmente está em apenas três pontos. 

          
         Com exceção da volta de Kaká e de Luis Fabiano na vaga de Pato, o time foi o mesmo do último jogo, menção honrosa ao nosso capitão que fez o "possível e o impossível, pode-se assim dizer, mas infelizmente não estava apto para o jogo e encerrou-se assim a sua trajetória pelo São Paulo em jogos contra o rival do histórico centésimo gol. Em relação ao jogo a equipe da casa tentou impor uma pressão nos minutos iniciais, mas o São Paulo com oportunismo acabou marcando primeiro, Kaká lançou na área e a bola sobrou para Souza fuzilar o goleiro Cássio e abrir o placar. A partir dai o São Paulo não impôs perigo ao Corinthians, apenas recuou e até controlava com tranquilidade o jogo, o São Paulo tentava contra-atacar mas a transição do meio para o ataque estava muito lenta, Kaká era o único jogador que impunha correria, Ganso estava estagnado e Kardec não rendeu pelos lados, com isso Luis Fabiano que estava totalmente sem ritmo foi aniquilado pelos zagueiros adversários. O Corinthians ainda que não tenha criado grandes chances acabou melhorando na partida e ganhou o empate de presente em um pênalti pra lá de duvidoso mas que o juiz não titubeou em marcar. O São paulo que até então só marcava na partida acabou marcando o segundo gol em nova bola área de Kaká que acabou encontrando Edson que chutou sem chances para o goleiro, 2x1 e vitória parcial do tricolor.
  No Segundo tempo Muricy acabou sacando Luis Fabiano para a entrada de Michel Bastos, a priori a substituição parecia boa porque Luis Fabiano não fez um bom jogo e com a entrada de Michel Bastos, Kaká acabaria tendo mais liberdade para criar e puxar os contra-ataques da equipe, mas na prática não foi isso que aconteceu. O Corinthians voltou determinado para o segundo tempo e foi impondo mais dificuldades ao Sâo Paulo, a entrada de Michel Bastos não tornou a equipe mais rápida como aparentemente deveria ser e com isso o São Paulo continuou recuado e não conseguindo prender a bola no campo de ataque, o "tiki-taka" inexistiu nesse jogo e a marcação corinthiana engoliu nossos jogadores de frente, Alvaro Pereira estava perdido na marcação e ddistribuindoseus tradicionais carrinhos que não resultarem em nada além de faltas que lhe custou um amarelo, no meu ponto de vista Muricy errou ao deixa-lo em campo, deveria ter recuado Michel Bastos para essa função e ter colocado Osvaldo no time. O Castigo não demorou, Palito foi mais uma vez afobado e acertou o jogador corinthiano, outro pênalti e o empate corinthiano. O São Paulo parecia não ter mais forças para ir ao ataque e conseguir outro gol e o empate parecia bom resultado, mas infelizmente foi castigado e sofreu a virada do Corinthians. A equipe ainda tentou ensaiar uma pressão mas nada que causasse estragos ao adversário e por fim a derrota teve um sabor de frustração, assim como foi quarta-feira.



Apesar do bisonho pênalti marcado para o Corinthians, no primeiro tempo, é injusto colocar a culpa da derrota no arbitro, o São Paulo que luta pelo campeonato não pode jogar como jogou hoje e principalmente como jogou contra o Coritiba, apático, acomodado, sem nenhuma vontade, um exemplo disso é que os goleiros adversários dos últimos dois jogos trabalham pouco ou quase nada, as bolas que foram ao gol entraram e isso é preocupante demais, se a equipe há uma semana empolgava agora já preocupa o seu torcedor, ainda que dois jogos não sirvam de parâmetros para nada o São Paulo está em um momento do campeonato em que não é possível deixar uma equipe que pouco erra como o Cruzeiro, respirar mais ainda. O São Paulo agora enfrenta o fraco time do flamengo em casa e precisa vencer, mas com esse momento de "O Médico e o Monstro" vamos ver como a equipe se comportará.

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20 de setembro de 2014

Auro é a chave para vencer no Itaquerão




Antes de dissertar sobre os motivos que me levam a apontar Auro, jovem lateral do São Paulo, como ponto chave do clássico de domingo, em Itaquera, contra o Corinthians, sinto-me no dever de explicar que as opiniões aqui expressas são em cima de conceitos e visões táticas singulares, logo, não pensem que cito Auro por achar que ele é um grande craque, gênio, etc. Auro, como explicarei, será decisivo caso aproveite os espaços, pois terá a sua frente um dos pontos frágeis do rival. Auro é apenas um nome nesta coluna, poderia ser qualquer outro.

Auro terá espaço no clássico pela falta de encaixe tático entre São Paulo e Corinthians
(Imagem: Sérgio Ricardo Jr./ SPFC1935)
Como se pode ver no painel tático, Auro terá um grande corredor pela frente no próximo domingo quando entrar em campo vestindo a camisa 26 do Tricolor. Com as preocupações de Mano Menezes voltadas para Ganso, Kaká e Kardec, restará a Auro ser a válvula de escape do time. Isso deve acontecer justamente pelo encaixe dos times. O Corinthians, mesmo que jogue com três volantes, não tem uma boa cobertura do lado esquerdo defensivo desde que Petros, grande destaque do time na primeira parte do campeonato, foi suspenso por agredir um árbitro em uma partida diante do Santos. 

Petros, suspenso, não enfrenta o São Paulo. Sem ele, Fábio Santos, lateral do Corinthians com passagem discreta pelo Morumbi, fica praticamente sozinho pelo lado esquerdo, já que Lodeiro, provável titular, apesar de canhoto, ocupa a faixa direita do campo. Elias, homem defensivo que poderia ser esse suporte, não tem tanto comprometimento tático como antes e deve ficar preocupado em segurar Ganso. Auro deve ser bastante acionado pelo time e, caso aproveite, pode ser o cara que vai fazer diferença no jogo. 

Auro em ação pelo Tricolor (Foto: Terra)
Lógico, estou tratando aqui de uma suposição. Faço, neste post, uma simulação do jogo diante dos últimos jogos das duas equipes. A prática, como sempre faço questão de salientar, pode ser totalmente diferente da teoria observativa. A lógica no futebol é uma grande bobagem. Tudo pode acontecer. Entretanto, pela falta de encaixe dos dois esquemas táticos, existirão espaços a serem explorados pelo São Paulo. É preciso inteligência do time para perceber os mesmos e leitura para Muricy indicar os caminhos quando a beira do campo estiver. Ganso, Kaká, Michel Bastos e Alan Kardec precisarão ler bem a partida e notar as brechas que a falta de encaixe tático dos dois times dará ao jovem lateral formado em Cotia. Aliás, bom lateral. Evolui gradativamente, como tem que ser. Por enquanto, apenas um bom lateral, protagonista deste texto por pura estrutura tática. 

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18 de setembro de 2014

Último Majestoso do M1TO



A carreira de Rogério Ceni é completa, isso é fato. O goleiro quebrou todos os records com a maior camisa do Brasil. Sua aposentadoria no final do ano é dada como certa, e todos nós sabemos que o M1TO fará muita falta em campo.

Rogério corre o risco de continuar fora para o clássico contra o Corinthians, domingo. Mas, convenhamos: acha mesmo que Ceni não vai se esforçar ao máximo (como sempre) para enfrentar aquele que será seu último Majestoso?


 - Ele continuará o tratamento e vai nos dizer como se sente. Ele é que nos dá o parâmetro. Na quarta, ele fez tratamento desde a manhã no hotel, mas sentiu na hora do teste. Vamos aguardar os próximos dias – ressaltou o médico.

- Infelizmente não dá para eu falar porque é uma contusão. Ele viajar e não jogar é porque foi sério. Dificilmente ele fica fora de um jogo. Ele é um profissional que se cuida muito e tem uma recuperação muito boa. Esse tipo de lesão é séria porque ele joga muito com os pés, mas é um jogador que se recupera rápido. – com a palavra Muricy Ramalho

Rogério é peça chave na arrancada Tricolor neste ano de 2014. Aliás, Ceni sempre foi fundamental para a equipe. Ele só não entrará em campo se não houver nenhuma possibilidade de jogo.


É o desejo de todos assistirem este último duelo contra o time que levou o gol de número 100. Não apenas pela importância de ter o Maior goleiro do Mundo, e sim pelo fato de ver um espetáculo. Agora é torcer para que tudo de certo e o M1TO se aposente com mais uma vitória sobre o rival.

#AvanteMeuTricolor 

Por: Victor Antonini
@VictorAntonini_

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Coritiba 3x1 São Paulo: Acorda São Paulo!!





Nação Tricolor.

Sonolento....essa foi o a unica definição que consegui dar pro São paulo no jogo de ontem, com nossos melhores jogadores sem inspiração nenhuma o São Paulo acabou permitindo que o Cruzeiro novamente abrisse sete pontos de vantagem, todo o árduo trabalho feito no domingo foi anulado pela péssima partida que a equipe são-paulina fez ontem no Couto Pereira. Mas isso também não quer dizer que o revés de ontem tire os méritos de um time que tem lutado pela conquista do campeonato, ainda que sofra dessa "síndrome de Robin-Hood" o São paulo é sim o favorito a desbancar o Cruzeiro, mas chega em um momento que você não pode mais perder pontos ridiculamente como o São Paulo perdeu ontem, ainda que o tricolor sofra quando joga em terras paranaenses a vitória contra um adversário fraco como Coritiba não deixar de ter sido alcançada e agora a equipe novamente sofrerá para diminuir mais ainda a vantagem do Cruzeiro.
Com Kaká suspenso o quarteto não pode estar em campo e Muricy lançou Michel Bastos,  além disso Ceni que já havia sentido dores após o jogo do ultimo domingo acabou sendo vetado com Dênis entrando em seu lugar, essas foram as novidades do time que derrotou o Cruzeiro no fim de semana. O São aulo começou errando muitos passes e viu o Coritiba ensaiar uma pressão tendo um gol anulado com Alex após o camisa 10 do Coritiba ter completado a jogada com a mão. O Tricolor que foi equilibrando mais a partida acabou tendo algumas oportunidades no contra-ataque mais não criou nem uma jogada de perigo a meta do Coritiba, O São Paulo sofria com a marcação da equipe adversária e não conseguia impor o seu jogo e criar chances, principalmente por continuar no excessivo erro de passes e por contar com um Ganso sonolento em campo e que nem de longe lembrou o jogador que é um dos craques da competição, além disso Michel Bastos estava um pouco perdido em campo, começou o jogo se movimentando mas em certo momento foi para a esquerda e por ali ficou facilitando a marcação do coritiba. Com os dois meias de criação anulados a bola não chegava com qualidade para os atacantes, inumeras vezes os zagueiros tricolores, em especial Tolói, abusavam dos lançamentos longos que eram facilmente aniquilados pelos zagueiros do coxa. No fim do primeiro tempo a equipe achou o gol, em belo lançamento de Auro, Pato ajeitou de cabeça e Michel Bastos chutou com precisão para abrir o marcador, vitória parcial não tão justa assim mas de extrema importância e assim se encerrrou o primeiro tempo.
Muricy ao meu ver errou feio ao não modificar a maneira de jogar do time, na minha opinião ele deveria ter sacado Palito que fez uma péssima partida e deslocado Michel Bastos para o setor, com isso poderia colocar Boschilia para que ele ajudasse Paulo Henrique na criação ou ainda escalar Osvaldo para puxar os contra-golpes que até então tinham sido ineficientes por parte do tricolor. Mas a equipe voltou a mesma para o segundo tempo e o Coritiba mais uma vez ensaiou uma pressão, a diferença dessa vez foi que o técnico da equipe paranaense abriu mão de um volante e lançou um atacante deixando o seu time muito ofensivo para tentar o empate, que não demorou. Alvaro Pereira errou a bicicleta e a bola sobrou para o jogador do Coritiba que com um bonito chute empatou a partida, o São Paulo entrou em pane e o nervosismo parece ter tomado de conta, na jogada seguinte o coritiba virou o jogo com uma falha da defesa tricolor. Muricy errou mais uma vez ao mexer no time, não teria colocado Luis Fabiano, o 9 tricolor estava totalmente sem ritmo e pouco fez, ainda que na teoria a substituição fosse ousada na prática ela pouco fez feito já que o principal problema da equipe no jogo foi a apatia de Ganso que não conseguiu jogar e a criação do São Paulo inexistiu, mesmo com Luis Fabiano esse quadro não mudou e o tricolor não deu sustos ao goleiro adversário, e em mais uma jogada em que a defesa estava desatenta o atacante adversário saiu livre na cara do gol para driblar Dênis e matar o jogo, 3x1. Somente aos 42 entrou Boschilia, eu sinceramente não entendi a substituição, com 3x1 no placar não era hora para entrar quem já devia ter entrado desde o intervalo, Boschilia não teria tempo para mais nada e mais uma vez entrou numa roubada, foi mal o comandante tricolor.
Me espantei com a enorme falta que Kaká fez para a equipe do São Paulo, aliás se do quarteto ele ou ganso não jogarem a equipe sempre enfrentará problemas por não ter reposição, mas mais do que a falta técnica que Kaká fez, chamou atenção a sua liderança que a equipe não teve no jogo de hoje, ainda mais porque Rogério acabou não jogando, além daquele Kaká disciplinado taticamente, onipresente, que fazia a equipe jogar, Faltou o Kaká que cobrava a equipe que ontem poderia pedir pro time acordar. Muricy precisava conseguir alternativas para isso, ainda que o elenco não seja o suficiente ele já precisa conseguir resolver esses problemas pensando no ano que vem, já que justamente quem não jogou hoje não estará no São Paulo em 2015. A equipe agora terá o clássico domingo e o cruzeiro também jogará um clássico, o empate não pode ser considerado mal resultado desde que o Cruzeiro não vença, mas é importante que o tricolor vença para tentar mais uma vez diminuir os pontos que o separam do cruzeiro.

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16 de setembro de 2014

Crise ou reformulação? Entenda a situação política do São Paulo



Juvenal e Aidar, personagens principais da ''guerra'' política no São Paulo.
Foto (Davi Ribeiro/Fotoarena)
Apesar de ter tido seu ápice com a demissão do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que comandava o Centro de Treinamento de Cotia, a ‘guerra’ política no São Paulo não é tão recente. Aliás, ela tem se tornado pauta desde o ano passado – com a forte disputa travada antes das eleições, entre a oposição e situação – disputa que, inclusive, travou o plano de reforma do Morumbi. 

Mas enfim, as proporções – que já não eram tão pequenas – se agigantaram com a demissão de Juvenal. Como candidato da situação era, pelo menos esperado que Aidar mantivesse algumas coisas da antiga gestão no clube, dentre elas o próprio ex-presidente.

Porém, quando Aidar assumiu o comando do São Paulo, a situação do clube não era das melhores. Mal financeiramente e com muitos privilégios distribuídos aos diretores, o clube teve que passar por uma reformulação. Cotas foram adiantadas para quitar divídas, privilégios e gastos foram cortados. 

Aidar x Juvenal

O ápice da crise entre Aidar e Juvenal aconteceu após uma entrevista dada para a Folha de São Paulo, na qual o presidente criticou a gestão de Juvenal. Na entrevista, Aidar destacou que o clube era “muito acostumado a benesses” citando que viagens, hospedagens, ingressos e até mesmo carros com motoristas eram pagos aos diretores.

Definindo a gestão anterior como ultrapassada, o atual presidente também destacou as dívidas deixadas pelo antigo presidente – em abril, data em que assumiu a presidência, eram 109 milhões de reais em dívidas bancárias. 

Com declarações fortes e críticas, era de se esperar que Juvenal Juvêncio respondesse. Em uma nota oficial, Juvenal reiterou que deixou o clube em boas condições e acusou Aidar de ser oportunista.

Sem estar contente com a administração anterior de Juvenal, e com a atual administração de Cotia e com a própria resposta do ex-presidente,
Aidar demitiu Juvenal Juvêncio. Demissão que não aconteceu de forma amigável, o que rendeu mais manchetes e cenários de crise pintados no São Paulo.

O que deve acontecer a partir de agora

De acordo com o Globo Esporte, Aidar pretende demitir todos os funcionários ligados a Juvenal Juvêncio. Com essa decisão, rumores diretamente relacionados ao técnico Muricy Ramalho surgiram, mas a demissão foi negada pela diretoria. 

O clube deverá continuar passando por uma reformulação e redução dos gastos desnecessários. Pelo menos este é o plano do atual presidente. 

Futebol blindado da crise política

De acordo com a ESPN e a Gazeta Press, o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, agiu rapidamente para impedir que a crise afetasse o futebol, garantindo a permanência de Muricy (que foi apontada como “em risco” por Juvenal), Milton Cruz e o gerente executivo Gustavo Vieira. 

Mas afinal, o São Paulo vive mesmo uma crise tão grande?

Posso estar errada, mas não vejo a situação do São Paulo tanto como uma crise, mas sim como uma reformulação. É claro que mudanças de grande tamanho – como a demissão de Juvenal – geram uma repercussão ainda maior, além do descontentamento, surpresa e desentendimento das partes. Mas acredito que, se blindarem bem o futebol, o São Paulo não sairá perdendo.

A verdade é que o clube esteve por muito tempo submetido ao mesmo grupo e à mesma política na gestão e administração e, assim como uma reformulação é necessária no futebol, ela também é na política do clube. Se as mudanças estiveram acontecendo na direção em que são justificadas – corte de gastos, renovação da gestão, corte de privilégios, modernização – elas serão sim benéficas ao time.

O mais importante nessa história é que o futebol esteja bem separado da política e que as mudanças que venham a acontecer sejam realmente boas para o clube. 


Matérias consultadas nos sites Globo Esporte, ESPN e Folha de São Paulo.

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15 de setembro de 2014

A prova de fogo sem o quarteto



Já nos rendemos à eles. Nosso ataque tem feito bonito em campo e não me falem em milagres no futebol. Existe trabalho, persistência, garra e força. Tudo que pedíamos desde o ano passado e só nos sentimos satisfeitos agora, com a atual postura do time. Mas será que sem ele, conseguimos manter a pegada que vem sendo elogiada por todos? O ataque com aproveitamento de 100% terá que se acostumar no jogo dessa quarta-feira contra o Coritiba sem a presença de Kaká, que cumprirá suspensão automática após o terceiro cartão contra o Cruzeiro ontem, no Morumbi. 

Após grande vitória sobre o líder, passaremos pelo teste de fogo sem Kaká embalando essa fantástica formação
Foto: ESPN

Muricy Ramalho já apresentou sua posição sobre esse grande desfalque: "- Claro que ele faz falta, como jogador e líder, até por estar mais próximo dos demais jogadores do que o Rogério. Mas temos o Michel Bastos, que pode entrar na função e também tem experiência internacional", afirmou o técnico.

No clássico de domingo contra o Corinthians, Kaká volta mas a ausência será outra: Alexandre Pato, que por questões contratuais não pode atuar contra o clube até o final de 2016, será desfalque na equipe. Luis Fabiano ainda se recupera de lesão e pode ser uma alternativa (sendo esse o jogo perfeito para a sua volta, vide histórico de clássicos contra o Corinthians onde o camisa 9 atuou).

De acordo com o portal ESPN, até a defesa tem outra postura com o quarteto em campo: Em sete duelos, são 16 gols anotados e cinco sofridos, médias, respectivamente, de 2,2 tentos feitos por jogo e apenas 0,71 tomado. Sem o quarteto, em 14 partidas, a equipe fez, em média, 1,5 gol por embate e levou, também em média, 1,21.

Saberemos lidar com esses desfalques temporários ou o time está adaptado de tal forma que não sentirá o baque? O que você, torcedor, pensa a respeito? Comente!

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14 de setembro de 2014

SPFC 2x0 CEC, Eu sou você amanhã





Nação Tricolor:

O jogo do ano, Final antecipada...não faltaram adjetivos para descrever o jogo desse domingo. O fato é que Cruzeiro e São paulo são realmente os times que jogam o melhor futebol no  campeonato e não atoa são líder e vice-líder respectivamente. O Cruzeiro tem uma base, um modo de jogar, uma estrutura definida, desde 2013, o São Paulo jogo a jogo vai conquistando isso, a história do Cruzeiro pode servir de exemplo para o São Paulo, o time mineiro até pouco tempo atrás quase caiu para a serie B, o mesmo quase aconteceu com o tricolor, os mineiros no entanto aos poucos reformularam o seu péssimo elenco e hoje possui um baita elenco e por consequência um senhor time, o São Paulo pode fazer o mesmo se manter seus principais jogadores. Os dois times protagonizaram um belo jogo em um Morumbi abarrotado de gente (58.627 pessoas) e quem teve a sorte de assistir a esse belo jogo "in loco" realmente saiu satisfeito.
O que vimos em campo foi um jogo tenso, equilibrado, e com boas chances de ambos os lados. No inicio tivemos uma boa chance desperdiçada por Tolói e um chute de longa distância e que trouxe perigo a meta são-paulina. A partir dai o Cruzeiro melhorou no jogo e criou boas chances que pararam em Rogério Ceni, o São Paulo em alguns momentos sofreu com a boca marcação mineira e teve dificuldade em propor o seu jogo, mas foi no melhor do Cruzeiro que o São Paulo fez o seu gol. Ganso fintou Dedé e foi derrubado, pênalti que Rogério bateu e fez, 1x0 tricolor, o apitador ao meu ver errou ao não expulsar o zagueiro cruzeirense que já estava com cartão amarelo, o tricolor soube administrar o resultado e assim deu-se por encerrada a primeira etapa.

O São Paulo iniciou bem o segundo tempo e só não ampliou por infelicidade de Kardec em chute que bateu na rede pelo lado de fora, o Cruzeiro também teve boa chance de empatar mas Everton Ribeiro parou no M1T0 são-paulino, O São Paulo pouco a pouco foi se impondo e em determinado momento assumiu o controle da partida e conseguiu sua recompensar, Ganso bateu escanteio e a bola sobrou para Kardec que fuzilou as redes adversárias após linda defesa de Fábio. Com o 2-0 o Cruzeiro tentou vir para cima do tricolor mas nossa zaga soube controlar o impeto celeste e além disso teve outras boas oportunidades, no fim vitória justa e incontestável.

São Paulo e Cruzeiro enfrentarão as duas equipes paranaenses da competição, enquanto o Cruzeiro recebe o Atlético-PR no Mineirão, o tricolor irá até o Paraná enfrentar o Coritiba. Nosso jogo não é tão simples e é de extrema importância que a equipe a partir de agora não deixe de pontuar, uma vitória será essencial já que teremos o clássico domingo e o Cruzeiro também terá um clássico domingo só que na teoria um jogo mais fácil no meio de semana. O titulo é possível se a equipe se manter nesse ritmo e não der vida fácil na perseguição ao cruzeiro. E como falei anteriormente podemos nos esperar no rival de hoje que foi do possível rebaixamento ao status de melhor time do país, tudo que o Cruzeiro faz hoje não é por acaso, foi fruto de trabalho de ver o que estava errado, de corrigir as suas falhas e de recuperar o espirito de campeão que andava afastado, além disso o Cruzeiro viu recentemente a melhor fase do seu grande rival, assim como o São Paulo também teve essa experiencia com as recentes conquistas do Corinthians. A diferença é que a história, ao menos em 2013, teve final feliz para a equipe mineira. O São paulo luta para que esse final feliz mude de lado e que no dia 7 de dezembro a sua torcida grite: SOMOS HEPTA. Porque afinal, Cruzeiro eu sou você amanhã!



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13 de setembro de 2014

Cautela ou opção? Muricy ainda tem um bode na sala




Pato, Ganso, Kardec e Kaká são os responsáveis pelo bom momento do São Paulo (Foto: saopaulofc.net)
O bom desempenho do Tricolor no Campeonato Brasileiro, com destaque enorme do seu invicto quarteto ofensivo, formado por Kaká, Kardec, Pato e Ganso é a consolidação da hipótese mais debatida quando anunciada, pelo presidente Carlos Miguel Aidar, a contratação de Alan Kardec. O São Paulo criou um problema, foi ajudado por circunstâncias (lesão do Luis Fabiano) e agora precisa encarar novamente aquele velho problema que criou. O quarteto embalou, e Muricy parece não saber o que fazer com seu artilheiro e ex-titular. 

Luis Fabiano fez um primeiro semestre muito bom. Vivia, até a pausa para Copa, seu melhor momento desde que voltou ao São Paulo. Em alguns meses, Luis atingiu o mesmo número de gols da temporada passada inteira, mas foi parado por seu maior vilão, o próprio corpo. Kardec chegou ao São Paulo como uma contratação de oportunidade e foi preciso muito trabalho para convencer a torcida de que esse negócio seria bom, pois naquela altura ninguém entendia porquê pagar caro em um centroavante tendo Luis Fabiano voando. 

Pois bem, a lesão de Luis foi uma mão na roda para Muricy. Kardec chegou e logo tomou conta da vaga, sendo bem mais útil em termos táticos do que o experiente centroavante. Luis Fabiano, mesmo parado pelas lesões, ainda é o artilheiro do time na temporada e continua bem no ranking dos maiores artilheiros do Brasil em 2014. Todavia, mesmo marcando bastante, Luis tem problemas, limitações, e são justamente essas limitações que fazem Muricy ter, agora, um bode na sala. 

Luis Fabiano, artilheiro do clube na temporada, perdeu espaço no time (Foto: Globoesporte.com)
Recuperado da lesão, Luis Fabiano está treinando inteiro e bem há algumas semanas, porém estranhamente não vem sendo relacionado. O técnico do São Paulo diz que Luis precisa ter paciência e que seu não aproveitamento se dá por conta da cautela. Bobagem. Muricy, pelo menos ao que parece, não sabe o que fazer com Luis. Fabuloso é temperamental, precisa de carinho, como sempre disse o ex-presidente Juvenal Juvêncio. Pela história e pela boa temporada que fazia, deve ser difícil para Luis Fabiano aceitar que deve ser banco do time. Muricy tenta adiar seu aproveitamento, e não tiro a razão do treinador, mexer agora no time seria burrice, mesmo que essa mexida seja para encontrar um lugar para Luis Fabiano.

Tudo que Luis Fabiano faz, Kardec consegue realizar. E o contrário não é exatamente assim. Kardec trabalha muito bem fora da área, marca, dá combate, ocupa espaço, foge da linha de impedimento, algo que nunca foi a praia do Fabuloso. É difícil. Não adianta amenizar a situação e dizer que dá para jogar os dois sempre ou que Luis vai aceitar bem ficar como opção. Muricy tem um problema, um bode na sala, e ainda está perdido sobre qual atitude deve tomar. Não será possível adiar o retorno de Luis Fabiano para sempre, é preciso encarar o problema junto ao presidente, responsável também pela criação do mesmo, e da diretoria de futebol, leia-se Athaíde Gil Guerreiro. Só peço que pensem no melhor para o São Paulo. O problema está aí e não serei eu a resolver. O bode ainda está na sala. 

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